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32ª jornada do campeonato 2025/2026, a jornada que entregou o título ao FC Porto, que teve escorregadela do Benfica em casa do Famalicão com um empate e vitória do Sporting no fecho da jornada nesta noite de segunda-feira, por cinco bolas uma, frente a um Vitória, que estava em fase ascendente, não perdia há alguns jogos. O Sporting, no sentido contrário, não ganhava há alguns jogos. Num jogo, Gabriel Alves, que acredito que temos falado muito disso, talvez tenha tido um melhor resultado e uma melhor exibição, uma melhor festa de gols do que propriamente o desempenho técnico das duas equipes.
Boa noite. Eu acho que este jogo de Alvalade desta noite fica marcado pela beleza, pelo recheio dos gols que aconteceram durante a partida. Portanto, gols de rara beleza, jogadas bem urdidas, bem definidas, jogadores a mostrar a sua arte. Obviamente que é aquilo que vai marcar esta partida Sporting x Vitória Sport Clube. Notas uma entrada desenvolta da formação minhota, para discutir o jogo e o resultado, que é sempre algo que agrada, porque vamos ter um jogo competitivo, mas não passou de uma promessa que não teve sucesso. Entrou com um objetivo, com uma estratégia, atacou, não teve definição e defensivamente foi devorada pela equipe adversária, pelo ataque do Sporting. Porque se atacas e vais discutir o jogo, tens que ter um futebol completo. Não tendo o futebol completo, tens que perceber que o adversário sabe tirar partido daquilo que tu tens de frágil no teu futebol, portanto, que não é completo. Ora bem, no jogo pelo jogo, o Sporting definiu o resultado precisamente no espaço que os minhotos, ofensivamente, deram na retaguarda e, portanto, marcaram.
E por isso mesmo, nessa primeira parte toda, houve uma espécie daquilo que fomos mencionando, uma espécie de domínio da equipe do Vitória, com mais bola. Ora, o Sporting foi aproveitando, precisamente. Foi consentido.
O domínio aparente.
Domínio aparente.
O lance de bola parada é outra nota que me apraz registrar na equipe do Sporting, enquanto analista e enquanto gostar de ver futebol, que é algo que se vê pouco, aquele trabalho específico, o tal chamado trabalho de casa. E o lance do primeiro gol do Sporting é exatamente isso, um lance de bola parada trabalhado com definição, com concretização, com sucesso e com beleza. Portanto, estar atento a este lance ou desenvolver deste lance mostra que há concentração, que há disciplina de dados, mas há também a capacidade técnica de quem bate o livre, de quem recebe e faz a assistência. E quem, neste conjunto, nesta triangulação, consegue enganar uma defesa contrária. Portanto, um belo lance. Depois temos gols de beleza e gáudio para o público, que é o que o público gosta. Aquilo que mais prende no jogo de futebol. Temos o gol do Daniel Bragança, um portento. De facto, o do Araujo, uma delícia, o do Suárez, um gol de ponta de lança no mano a mano. E finalmente, o gol do Guilherme, que fecha um sprint fabuloso com remate num mano a mano também perfeito. Erros defensivos, desconcentração defensiva, um autogol. Uma nota para o Sporting, Debast. Aquilo que se pode dizer um autogol ridículo, há que ter esta nota. Rui Silva esteve à altura dos acontecimentos, teve uma defesa fabulosa. O próprio Charles acaba por ter cinco gols encaixados, mas também tem uma defesa excelente a um remate de Suárez, evitando a meia dúzia. Portanto, um Sporting que sai e deixa o verde garrido para os seus adeptos, vem esfomeado de sucesso depois e de vitória e conseguiu saciar-se depois do empate do Benfica no fim de semana em Famalicão. E obviamente que acabamos por assistir àquilo que eu já foquei. Os gols são a nota forte deste desafio.
Os gols foram a nota forte deste desafio. Talvez as defesas tenham sido a nota menos registada, mas fomos falando também de uma falta de meio-campo do lado do Sporting, sobretudo talvez também pela má exibição na primeira parte de Mourita e depois a falta do capitão Yolman.
Sim, sente-se essa falta, mas é uma falta que vai ser para o futuro também. Naturalmente, o futuro vai ser tratado, vai haver uma projeção e haverá outra equipe, haverá outro conjunto, haverá outras situações e outras soluções para o próximo ano. Hoje sentiu-se essa ausência, naturalmente, a ausência de Yolman, que é, na verdade, um jogador que marcou e deixa no futebol português uma vertente muito importante daquilo que é um 6-8 no meio-campo de uma equipe dentro de um projeto devidamente definido.
Gabriel Alves, resta saber se alguém merece a força da técnica.
Olha, para mim, a força da técnica hoje são os cinco gols, a arte da utopia no futebol. Mas também tem uma força diferente. Tem a força do ridículo, o autogol de Debast.
Gabriel Alves, fica fechada esta 32ª jornada. Estivemos a acompanhar o Sporting 5, Vitória Sport Clube 1, com a tua análise. Um grande abraço, bons descansos e até a próxima.
Muito boa noite a todos os observadores. Até a próxima.