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26ª jornada do campeonato. O Benfica foi até Arouca depois de um clássico difícil frente ao Porto, que deu empate e que de alguma forma abalou as esperanças já difíceis de chegar ao título, mas foi um Benfica que chegou, Gabriel, a Arouca completamente desligado e que acabou por entregar os primeiros momentos do jogo ao Arouca.

A exibição medíocre do Benfica esta noite em Arouca. Pouco conseguido na movimentação de organização ofensiva. Nos lances de bola parada, um verdadeiro desastre. De facto, saiu um golo que foi marcado por Rios na segunda parte, o lance menos mau, mas até nos livres temos que dizer a mediocridade naquilo que é o trabalho específico do Benfica, o chamado “trabalho de casa” em termos de treino, não veio, portanto não se viu nesta partida. O Arouca foi fazendo o que pôde. Acaba por ter uma prenda do Benfica logo nos primeiros lances, que é o lance do penalti, Guilherme aprenda. Mas faltou-lhe definição, porque o Arouca poderia até ter alargado. Teve mais possibilidade de o fazer, mas faltou-lhe definição, portanto não marcas, não tens rendimento, o problema é esse. Podes fazer lances lindos, mas tens que marcar. E mostrou alguma boa organização defensiva que acabou por dificultar a má exibição do Benfica ou põe mais à vista a má exibição do Benfica. Aqui uma nota para Ivanovic: marca um gol importante para o Benfica, porque garante os três pontos exatamente naquilo que é o soar do apito final do árbitro, mas muito importante para o próprio Ivanovic. É porque Ivanovic faz um gol que vale três pontos.

E ficou visivelmente emocionado.

Ficou emocionado e sentiu que isto era importante para ele dentro do grupo de trabalho, dentro da empresa Benfica, porque é um jogador que chegou com muitos auspícios. Chegou no mercado de verão, no princípio da época, que era um futebolista para agarrar um lugar muito importante para o Benfica e acabou por desaparecer. Ultimamente até tem aparecido a ser chamado para alguns jogos. E este gol precisamente pelo valor dos três pontos, porque é um gol sobre a hora.

E até vem dar muita emoção a um jogo que estava a ser particularmente emocionante. Acabou com esse pico de emoção.

Sim, acabou com esse pico de emoção. Enfim, com um jogo que acaba com expulsões, com resilias, com tentativa de agressão.

E também com aquele fogo na bancada.

Faz parte de toda uma noite medíocre de futebol. Volto aqui a focar. Futebol deste, em que tem uma marca como o Benfica, um candidato a títulos, equipe da Europa, lá fora, quem quer comprar, não compra, porque isso é muito mau, é muito medíocre. Melhor jogador em campo para mim. Se Ivanovic marcou o gol que decide.

E merece o troféu oficial.

Por mim tudo bem, mas eu acho que o troféu para ele é o gol que ele marcou, é o troféu que ele agarrou. Isso pra ele é muito importante em termos de presente pro futuro. Mas o melhor em campo é Seldrup. Foi o jogador com atitude, com intensidade, com vontade, com determinação. Quis fazer. Ele próprio foi a alma benfiquista. Mostrou este nórdico que é assim que se têm que ganhar jogos, com determinação, com vontade, com velocidade, com intensidade, atitude.

Alguém vai merecer o épido hoje? Não. O épito força da técnica. Uma noite medíocre de futebol é esta a imagem que fica deste Arouca-Benfica. Para já, fica assim a força da mediocridade, é a análise de Gabriel Alves à vitória sofrida do Benfica em casa do Arouca por duas bolas a uma. Gabriel Alves, grande abraço. Até à próxima e à procura de melhores jogos.

Boa noite.