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Primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal. Jogou-se em Alvalade, um clássico entre Sporting e Futebol Clube do Porto, que terminou nesta primeira mão com a vitória pela margem mínima do Sporting num gol que foi marcado por Luís Suárez na segunda parte, de pênalti, depois de uma primeira parte em que o Futebol Clube do Porto, Gabriel Alves, esteve melhor, mas onde o jogo parou muitas vezes.
Primeira parte de futebol quesilente, feio. Houve como que uma promessa de princípio que o jogo poderia ser divertido e interessante, perdeu-se. A parte de futebol quesilento, feio, discussões, mais conversa do que jogo. Para quem paga bilhete, francamente negativo. Detalhe do clássico: decidiu. Decidiu lance de bola parada, deu o corpo ao placar. Poucas balizas, guarda-redes sem trabalho. Grande parte podemos dizer espectadores, sem perigo. Há dois remates ao poste mais longo na primeira parte, um para o Futebol Clube do Porto, outro para o Sporting. Segunda parte tens um remate ao poste por banda do Futebol Clube do Porto, outro remate no poste por banda do Sporting. É um jogo equilibrado, é fato essa a imagem. Aquilo que se pode, e já disse e friso, há o detalhe que decide. Mas às vezes há detalhes que decidem jogos, mas os jogos têm outra dimensão. Têm uma dimensão muito mais agradável, muito mais colorida. Os guarda-redes a serem chamados a intervenções e a darem nota da sua capacidade, da sua competência, a pôr as bancadas em emoção, em alvoroço. Aquela sensação de quem ganha ou de quem perde. Nada disso. Houve ali um jogo todo ele obviamente muito equilibrado, onde há um Futebol Clube do Porto que tem bom bloco a defender, tem bloque cheio de capacidade atlética e física, é verdade, face a um Sporting que é mais criativo, é mais associativo em termos de ataque, em termos de fluência na procura pela baliza contrária. Acaba por ser aquilo que nós podemos dizer, um jogo onde o Futebol Clube do Porto ao perder, de alguma maneira, índice físico acabou por perder capacidade e o Sporting soube tirar partido disso. E depois há esse fator, que vem sendo uma continuidade neste Porto que é bloco, que tem geometria de futebol ,que é uma equipa de pressão, mas que marca um gol e que depois de marcar um gol muito dificilmente se lhe consegue marcar. Mas a verdade quando o Futebol Clube do Porto sofre um gol não tem capacidade para virar o resultado. Esta é uma imagem de marca deste Futebol Clube do Porto. Darei aqui duas notas que me parecem que são importantes. Naquilo que foi o jogo do Futebol Clube do Porto, a asa direita, na minha opinião, foi uma bela asa direita com William Gomes e o Alberto Costa. Uma boa articulação. Só que o Alberto Costa acabou por sair com o amarelo. O William Gomes para mim foi o jogador mais irradiante daquilo que é o Futebol Clube do Porto pelo futebol que analisou. Só que encontrou pela frente aquele que foi, para mim, o melhor jogador em campo, o Máx Pererira.
Mas contando as duas partes ou contando apenas a segunda?
Não, eu fui sempre, porque o William Gomes com o lateral direito em campo, porque o Alberto Costa é um jogador de profundidade vertical, muito bem interligados os dois, criaram ali situações, mas o jogador do Sporting, oMáxi Pereira nunca desistiu, esteve lá sempre e depois na segunda parte anulou completamente. É um jogador de garra, caráter, defende muitíssimo bem, estica bem o jogo, faz aquilo com esclarecimento, é um jogador de bom índice físico. Antes cabrá torcer. Melhor jogador em campo. Palavras para Trincão e para Rodrigo Mora. São dois criativos, dois excelentes jogadores. Hoje estiveram apagados. Não houve cor, portanto, na exibição quer de um, quer do outro. Quero falar, depois daquilo que foi a força da técnica, vou dar aqui uma nota. Foi pequeno proeminore, um pequeno detalhe do Bragança.
Aqueles três toques na área. Sustança.
Fantástico! Ainda no meio de vários jogadores contrários e ainda depois aquele toque para abrir jogo para que o Suárez pudesse. Eu acho que é, de facto, um promenório, um detalhe que quem gosta de futebol gosta de ver. Para Suárez vou lhe dar a nota porque a transformação da grande penalidade foi arte de bem converter pênaltis. A técnica da força eu vou dar ao Fofana. É realmente um gesteio, é uma parede de solidez.
É uma parede pouco porosa, digamos assim.
É, mas atenção, é um jogador que sabe acima de tudo jogar sem bola. Sabe atacar o espaço, tem a zona controlada. Eu diria, com potencial físico fantástico, portanto, um jogador a ter nota hoje aqui a técnica da força para ele. Está tudo aberto pra segunda mão. Foi um clássico. Fica a sensação. Podia ter sido melhor se não tivesse havido tanta discussão, não tivesse sido tão quesilento durante a primeira parte. Joguem mais futebol. Os jogadores são capazes, as equipes têm qualidade. Joguem futebol. O povo paga o bilhete, o povo paga televisões para ver, o povo ouve rádios, o povo ama o futebol, tem utopia do futebol, merece futebol.
Gabriel Alves, a força da técnica desta vitória do Sporting Em Casa frente ao Futebol Clube do Porto por uma bola a zero, em jogo a contar para a primeira mão das meias finais da Taça de Portugal. Um grande abraço, Gabriel.
Um abraço. Boa noite a todos os observadores