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Força da técnica. Gabriel Alves, vitória do Futebol Clube do Porto na estreia do campeonato. Primeira jornada, receção ao Alverca. Vitória por 2 a 0, com gols que chegaram de pênalti na primeira parte. O Porto começou com grande ímpeto, mas à medida que o jogo foi rolando e que o Porto foi conquistando vantagem, foi também nascendo qualquer coisa aqui do lado do Alverca.
Sim. Falamos da força da técnica, não é?
Exatamente.
Eu falo do jogo, a força dos pênaltis. E foi na força dos pênaltis que o Futebol Clube do Porto venceu esta partida. A equipe do Alverca fez um trabalho interessante, deu notas para a temporada, mas errou na defesa.
Sobretudo na segunda parte.
Sim, mas errou na defesa. E errar na defesa, obviamente que com dois pênaltis, tem que ter outro tipo de noção, outro tipo de esclarecimento, outro tipo de concentração competitiva. É muito importante, principalmente no primeiro pênalti, que é o pênalti do guarda-redes. Portanto, sobre André Silva. Quanto à equipe do Futebol Clube do Porto, é uma equipa que não tem grandes rasgos, é verdade. É aquela equipa geométrica, é aquela equipa definida, uma equipa coesa, é uma equipa altamente competitiva, altamente intensa. É uma equipa muito concentrada, muito forte em termos defensivos, muito qualificada nesse sentido, mas falta ali aquilo que é a nota artística, uma nota que a determinada altura do jogo possa segurar e trazer qualquer coisa de novo. De resto, é tudo muito geométrico. Obviamente que Farioli sabe, e bem, quem tem. Fez bem as substituições, tratou bem desse aspecto para que o conjunto, para que o molde, para que aquilo que era a necessidade do conjunto gerir o 2 x 0 e não cometer erros, obviamente, que não os cometeu, soube, quer na defesa, quer no meio-campo, quer no ataque, ir fazendo a distribuição nas substituições, no momento certo, na hora exata, daquilo que, de facto, era o mais importante para a formação. Quanto ao Alverca, uma equipa muito interessante. Chiquinho mais 10, na minha perspectiva, porque Chiquinho faz uma belíssima exibição. E dizer que deste Futebol Clube do Porto, para além daquilo que é a sua coesão defensiva, tem um guarda-redes.
Que vale vidas.
Vale. E hoje, Diogo Costa foi extremamente importante, porque naquele momento em que a equipa do Alverca pode fazer um gol, ele esteve lá presente em três defesas, em que eu digo três, cinco. Mas eu vou destacar uma dessas defesas todas. É a última ao remate de Chiquinho, que é uma jogada fabulosa do futebolista do Alverca e com uma defesa do Diogo Costa monumental, que lhe deixa o zero na baliza e mais do que isso, ela não entra, ainda havia tempo para o Alverca se galvanizar e obviamente fazer o Porto sofrer. Portanto, uma boa vitória, um Futebol Clube do Porto ainda um pouco de azul e branco, mais branco que azul, portanto, terá que ter mais azul e tem que ter mais capacidade de remate, porque há aqui um fator que me parece importante. O guarda-redes do Alverca leva dois gols de pênalti, mas não tem que fazer grandes defesas.
E por acaso os pênaltis, acerta, adivinha duas vezes o lado, uma até tocando a bola, mas os pênaltis de sobremaneira bem batidos.
Muito bem batidos e bem colocados, com força, com dimensão, portanto, quer por André Silva, quer por Gabri Veiga. Só uma palavra para o André Silva. Aquilo que é verdade, André Silva é um jogador de grandes movimentos. Além de ser homem para gol, é o homem, é o ponta de lança, porque não reside só o gol para o ponta de lança. Reside também tudo o que é movimentação. E reparem, hoje na movimentação dele, é ele que sofre os dois pênaltis. E para isso é importante ter André Silva, porque se mexe, sabe mexer, sabe jogar nos espaços. Uma palavra para Zaidu. Zaidu, para mim, foi dos melhores jogadores hoje do Futebol Clube do Porto.
E a verdade é que o Porto consegue esta vitória, como dizia, Gabriel, se por um lado não tem grande nota artística, mantém uma espécie de consistência que eu diria geométrica.
Nota coletiva.
Porque consegue, mais uma vez, manter a baliza inviolada.
Inviolada. E é uma coesão defensiva fantástica, uma geometria de jogo fantástica. E depois com os jogadores que saem do banco e entram para a equipa e os que saem do banco, uns saem do relvado, outros. E a equipa monta-se imediatamente, mantém. Agora, precisa é de mais qualquer coisa. Precisa de ter mais capacidade de remate. Tem que incomodar mais no último terço e quando lá vai, não precisa de muitas vezes, mas as que for, tem que pôr à prova o guarda-redes contrário ou então a bola lá no ninho, porque hoje foram pênaltis, a tal força do pênalti que prevaleceu nesta partida.
Gabriel Alves, mais algum ponto a acrescentar nesta análise?
Não, não tenho. Tenho que dar só a grande capacidade do Diogo Costa e falar de Zaidu, que gostei muito da sua exibição, não só pelo que defendeu, mas pelas suas arrancadas ofensivas, pela sua dimensão ofensiva, pela forma como sabe. É um jogador de grande cultura tática, jogar hora.
E com muitos anos de casa no Futebol Clube do Porto.
Tem muitos anos de casa e obviamente que Farioli naturalmente percebe isso, sabe isso e sabe o valor do futebolista.
Gabriel Alves, está feita a análise deste Futebol Clube do Porto 2, Alverca 0, primeira jornada do campeonato e acredito que a primeira de muitas análises ao longo desta época, 2026, 2027. Um grande abraço, Gabriel. Bom descanso.
Boa tarde para todos os observadores e fiquem com o Observador, aconteça o que acontecer. Está aqui o Vicente, está aqui o Augusto Inácio, está o Lula na paz do Estádio da Luz.
É verdade.
Está também o adepto do Benfica, certamente cheio depois de ter comentado o Benfica-Arouca. Olha, uma boa sessão, um bom serão. Bom jogo.
Gabriel Alves, Força da Técnica na Rádio Observador. Já daqui a pouco também vamos acompanhar o jogo do Benfica e do Académico de Viseu.