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Seguimos na Guerra Traduzida com o jornalista Luís Soares, com os destaques da imprensa russa, que neste caso não passa ao lado da morte do líder do Hamas por parte de Israel.

Com o jornal Kommersant a escrever em título que o Kremlin está preocupado com as consequências do assassinato do líder do Hamas para o Médio Oriente. Os jornalistas perguntaram a Dmitry Peskov como o Kremlin reage às ações de Israel. O porta-voz do governo russo mostrou-se preocupado com as consequências para a população civil e com a catástrofe humanitária em Gaza e também no Líbano. Já a Agência RIA cita o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia a dizer que a liquidação do chefe do movimento palestiniano Hamas provavelmente não afetará a situação na região.

Olhando para o conflito entre Rússia e Ucrânia, o destaque vai para a situação em Kursk.

A Agência RIA diz que o Ministério da Defesa russo mostrou soldados das Forças Armadas Ucranianas a fugir de uma localidade para evitar o cerco. Eles fugiram em direção à Ucrânia. O comunicado diz que percebendo a possibilidade de cerco total por militares da formação do corpo de fuzileiros navais do grupo de Forças Norte, os soldados ucranianos abandonaram as posições e fugiram em direção à fronteira com a Ucrânia. O Vesti escreve em título que as Forças Armadas Russas repeliram contra-ataques das Forças Armadas Ucranianas na região de Kursk. Explica que o Ministério da Defesa russo informou sobre a rápida deslocação das Forças Armadas Ucranianas do território da região de Kursk. As Forças Armadas Russas repeliram contra-ataques de unidades ucranianas na região. Segundo o Ministério da Defesa russo, na última semana, cerca de 48 ucranianos renderam-se e 15 mil soldados morreram.

E hoje o presidente russo abriu o fórum empresarial dos BRICS, falou de soberania, mas também de altas tecnologias.

É o que assinala o KP. A reunião dos BRICS está marcada para a cidade russa de Kazan, de 22 a 24 de outubro, mas o fórum empresarial começou hoje em Moscovo e segundo a tradição, Vladimir Putin fez um discurso aos convidados. Um discurso sobre soberania, diz Putin que a influência externa terá cada vez menos impacto no futuro desenvolvimento dos BRICS. A Rússia está cada vez mais a construir rotas de distribuição de recursos para novos parceiros estrangeiros confiáveis. E depois de conversar com os empresários, Putin visitou uma exposição de tecnologia que utiliza inteligência artificial. Os desenvolvimentos estão a ser realizados com financiamento de investidores da Rússia e dos países BRICS. Ora, o presidente russo conheceu desenvolvimentos de duas empresas que utilizam ativamente redes neurais. Viu, por exemplo, um homem que perdeu os dedos há 20 anos a tocar guitarra elétrica com recurso a uma prótese construída na Rússia. E Putin, claro, elogiou o que viu.

Passamos para o portal independente Meduza, que noticia que na Rússia, no primeiro semestre do ano, 52 pessoas foram condenadas ao abrigo de artigos de traição.

Esse é um número superior a qualquer ano completo dos últimos nove, assinala o Meduza. No ano passado, completo, tinham sido 39 pessoas condenadas por motivos de traição. É três vezes e meia mais do que durante o mesmo período do ano passado. O Meduza cita uma publicação que estudou dados do Departamento Judicial do Supremo Tribunal da Federação Russa. No primeiro semestre deste ano, 18 pessoas foram condenadas por espionagem, nove vezes mais do que nos primeiros seis meses do ano passado. Noutros dados, também citados pelo Meduza, o número de militares condenados por crimes relacionados com o serviço, como deserção, incumprimento de ordens ou outros, aumentou três vezes em relação ao ano passado e sete vezes e meia em relação aos anos anteriores à guerra. Quarenta pessoas foram condenadas ao abrigo do artigo sobre notícias falsas sobre o exército. Também a crescer está o número de pessoas condenadas ao abrigo de artigos relacionados com terrorismo. No primeiro semestre do ano, foram condenadas 366 pessoas, mais 11% do que no mesmo período do ano passado. Ao mesmo tempo, 152 pessoas foram condenadas em casos de apelos públicos ao terrorismo, mais 15% do que no primeiro semestre de 2023.

São os destaques da imprensa russa desta sexta-feira.