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Guerra traduzida na Rádio Observador, trazemos os destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana, hoje com a jornalista Laura Figueiredo. Começamos com a imprensa ucraniana. 70% da capital ucraniana está sem energia, depois de a Rússia ter atacado Kiev durante a noite.
É a notícia em destaque no The Kyiv Independent. A Companhia Nacional de Eletricidade ordenou cortes de energia elétrica de emergência em Kiev devido aos danos causados pelo ataque russo durante a noite. A Ukrenergo afirma que as forças russas pretendem desconectar a cidade ao atacarem várias estações elétricas. Também o Ministério da Energia acusa o Kremlin de estar empenhado em destruir a infraestrutura energética da Ucrânia. O ataque desta noite acontece apenas quatro dias desde o último contra infraestruturas civis. Isto numa altura em que as temperaturas estão muito baixas. Nos próximos dias podem mesmo descer até aos 22 graus negativos. Sem energia, o aquecimento dos edifícios fica comprometido. Na semana passada, o presidente da Câmara de Kiev chegou mesmo a mandar evacuar a cidade depois de ataques semelhantes.
Laura, a cidade de Kharkiv também foi alvo de ataques. Quatro pessoas morreram.
Pelo menos quatro pessoas morreram, seis ficaram feridas na sequência de ataques das forças russas. O ataque envolveu mísseis e drones que desencadearam várias explosões e incêndios. Um dos alvos foi uma empresa de serviços de correio e estafetas. De acordo com o Ukrinform, o terminal de cargas foi quase totalmente destruído. Quatro trabalhadores morreram, três outros funcionários ficaram feridos. Também uma unidade médica pediátrica foi atingida pelo ataque russo a Kharkiv.
O presidente ucraniano acusa a Rússia de estar a fazer ataques sem propósito militar.
Volodymyr Zelensky afirma que o Kremlin lançou quase 300 drones, 18 mísseis balísticos e sete mísseis de cruzeiro contra a Ucrânia na noite passada. É o que avança o presidente ucraniano na rede social X, numa publicação que está a fazer eco na imprensa ucraniana. Zelensky diz que as regiões de Dnipro, Zhytomyr, Zaporizhzhia, Kiev, Odesa, Sumy, Kharkiv e Donetsk foram alvo de ataques. O presidente lamenta que o principal alvo continue a ser as instalações de produção de energia. Diz que houve uma destruição extensiva de infraestruturas residenciais e civis.
Laura, o Parlamento Ucraniano aprovou hoje a demissão do chefe de serviço da segurança da Ucrânia.
De acordo com o Ukrayinska Pravda, 235 deputados votaram a favor desta demissão. Malyuk não marcou presença no Parlamento, o que levou alguns deputados a questionarem esta ausência, que ficou por esclarecer. Outros deputados disseram não ter visto a carta de demissão do agora ex-chefe do Serviço de Segurança da Ucrânia. O Comitê de Segurança Nacional de Defesa e Inteligência também apoiou esta demissão. No início de janeiro, o jornal Pravda dava conta de que Volodymyr Zelensky pretendia exonerar Malyuk, uma vez que estaria a considerá-lo para chefe do Serviço de Inteligência Estrangeira da Ucrânia ou para o cargo de secretário do Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia.
Fica por aqui a primeira parte da guerra traduzida. Voltamos já a seguir com a imprensa russa.