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Guerra traduzida na Rádio Observador. Trazemos os destaques da imprensa ucraniana agora com o jornalista José Rafael Lopes. Eu sou a Rita Camarneiro e começamos com as contas ucranianas de um ataque massivo na Rússia.

A imprensa ucraniana dá conta dos ataques mais recentes por parte de forças russas. Falam em 70 mísseis e mais de 600 drones lançados contra a Ucrânia. Kiev voltou a ser o alvo principal, não foi o único. A informação é dada por Volodymyr Zelensky e depois acaba por receber eco em praticamente toda a imprensa ucraniana. É noticiado que em toda a Ucrânia há várias regiões atingidas, sendo Kiev a principal. Há uma referência específica aos alvos da Rússia, como a área de uma estação ferroviária, um colégio e também várias empresas em Dnipro. Segundo as autoridades ucranianas, desse ataque russo foram interceptados ou neutralizados 50 dos cerca de 70 mísseis e mais de 500 drones. Como tal, a imprensa ucraniana fala num ataque russo com danos reduzidos. Ainda assim, sublinham que, apesar dessas intercepções, mais de 20 mísseis balísticos e 27 drones atingiram mais de 40 locais na Ucrânia, com destroços também a caírem em mais de 12 zonas. Destroços esses que foram os drones e também os mísseis que acabaram por ser interceptados pelas defesas aéreas, não só de Kiev, como também de toda a Ucrânia. A imprensa do país destaca ainda o balanço de vítimas. Em Kiev, são reportados quatro mortos e 28 feridos. Também é noticiado que cinco bombeiros morreram e outros cinco ficaram feridos em Kharkiv após uma segunda vaga do ataque russo, enquanto estavam a combater um incêndio, que é resultado desse primeiro bombardeamento. Esta é uma notícia, Rita, em destaque em vários meios de comunicação social ucranianos, todos a citarem também Volodymyr Zelensky.

A imprensa ucraniana fala ainda da reação do presidente da Ucrânia à Cimeira do G7.

Notícia em destaque por toda a imprensa, com destaque para as declarações de Volodymyr Zelensky. É uma tendência habitual, não só na Ucrânia, mas acaba por ser também em praticamente toda a imprensa local. Cada vez que o presidente fala, acaba sempre por gerar muitas manchetes à volta do que diz o líder do país. Neste caso, é Volodymyr Zelensky, o presidente ucraniano, que informa que está à espera de uma reação clara do G7. Em causa estão os ataques de que já falámos aqui nesta guerra traduzida, mas o líder ucraniano quer também uma reação europeia aos eventos recentes na guerra na Ucrânia. A imprensa dá eco a essas palavras de Volodymyr Zelensky e vai mais longe. Destaca que ao longo da última semana, a Rússia lançou quase 2 mil drones e mais de 1800 bombas contra território ucraniano. Como tal, apela a um reforço urgente da defesa aérea e sublinha que a capacidade de interceptar mísseis balísticos é determinante para que a Ucrânia consiga impedir mais ataques deste tipo no futuro. Os meios de comunicação social ucranianos referem ainda que Volodymyr Zelensky renovou o compromisso de que todos os locais culturais e religiosos danificados vão ser restaurados e diz ainda, avisa Zelensky, que a resposta ucraniana virá em breve.

Destaque ainda para a situação na linha da frente.

A imprensa ucraniana faz um balanço do número de confrontos e perdas russas. O Ukrinform publica mesmo uma atualização diária da situação na linha da frente, no duelo, neste combate entre Ucrânia e Rússia. Na atualização mais recente, diz este jornal ucraniano que há cerca de 220 confrontos entre as duas partes na linha da frente. A agência cita o Estado-Maior ucraniano para identificar que a Rússia terá perdido cerca de 1320 soldados num único dia de guerra entre os dois países. As notícias mencionam ainda perdas de equipamento russo, incluindo 78 sistemas de artilharia em 24 horas. Além disso, este artigo na imprensa ucraniana informa sobre ataques ucranianos que continuam a atingir infraestruturas logísticas da Rússia à procura de diminuir e de evitar mais ímpeto por parte das forças lideradas por Vladimir Putin.

E a imprensa ucraniana destaca ainda a questão da Ucrânia insistir na adesão à União Europeia.

Continua a querer essa adesão à União Europeia e a imprensa ucraniana destaca essa agenda europeia. A União Europeia publicou o programa oficial da segunda sessão da Conferência Intergovernamental sobre a adesão da Ucrânia. Vai realizar-se no Luxemburgo em breve. O Pravda Ucraniano descreve os pontos dessa agenda ligada à União Europeia, que inclui tópicos como o estado das reformas anticorrupção, o sistema judicial e também o alinhamento da legislação ucraniana com o acervo comunitário. As notícias na imprensa ucraniana dizem que o governo de Kiev já terá retirado um projeto de estratégia anticorrupção com limite até 2030. Retirou para que seja ajustado e, de certa forma, incluído na candidatura da Ucrânia, precisamente à entrada na União Europeia. É uma das medidas que está a ser feita pelo governo de Kiev para tentar que esse processo seja mais fácil e mais rápido. As notícias na imprensa ucraniana sublinham ainda que a conferência é um passo formal no caminho da integração e que o calendário e os termos de negociação vão ser discutidos entre a Ucrânia e os Estados-membros muito em breve.

E está tudo dito nesta edição de Guerra Traduzida de José Rafael Lopes. Vai ficar, como sempre, disponível em podcast.