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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador, espaço em que trazemos os destaques da imprensa ucraniana e da imprensa russa. Hoje com a jornalista Laura Figueiredo. Boa noite, Laura.

Boa noite.

Vamos então começar pela imprensa ucraniana. Terminou hoje a cimeira do G7 em França e com importantes garantias para a Ucrânia.

Sim, o próprio presidente ucraniano afirma que a cimeira trouxe resultados importantes para o país, incluindo o reforço das capacidades de defesa aérea. De acordo com o The Kyiv Independent, os líderes presentes na cimeira concordaram em adotar novas medidas para aumentar a pressão sobre a Rússia com o objetivo de alcançar a paz. Entre elas, vai ser considerada a concessão de licenças de produção militar à Ucrânia e os líderes presentes no G7 concordaram também em aumentar as entregas de armas. Nas redes sociais, Volodymyr Zelenskyy diz que haverá novos passos para pressionar a Rússia e adianta que os parceiros da Ucrânia garantiram apoio à defesa e à resiliência energética de Kiev.

Ainda sobre a reunião de hoje, no final do encontro, o chanceler alemão destacou também o reforço do apoio do G7 à Ucrânia.

À margem da reunião do G7, Friedrich Merz falou aos jornalistas e destacou a declaração conjunta de apoio à Ucrânia como um sinal de sucesso e de renovada coesão entre os aliados. Citado pela imprensa internacional, o chanceler alemão diz que, e estou a citar: "É a primeira vez desde que o presidente Trump tomou posse que emitimos uma declaração conjunta numa cimeira do G7 e encontramos uma linguagem comum sobre as principais questões de política externa e de segurança do nosso tempo. Considero isto um verdadeiro sucesso". Foram estas as palavras do chanceler alemão, que acrescentou ainda que este entendimento define um novo tom, incluindo no que diz respeito à unidade e determinação transatlânticas.

E Laura, no encerramento do G7, também o presidente francês salientou os avanços em relação à guerra na Ucrânia.

Precisamente. Emmanuel Macron disse mesmo que o evento foi um sucesso, apesar de ter acontecido num momento extremamente difícil num mundo fragmentado. O presidente francês afirma que foi um momento de unidade e que houve uma conversa profunda sobre a situação na Ucrânia. Destaca que existem agora áreas significativas de acordo. Macron salientou também os sucessos da Ucrânia no campo de batalha. Diz que a balança de poder mudou drasticamente nos últimos meses, com a Ucrânia a avançar e a resistir e com a Rússia a recuar. Foram estas as declarações de Macron no encerramento da cimeira do G7 em França.

E seguimos com a notícia de que o gabinete de António Costa estabeleceu contactos com o Kremlin para abrir canais diplomáticos.

A relação é feita por um responsável da União Europeia, que adianta que o presidente do Conselho Europeu estabeleceu os tais contactos breves a nível diplomático com o Kremlin, com o objetivo de abrir canais de comunicação. A mesma fonte adianta que não foi discutido nada de substancial e diz que em qualquer cenário futuro, a União Europeia tem interesses próprios que precisam de ser defendidos e, por isso, é importante ter canais diplomáticos estabelecidos com a Rússia. O responsável europeu sublinhou ainda que a União Europeia não é mediadora e que continua a apoiar a Ucrânia nos esforços para alcançar uma paz justa e duradoura.

E Laura, a Ucrânia ataca um petroleiro da frota fantasma russa no Mar Negro.

Sim, a Ucrânia reivindica este novo ataque no Mar Negro contra um petroleiro pertencente à chamada frota fantasma russa, que é utilizada para contornar sanções internacionais impostas a Moscovo. Num comunicado citado pelo Ukrinform, as autoridades ucranianas explicam que o navio em causa está sujeito a sanções da União Europeia, Suíça, Reino Unido, Canadá e Ucrânia. Na nota emitida pelas Forças Armadas Ucranianas, lê-se ainda que o alvo foi atingido com sucesso. A extensão dos danos está agora a ser avaliada. As autoridades de Kiev referem ainda que o petroleiro era usado para transportar crude e produtos petrolíferos do interesse da Federação Russa.

São então estas as principais notícias dos jornais ucranianos. Voltamos a seguir com a imprensa russa.