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Guerra traduzida da Rádio Observador, nos próximos minutos com os destaques da imprensa russa e com a jornalista Diana Rosa. Para começar: a Rússia pode atacar a NATO até o final da década. Um aviso do chefe das secretas da Alemanha.
Está a aumentar a tensão entre a Alemanha e a Rússia. Este chefe das secretas alemãs diz que o presidente russo vai testar as linhas vermelhas do Ocidente. Bruno Kahl advertiu hoje que a Rússia pode levar a cabo um ataque direto contra o território da NATO, no máximo até 2030. O Kremlin vê o Ocidente, e em particular a Alemanha, como um inimigo. Isto já não é de agora, como nós sabemos. É o alerta do chefe do serviço secreto alemão. Para Bruno Kahl, não há dúvidas de que a Alemanha está num confronto direto com a Rússia e destaca que Vladimir Putin não está apenas preocupado com a Ucrânia. O objetivo é maior e consiste na criação de uma nova ordem mundial. Nesse sentido, os serviços secretos russos estão a fortalecer o número de agentes em Berlim e atuam sem quaisquer escrúpulos. Estou aqui também a citar. Acreditam, portanto, as autoridades alemãs, que o mais provável é que a situação venha a piorar. Isto acontece numa altura em que o novo secretário-geral da NATO anunciou que os exercícios nucleares anuais dos países da aliança vão ter início hoje, estão a ser realizados no Mar do Norte, bem como no Reino Unido, Bélgica e Países Baixos. O jornal russo "Komsomolskaya Pravda" deixou uma pergunta: "O mundo ocidental está realmente a lutar por um apocalipse nuclear?"
Pergunta no "Komsomolskaya Pravda". Ainda assim, as fontes oficiais do Kremlin contrariam Berlim e dizem que Putin está disponível para falar com o chanceler alemão.
Sim, Moscovo garante que Vladimir Putin não recebeu qualquer convite por parte do Olaf Scholz para uma conversa sobre uma mediação de paz na Ucrânia. Não houve qualquer proposta, mas o porta-voz do Kremlin repete que o presidente russo está aberto a contactos por parte de Berlim. A resposta surgiu depois de, na última semana, a ministra dos Negócios Estrangeiros da Alemanha ter dito, na capital alemã, por ocasião da visita de Zelensky, que andou a fazer um périplo pela Europa, que não havia abertura por parte do presidente russo para uma conversa com o chanceler alemão sobre qualquer proposta ou mediação de paz na Ucrânia. Ora, o Kremlin diz que isso é mentira.
Passamos para a Hungria, que se recusou a fazer contribuições voluntárias para o Fundo da União Europeia de Ajuda a Kiev.
É uma notícia que faz manchete no "Izvestia". Diz que Budapeste não é contra contribuições voluntárias de Estados-membros para o Fundo Europeu para a Paz. No entanto, não quer participar nessa angariação de fundos. Foi o que anunciou hoje o ministro húngaro dos Negócios Estrangeiros. De acordo com o governante, a proposta do chefe da diplomacia europeia de fazer estas contribuições foi discutida na reunião de hoje com os ministros dos Negócios Estrangeiros. Portugal, claro, representado por Paulo Rangel, explica que desta forma a Hungria não poderá ser responsabilizada pela falta de pagamentos a este fundo específico, porque depois há aqui uma data de obrigações a que os países ficam sujeitos. Ora, ao mesmo tempo, reitera que Budapeste não apoia os planos dos países da União Europeia de enviar conselheiros militares para a Ucrânia por acreditar que esse cenário ameaça uma escalada grave e perigosa na guerra. Mas para Josep Borrell, o alto representante da diplomacia europeia, só há um caminho.
Na Ucrânia e no Médio Oriente, a situação está a piorar. Temos de aumentar a ajuda à Ucrânia. É a única solução possível. Vamos continuar a discutir como podemos facilitar as transferências da União Europeia e como aumentar a capacidade de defesa antiaérea. Temos de acabar com este ciclo de vingança. Eles destroem, nós destruímos também. O inverno está à porta. O sistema de energia continua a ser atacado e a guerra continua. Os ucranianos são resistentes, mas precisam de mais ajuda.
Um caminho com o qual Viktor Orbán não concorda. O registo é do jornal russo "Izvestia".
Para fechar, o ministro russo da Defesa chegou hoje à China para negociar parcerias militares.
Andrei Belousov chegou hoje a Pequim. China e Rússia têm estreitado laços desde a invasão à Ucrânia, uma aliança que gera ansiedade no Ocidente, já que ambos os países procuram expandir a influência global. De acordo com uma declaração do ministro da Defesa russo, durante esta visita, Belousov vai ter uma série de negociações com a liderança militar do país. Um vídeo publicado pelo ministério mostra o governante a ser saudado por militares chineses em Pequim, enquanto uma banda do exército toca o hino nacional russo. Isto acontece numa altura em que a China e a Rússia declararam uma parceria sem limites e têm realizado, de resto, também exercícios militares em conjunto. No mês passado, por exemplo, navios de guerra russos e chineses realizaram exercícios no mar do Japão, parte de um grande treino naval que Vladimir Putin diz ser o maior do género nas últimas três décadas.
Guerra traduzida.