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Começamos agora mais uma Guerra Traduzida para acompanhar o conflito no Irão. Passamos em revista os destaques da imprensa do Medio Oriente e também dos Estados Unidos. A edição de hoje é com a jornalista Teresa Freire. Olá, Teresa.

Olá, Miguel.

Continuam os ataques no Medio Oriente. Os Estados Unidos concluíram esta madrugada uma nova vaga de bombardeamentos no Irão e Teerão respondeu, voltou a atacar bases militares norte-americanas.

A Guarda Revolucionária do Irão diz ter destruído o centro de comando e controle e tanques de combustíveis da frota naval dos Estados Unidos no Bahrein, que reivindica também ataques no Kuwait. Os órgãos de comunicação associados ao regime iraniano avisam os Estados Unidos que os ataques não vão ficar sem resposta e vão ter um custo proporcional.

E do lado de Washington, Teresa, Donald Trump garante que os ataques vão continuar.

Em entrevista à Fox News, o presidente norte-americano diz que não rejeitou enviar tropas para o Irão, sobretudo para remover o urânio enriquecido do país. Admite também bombardear infraestruturas civis se um acordo com o Irão não for alcançado em breve.

E Teresa, já há registro de 30 mortes depois destes ataques norte-americanos.

O Irão diz que além de terem morrido 30 pessoas, ficaram feridas mais de 260, informação avançada pela porta-voz do governo do Irão na rede social X.

Estes foram os resultados dos ataques durante esta madrugada. E Teresa, esta manhã a situação tem estado mais calma?

Um pouco mais calma, mas ainda assim há registro de ataques. Os Estados Unidos voltam a atacar a cidade iraniana de Bushehr, a casa da única central nuclear civil do país. A agência estatal IRNA citou o governador Mohammad Mozaffari, que revela que os ataques tiveram como alvo três zonas desta cidade, tendo em conta que o comando central norte-americano ainda não se pronunciou sobre esta nova ofensiva.

No entanto, o exército do Bahrein diz ter interceptado várias ameaças do Irão já durante esta manhã.

Falam de ataques aéreos, de acordo com o comunicado citado pela Agência France-Presse. As Forças Armadas afirmam que o Irão continua com uma abordagem sistémica e hostil, através de ataques criminosos que têm como alvo civis.

E a situação no estreito de Ormuz, como é que está nesta altura, Teresa?

Os Estados Unidos retomaram o bloqueio naval na rede social X. O Comando Central dos Estados Unidos anuncia que há navios de guerra norte-americanos e centenas de aeronaves em todo o Medio Oriente. Dizem que permanecem vigilantes, letais e prontos para qualquer eventualidade.

Falamos agora de Israel, porque a Agência Reuters avança que Benjamin Netanyahu pode deslocar-se já este sábado aos Estados Unidos.

A agência cita um alto funcionário israelita, mas não é claro se o primeiro-ministro tem planos para se encontrar com o presidente norte-americano em Washington ou em Mar-a-Lago, como aconteceu da última vez. Confirmando-se esta visita, será a primeira de Benjamin Netanyahu aos Estados Unidos desde o início da guerra com o Irão.

E pra hoje está previsto que Israel e o Líbano iniciem uma nova ronda de negociações.

Os embaixadores dos países reúnem-se até quinta-feira em Roma, a capital italiana. Esta nova ronda de negociações é já a sexta entre os dois países. Ontem, o ministro israelita dos Negócios Estrangeiros afirmou que o governo está preparado para avançar com a implementação de duas zonas-piloto no sul do Líbano.

E Teresa, vamos ainda à Malásia, até porque o Primeiro-Ministro do país ameaça deportar qualquer cidadão israelita que entre na Malásia.

Isto porque a Malásia não reconhece Israel, a quem acusam de crimes contra o povo palestiniano. Segundo a agência de notícias estatal Bernama, o Primeiro-Ministro fez esta declaração quando questionado pelos jornalistas sobre reportagens que alegavam haver pessoas com dupla nacionalidade no país, incluindo israelita. Perante isto, o Primeiro-Ministro disse que estão a investigar, garante que não permitem a presença de israelitas no país e que se houver algum caso desses, os cidadãos serão deportados imediatamente.

E terminamos esta guerra traduzida com o caso de um casal britânico que foi acusado de espionagem no Irão.

Craig e Lindsay Foreman vão ter de cumprir mais dois anos de prisão por comunicações à imprensa, além dos 10 anos que já estavam a cumprir. O casal foi acusado de espionagem no Irão no início do ano passado. De acordo com a Agência Reuters, ao longo das últimas semanas, o filho do casal britânico tem vindo a divulgar à imprensa britânica as condições em que se encontram e, como consequência, o regime iraniano terá aumentado a pena por mais dois anos.

Ponto final neste episódio da Guerra Traduzida. Para acompanhar o conflito no Irão, hoje foi com a Teresa Freire. Mais um episódio novamente amanhã.