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Estamos de volta à "Guerra Traduzida" com a Diana Rosa, agora com as notícias da imprensa ucraniana. A Rússia lançou um ataque massivo à capital ucraniana e neste momento há registro de 19 mortos e pelo menos 114 feridos.
As forças de Moscovo realizaram o ataque durante quase nove horas, no qual lançaram drones e mísseis de cruzeiro, assim como balísticos em Kiev. Zelenskyy diz que estes ataques são terrorismo puro. Foram mais de 440 drones e 32 mísseis que invadiram o espaço aéreo da região de Kiev durante a madrugada, conforme confirma o presidente da Ucrânia. Volodymyr Zelenskyy sublinha também outros ataques em Odessa, Zaporizhzhia, Chernihiv, Zhytomyr, Kirovohrad e Mykolaiv. Zelenskyy apela a uma reação apropriada do Ocidente. Sublinha que todo mundo, os Estados Unidos, a Europa, tem de finalmente reagir como uma sociedade civil reage a terroristas. O líder ucraniano diz que Putin está a fazer isto única e exclusivamente porque consegue continuar a alimentar esta guerra, quer que a guerra continue e é mau quando os mais poderosos do mundo estão a fingir que não veem o que está a acontecer. Na sequência destes ataques, houve vários prédios residenciais afetados.
E as Nações Unidas condenam de forma veemente os ataques da Rússia a Kiev, Odessa e outras cidades ucranianas. Pede que Moscovo pare de atacar os civis.
É o que consta de uma declaração oficial citada pelo Ukrainform. Pode ler-se que os ucranianos sofreram mais uma noite de violência. Os moradores de Kiev, como dizia, foram vítimas de ataques terríveis e como consta deste comunicado, desta declaração das Nações Unidas, que diz também que edifícios e infraestrutura civil foram danificados ou destruídos em toda a cidade. No caso de Odessa, os ataques russos terão causado vários feridos e atingiram um jardim de infância e um centro para crianças com necessidades especiais. Em Zaporizhzhia, os bombardeamentos russos também danificaram casas. A ONU sublinha que os serviços de emergência locais, as autoridades e os trabalhadores humanitários já estão no local a prestar apoio às vítimas afetadas, com atendimento médico de emergência e com a entrega de bens essenciais. As Nações Unidas alertam que o povo da Ucrânia não deveria ter que se abrigar noite após noite e a cada dia esta guerra causa um impacto devastador na população civil. Lembra ainda que ataques contra civis e infraestrutura civil são proibidos pelo direito internacional humanitário.
E ontem Donald Trump abandonou a cúpula do G7 mais cedo, antes da reunião que tinha prevista pra hoje com o Volodymyr Zelenskyy.
A imprensa ucraniana não deixou passar, Maria, isso tem manchete, por exemplo, no Kyiv Independent. Trump deixou a reunião, disse que tinha de tratar de assuntos importantes e portanto precisava de sair embora. A porta-voz da Casa Branca justificou que a saída aconteceu no momento em que Trump tem de dar atenção ao que está a acontecer no Médio Oriente. Sem mais detalhes, disse apenas que eram razões óbvias. Antes de abandonar o encontro, Trump alertou os iranianos que devem abandonar Teerão imediatamente. Não ficou claro se Trump volta hoje ao Canadá no encerramento desta cúpula do G7, mas espera-se que Zelenskyy participe.
A Ucrânia reconhece que a Rússia está a fazer avanços em Dnipropetrovsk.
Com as Forças Armadas a tentarem invadir a fronteira administrativa da região. Atualmente, os combates mais intensos ocorrem no setor de Novopallivka. Há ainda, no entanto, várias aldeias sob controle das Forças de Defesa Ucranianas. Nesta região, tem sido registrado um número recorde de ataques por dia. Em torno de 30 a 40 são levados a cabo com recursos a drones e bombas guiadas, essencialmente.
Fica por aqui a "Guerra Traduzida". Regressamos amanhã.