Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Apresentamos os destaques da imprensa ucraniana e da imprensa russa. Hoje com o jornalista José Rafael Lopes e começamos com a imprensa da Ucrânia. Em destaque, José: Zelensky quer encontrar-se com Putin.

Palavras do líder ucraniano em entrevista à agência Reuters. Zelensky diz que a Ucrânia leva a sério as negociações de paz com a Rússia e que seria melhor se essas negociações com o lado russo fossem conduzidas ao nível dos líderes dos dois países. De acordo com Zelensky, tanto russos como ucranianos entendem quanto tempo as forças russas levam para conquistar território com perdas de 28, 30, 35 mil soldados por mês. Zelensky diz que os russos não dão valor à vida das pessoas. Além disso, o presidente ucraniano diz que o Kremlin não compreende a indignação pública com este conflito. Zelensky insiste, por isso, que quer uma reunião de alto nível com o presidente russo.

José, há danos no reator nuclear de Chernobyl.

No ano passado, a Rússia atacou a estação nuclear Chernobyl com um ataque com drones. Essa ofensiva provocou danos sobre o reator nuclear de Chernobyl e a barreira de proteção deixou de conseguir bloquear completamente a radiação. Isto aconteceu em fevereiro de 2025 e foi explicado na altura pela Agência Internacional de Energia Atômica. Entretanto, foram feitos alguns reparos, mas o portal TCN fala em reparos cosméticos apenas e temporários, que servem apenas para esconder danos críticos no sistema de ventilação. Diz este portal que os danos continuam a ameaçar o isolamento da radiação em Chernobyl. O engenheiro-chefe do reator nuclear diz que este não é um problema ucraniano, é uma ameaça continental e que está a ser ignorada. Sem reparações no sistema de ventilação, a corrosão pode começar até ao final da década. As autoridades ucranianas dizem que o ataque com drones no ano passado não causou uma fuga de radiação pra atmosfera. No entanto, os danos à estrutura externa do centro de segurança nuclear, os buracos que foram perfurados pelos bombeiros para apagar o incêndio, tudo isso comprometeu o sistema de ventilação em Chernobyl, sistema que é necessário para manter os níveis de umidade abaixo dos 40% e limitar a corrosão do metal que compõe o arco de proteção em cima do reator nuclear de Chernobyl.

E há dúvidas sobre um possível dos voos da Wizz Air para a Ucrânia.

Tudo começou com uma publicação desta companhia aérea low cost nas redes sociais. Nesse post, pode ler-se que a Wizz está entusiasmada em retomar os voos para a Ucrânia e que deixa a entender que há novas oportunidades para conhecer o país com uma equipa especialmente preparada para os próximos eventos. Anunciam mesmo que há já quatro datas para isso mesmo, uma a 16 de abril, no dia seguinte, 17, e depois também 22 e 23 de abril. Isto era o que dizia uma publicação que tinha a bandeira da Ucrânia nessa publicação nas redes sociais. Na Ucrânia voltaram, por isso, as discussões sobre a possibilidade de serem retomados os voos de aviação civil nas redes sociais. Tudo devido a esta publicação nas redes sociais. Perante este alvoroço, ao final da manhã surgiu um esclarecimento. No segmento econômico do Pravda ucraniano, pode ler-se que não há qualquer previsão de serem retomados voos para a Ucrânia e que a Wizz Air acabou por pedir desculpas por esse mal-entendido. Tratava-se apenas de uma campanha de recrutamento, ou seja, a Wizz Air procurava funcionários na Ucrânia e não começar de novo as viagens para a Ucrânia.

A fechar. Um estudo tentou perceber, pra lá da guerra, quais os principais problemas que a população da Ucrânia identifica no país.

E os dois problemas mais identificados são a corrupção e os preços. Os ucranianos consideram os casos de suborno e a corrupção no governo como os problemas mais urgentes do país. Isto, além da guerra, é o que comprova um estudo realizado entre 12 e 18 de março pelo Centro de Pesquisa Social e Marketing Soccis. Este problema é considerado o mais urgente para a Ucrânia por quase 50% dos ucranianos que foram entrevistados. Em segundo lugar, está o aumento dos preços dos alimentos, com 33% dos inquiridos apontarem esse aspecto como um dos principais problemas na Ucrânia, além da guerra. O terceiro fator são as altas tarifas de serviços públicos, o quarto é o baixo nível de pensões em benefícios sociais e o quinto é o baixo nível de salários na Ucrânia.

São os destaques da imprensa ucraniana. Voltamos já a seguir com os destaques da imprensa russa.