Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Janela aberta para a Rádio Traduzida. Guerra traduzida na Rádio Observador, dia 26 de setembro, hoje a começar pela imprensa ucraniana, um trabalho de João Filipe Cruz, com colaboração de Tânia Oleinik. Em destaque, os ataques russos à região de Odessa.
Tem sido recorrente, Miguel, desta feita drones russos que atingiram infraestruturas no ponto de Izmail, no rio Danúbio. Citado pelo jornal ucraniano TSN, o chefe da administração militar de Odessa, que fica situada junto à fronteira com a Romênia, disse que o ataque durou duas horas, danificou cerca de 30 caminhões e seis carrinhos numa zona onde estavam dois motoristas e vários armazéns. Ainda assim, Oleh Kiper garante que não houve feridos a registar e assegura também que as defesas antiaéreas têm trabalhado com intensidade e que a maior parte destes drones russos foram abatidos. Também a cidade natal de Volodymyr Zelensky, Kryvyi Rih, foi novamente alvo de ataques. Desta feita, um míssil russo atingiu esta cidade ucraniana onde nasceu o presidente esta terça-feira. Também aqui não há registro de vítimas.
A imprensa ucraniana deu destaque também para um corte de energia na região de Kursk, região russa, consequência de um ataque ucraniano com recurso a um drone.
Outra notícia em destaque no site do jornal TSN, que aqui cita o governador de Kursk, Roman Starovoit, explica na rede social Telegram que um drone ucraniano lançou explosivos sobre uma subestação elétrica na vila de Snagost, vila colada à fronteira com a Ucrânia. Como consequência, sete localidades da região ficaram sem energia. O governador não reportou quaisquer vítimas e garantiu que a rede elétrica ia ser restabelecida assim que possível.
No setor político, volta a ser obrigatória a apresentação de relatórios e contas dos partidos.
A lei já foi assinada por Volodymyr Zelensky, já foi também entretanto publicada no site do Parlamento Ucraniano. É isso que explica o jornal Pravda. Os partidos têm agora 90 dias para submeter os primeiros relatórios para a Agência Nacional para a Prevenção da Corrupção. Isto para aqueles que têm apoios estatais. Os que não têm esse apoio, têm uma janela mais alargada de 120 dias ou quatro meses, trocando por miúdos. Recordar que a prestação de contas tinha sido suspensa na Ucrânia aos partidos devido à pandemia e depois devido à lei marcial. Está de volta.
Temos também uma notícia que chega da Letônia. Estão prometidas multas a quem usa autocolantes pró-russos nos carros.
É uma história também em destaque no jornal Pravda, que cita a conta na rede social X, o antigo Twitter, da polícia letã, que publicou uma foto de um carro com um autocolante que dizia "Sou russo". Para as autoridades da Letônia, é uma prática inaceitável, potencialmente provocatória e por isso a polícia promete mão pesada para quem continuar a utilizar esse tipo de autocolantes nos carros, sendo que os motoristas podem inclusivamente ser multados.
Terminamos com a visita inédita da mulher a um soldado russo prisioneiro de guerra.
É a primeira vez, de acordo com o site do jornal TSN, desde o início da invasão, que uma mulher de um soldado russo atravessa a fronteira para se encontrar com o marido. O artigo é bastante extenso, inclui uma entrevista a Irina Krinina, que explica que esperou meses por uma autorização para cruzar a fronteira. Explica também que quase não reconheceu o marido, Yevgeny Yuryevich, que garante que está mudado pela guerra. Ela que acrescenta que é contra esta invasão, entende que Vladimir Putin está a enganar os cidadãos russos. De acordo com o jornal TSN, o marido de Irina permaneceu meio que atônito com o discurso e não esboçou grande reação. Por seu lado, Irina garante que quer recuperar o marido e o estado anímico do marido e aproveitou para acrescentar que em Moscovo não há planos para os prisioneiros de guerra, nem grandes conversas sobre como recuperá-los, apenas uma certeza: a de que se voltarem, são mandados de novo pra linha da frente.
Está feita a revista de imprensa ucraniana.