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"Guerra" traduzida na Rádio Observador, o programa em que trazemos os destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana em tempo de guerra. Hoje, um trabalho do jornalista Martim Madeira. Martim, muito boa noite.

Boa noite.

Vamos começar pela imprensa russa. O Senado dos Estados Unidos aprova novas sanções contra a Rússia.

As agências estatal TASS e o "Komsomolskaya Pravda" abrem o dia com a notícia da aprovação de um novo pacote de sanções pelo Senado norte-americano. O projeto de lei, conhecido como Lei Graham, em homenagem ao senador norte-americano que faleceu, Lindsey Graham, e que também foi ele quem puxou e quem aprovou estas sanções, foi aprovado por 86 votos contra 11 e visa apertar as restrições aos compradores de energia russa. A "Ukrainskaya Pravda" nota que o presidente Donald Trump já sinalizou estar preparado para assinar o documento. Na Rússia, a notícia é recebida com críticas. O jornal "Komsomolskaya Pravda" cita senadores russos que afirmam que estas medidas vão acabar por prejudicar os próprios cidadãos americanos e a estabilidade económica global.

E em destaque estão os salários na Rússia, que ultrapassam os de vários países europeus, Martim.

Uma análise publicada no "Komsomolskaya Pravda", baseada em dados da Bloomberg, que afirmam que a economia russa está a mostrar uma resiliência inesperada. Segundo o jornal, os salários reais na Rússia são agora superiores aos de três países da União Europeia, contrariando as previsões de colapso económico devido às sanções. O "The Moscow Times", embora com um tom mais cauteloso, confirma que os rendimentos das famílias russas cresceram significativamente com os últimos anos devido aos gastos militares, embora note que este ritmo está agora a começar a estagnar à medida que a inflação sobe. Para a imprensa estatal, estes números servem para provar que a fortaleza económica russa foi bem-sucedida contra o que dizem ser a pressão ocidental.

Entretanto, as defesas aéreas russas travaram uma vaga de drones sobre várias regiões.

A "Komsomolskaya Pravda" e a agência TASS relatam que as defesas aéreas russas destruíram 75 drones ucranianos num único dia, evitando ataques em larga escala contra alvos civis e militares. Segundo os relatórios oficiais, os drones foram interceptados sobre as regiões de Belgorod, Kursk e até em zonas mais distantes da fronteira. O "The Moscow Times" nota que, embora o Ministério da Defesa anuncie estes sucessos, a população russa está cada vez mais atenta aos alertas de ataque aéreo, mudando os hábitos de consumo e lazer devido à frequência destes incidentes. Moscovo garante que continuará a responder com ataques de precisão contra o que chama de centros de decisão em Kiev.

São estes os destaques da imprensa russa. Voltamos já a seguir com os destaques da imprensa ucraniana.