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Guerra traduzida na Rádio Observador. Trazemos agora os destaques da imprensa ucraniana com o jornalista António José Soares. O Kremlin condenou o ultimato de Zelensky a Lukashenko, classificando-o como uma escalada agressiva e uma interferência na soberania bielorrussa.
O presidente ucraniano deu uma semana a Minsk para desmantelar os sistemas russos de retransmissão de sinais na Bielorrússia, que supostamente auxiliam nos ataques de drones Shahed contra a Ucrânia. O Kyiv Post cita o porta-voz do Kremlin, que descreve o aviso de Zelensky como absolutamente agressivo, alegando que equivalia à interferência nos assuntos internos de outro país, uma violação da soberania. Dmitry Peskov disse ainda que Putin vai discutir o aviso de Kiev com Lukashenko numa reunião futura.
E António, a Ucrânia atacou a usina de processamento de gás de Orenburg, a única usina de hélio da Rússia.
Fica localizada a mais de 1200 km da linha da frente. A ofensiva causou incêndios neste complexo energético crucial usado na produção ligada ao setor militar. A região de Orenburg está localizada no sul da Rússia, faz fronteira com o Cazaquistão para sul. Segundo o Kyiv Post, moradores locais relataram pelo menos três impactos na zona industrial. As autoridades suspenderam temporariamente as operações no aeroporto de Orenburg por motivos de segurança.
Seguimos com a informação de que a Rússia está a reposicionar as suas defesas aéreas em Moscovo e na ponte de Kerch, à medida que os ataques ucranianos se intensificam.
São informações da inteligência militar avançadas pelo Kyiv Independent. Uma notícia que surge depois de a Ucrânia ter lançado dois ataques contra Moscovo numa semana, danificando uma refinaria de petróleo local e também depois de ter intensificado as ofensivas à Crimeia ocupada como parte do seu plano de bloqueio logístico. A ponte, também conhecida como Ponte da Crimeia, já tinha sofrido grandes danos em ataques ucranianos em outubro de 2022 e julho de 2023. Apesar desses ataques, a Rússia tem-se esforçado para manter a ponte operacional devido à sua importância estratégica e simbólica. No entanto, esta travessia vital para o fornecimento de suprimentos e combustível às forças russas tem sido repetidamente afetada pelas recentes ofensivas ucranianas.
Terminamos esta ronda pela imprensa ucraniana com o anúncio de Volodymyr Zelensky de que os ataques de longo alcance ucranianos destruíram mais de 60 mil toneladas de munição no arsenal da Frota do Báltico, perto de São Petersburgo.
O presidente ucraniano disse também que a Ucrânia atingiu instalações russas de produção de eletrônicos e defesa e obteve documentos que mostram a Rússia a deslocar as suas defesas aéreas para proteger Moscovo e a ponte de Kerch, enfraquecendo assim outras regiões. Segundo o Kyiv Post, o Estado-Maior da Ucrânia publicou hoje um relatório sobre os resultados de um ataque ao Centro de Comunicações Espaciais de Dubna, na região de Moscovo. A instalação é o maior complexo de comunicações via satélite terrestre da Rússia e é utilizada para comunicações militares, incluindo o controle de repetidores de satélite empregados pelo Ministério da Defesa russo para comunicações, reconhecimento e coordenação de tropas.
Fica por aqui a edição desta quarta-feira com o jornalista António José Soares. A Guerra Traduzida está de regresso amanhã.