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Na Guerra Traduzida seguimos com o jornalista Maria Miguel Duarte, agora com destaque para a imprensa russa deste dia 13 de maio. E o destaque também vai para essas negociações entre Kiev e Moscovo.
A começar pela agência estatal russa, a TASS, que diz que a Rússia está a preparar estas negociações com a Ucrânia e que esta negociação deve mesmo acontecer na próxima quinta-feira. Quem o diz é o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, que diz também que a Rússia não vai dar mais informações sobre este encontro com Volodymyr Zelensky.
A imprensa russa também está a avançar que o Kremlin avaliou a possibilidade da União Europeia estar presente nestas negociações.
No entanto, a ideia terá caído por terra, uma vez que a Rússia não considera que o bloco dos 27 possa ser um intermediário imparcial. No jornal RBK, o porta-voz do Kremlin afirma que uma vez que a Europa está totalmente do lado da Ucrânia, a sua participação nunca seria justa. Peskov diz que a visão da União Europeia é pró-guerra, o que contrasta com uma abordagem de Moscovo ou até mesmo de Washington. Ainda no jornal RBK, há um artigo em destaque sobre quais podem ser as principais consequências das novas sanções contra a Rússia. Sanções que surgem depois de os líderes europeus ameaçarem o Kremlin caso Vladimir Putin não aceitasse o cessar-fogo de 30 dias com a Ucrânia.
E ainda paira a dúvida sobre quem vai a essas negociações por parte da Rússia, na Turquia.
Dmitry Peskov diz que isso apenas será anunciado quando Putin considerar que é uma informação necessária. É o que está a avançar o jornal independente russo Meduza.
Seguimos com outra informação. Um diplomata russo acusa a França, a Alemanha e o Reino Unido de tentarem prolongar o conflito na Ucrânia.
Também na Agência TASS, Alexander Grushko afirma que o principal objetivo desses países é o isolamento internacional da Rússia e o seu sufoco económico. Acusa também os líderes destes países de mudarem drasticamente de posição num curto espaço de tempo. Foram comentários que surgiram depois de França, Alemanha e Reino Unido terem pressionado a Rússia a propósito destas negociações em Istambul.
O canal KP apresenta Ursula von der Leyen como um tubarão que quer guerra com a Rússia.
O perfil da presidente da Comissão Europeia está assim em destaque no canal KP. Amanhã o Tribunal de Justiça Europeu vai decidir sobre o caso Pfizergate, a propósito do fornecimento de vacinas contra a Covid-19. Em causa estão mensagens trocadas com o CEO da Pfizer, Albert Bourla, antes da celebração de um acordo multibilionário de vacinas com Bruxelas. Neste perfil, o canal KP avança que o marido de Ursula von der Leyen trabalhava para uma empresa que colaborava com esta farmacêutica. Pode ler-se ainda que a imprudência da presidente da Comissão Europeia não tem limites e que tudo isto foi feito com o objetivo de angariar dinheiro para armamento europeu.
É ponto final nesta guerra traduzida.