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Guerra traduzida na Rádio Observador. Nos próximos minutos, vamos falar com a jornalista Diana Rosa sobre os destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana em tempo de guerra. Começamos, Diana, pelo que dizem os jornais ucranianos com a recente escalada do conflito. A Ucrânia diz que um míssil russo sobrevoou a cidade de Dnipro durante 15 minutos a atingir uma velocidade superior a Mach 11. O que é Mach 11?
Significa que este míssil foi 11 vezes mais rápido do que a velocidade do som.
Diz Mach 11?
Sim.
Ok, boa, essa parte.
A informação foi avançada pela principal agência de espionagem da Ucrânia, num comunicado da Agência Reuters, citado pelo Kyiv Independent, o míssil foi avistado por cima de toda a região de Astrakhan, até ter impactado então a cidade de Dnipro, revelam os serviços secretos ucranianos. A Ucrânia acredita que a arma era provavelmente do complexo de mísseis russos Kedr. O míssil estava equipado com seis ogivas, cada uma com seis submunições.
E Diana, hoje o Parlamento ucraniano cancelou a sessão devido a uma ameaça de ataque russo.
Uma ameaça em que Kiev fez com que os trabalhos tivessem de ser adiados. A notícia foi inicialmente avançada pelo Ukrainska Pravda. À imprensa internacional, a deputada ucraniana Evgenia Kravchuk diz inclusivamente que há sinais do aumento do risco de ataques a distritos governamentais nos próximos dias. A sessão deveria incluir uma hora de perguntas e respostas do governo. O Ukrainska Pravda relatou que os deputados foram aconselhados a evitar andar ali na zona do Parlamento. Foram instados também a garantir a segurança das respectivas famílias. A próxima reunião parlamentar está marcada pra dezembro.
É outro destaque da imprensa ucraniana. A Rússia fornece mais de um milhão de barris de petróleo à Coreia do Norte em troca de apoio militar.
O petróleo, João, começou a ser entregue em março deste ano, avançou o grupo de investigação britânico Open Source Center, com base em imagens de satélite. As entregas servem como pagamento pelas armas e pelos soldados que Pyongyang enviou para Moscovo, disseram à BBC vários especialistas e confirmou também o ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, David Lammy. Imagens de satélite partilhadas em exclusivo com a BBC mostram dezenas de petroleiros norte-coreanos a chegar ao terminal russo de Vostochny. Há registo de 43 chegadas ao longo dos últimos meses. Face às restrições do Conselho de Segurança das Nações Unidas impostas ao desenvolvimento de armas nucleares e mísseis da Coreia do Norte, o país está limitado à importação de 500 mil barris de produtos refinados por ano. É uma reportagem, como disse, da BBC, que está, no entanto, em destaque no Kyiv Post.
E Diana, os Estados Unidos desvalorizam as ameaças de Vladimir Putin. A Casa Branca diz que não há indícios de que a Rússia se esteja a preparar para usar armas nucleares na Ucrânia.
Declarações da secretária de imprensa norte-americana dizem inclusivamente que o governo dos Estados Unidos não ficou surpreendido com a alteração da doutrina nuclear do Kremlin, acrescentando que é uma retórica irresponsável. A Casa Branca acusa a Rússia de ter uma narrativa constante há mais de dois anos, vinda de um país que ainda por cima, foi responsável pelo início da guerra. E uma vez que os Estados Unidos não observam alterações na postura nuclear da Rússia, apesar das ameaças, mantêm que não há razão para ajustar a postura nuclear norte-americana.
E nós voltamos já a seguir com o que dizem os jornais russos.