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Estamos de regresso neste episódio de Guerra Traduzida, desta feita com os destaques da imprensa russa, com o jornalista Vasco Maldonado Correia. Vasco, os serviços de informação russos garantem que a NATO está a planear uma grande campanha de difamação contra Zelensky.

É o que diz a agência estatal TASS, uma grande estratégia de difamação com o objetivo de derrubar Zelensky do poder. Estará previsto, por exemplo, tornar pública a informação de que o presidente ucraniano desviou mais de 1,5 mil milhões de dólares em fundos destinados à compra de munições. Há pouco, ouvíamos aqui que os Estados Unidos podem estar interessados em organizar eleições a seguir a um possível cessar-fogo. Ora, os serviços de intelligence russos garantem que a NATO quer ver-se livre de Zelensky, idealmente, e passo a citar, "através de uma eleição pseudodemocrática", garantem que vai acontecer no máximo até ao outono.

Dmitry Medvedev espera que Elon Musk não seja engolido pelo deep state norte-americano.

São declarações do antigo presidente russo, atual vice-presidente do Conselho de Segurança do Kremlin, em destaque na agência estatal TASS. Isto por causa da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, que, de acordo com Elon Musk, vai ser desmantelada, a postar para lá de qualquer reparo. É uma decisão do empresário sul-africano que lidera neste momento o novo Departamento de Eficiência Governamental dos Estados Unidos. Ora, na rede social X, Medvedev elogia os passos de Musk ao tentar acabar com esta agência, mas fica esse desejo do político russo. Espera que Elon Musk não acabe por se deixar consumir pelas forças de poder norte-americanas.

Na Bielorrússia, e sem surpresa, a Comissão Eleitoral confirma a vitória de Alexander Lukashenko nas presidenciais.

Relembro que Lukashenko lidera o país já há mais de 30 anos. Na Bielorrússia, os opositores do regime têm sido presos ou obrigados a fugir para o estrangeiro. Ora, de acordo com a agência estatal russa, que cita o presidente da Comissão Eleitoral bielorrussa, não foram recebidas reclamações sobre violações das leis eleitorais capazes de impactar o resultado da eleição, nem de cidadãos, nem de observadores durante a votação e durante a contagem de votos. Fica assim, como dizias, sem surpresa, confirmada a vitória de Alexander Lukashenko. Nas eleições de 26 de janeiro, terá obtido 87% dos votos. O segundo lugar, a título de exemplo, obteve apenas 3%. Dos cinco candidatos que se apresentaram às urnas, apenas um era visto como opositor do regime. Relembro que Lukashenko é visto como um dos principais aliados de Vladimir Putin na Europa.

Vasco, a fechar, a imprensa livre russa dá conta de homenagens a Alexei Navalny.

O opositor do Kremlin, que morreu há quase um ano, vai ser homenageado em Berlim, precisamente um ano depois do dia em que morreu, 16 de fevereiro. Homenagem que vai acontecer em Berlim. Faz manchete hoje no portal Meduza. O evento vai contar com a presença da viúva de Navalny, que, de acordo com os organizadores, vai dar conta do trabalho que tem sido feito para manter viva a luta pela democracia e justiça na Rússia.

Notícia avançada pela imprensa livre da Rússia. Fica por aqui este episódio de Guerra Traduzida com Vasco Maldonado Correia. Estamos de regresso amanhã.