Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Guerra traduzida na rádio, O Observador e em tempo de guerra trazemos o que dizem os jornais russos e os jornais ucranianos, com a ajuda da jornalista Diana Rosa. Diana, boa tarde.
Boa tarde, João.
Começamos com as declarações de Donald Trump, que diz que as relações dos Estados Unidos com a Rússia só pioraram por causa de Joe Biden.
Donald Trump, João, como sabemos, é um admirador assumido de Vladimir Putin. Joe Biden não era e, portanto, acaba por não surpreender esta afirmação que foi feita pelo presidente norte-americano ontem aos jornalistas, no mesmo dia em que Putin expressou também gratidão a Trump pelo envolvimento nas negociações sobre o conflito na Ucrânia. Ora, para Donald Trump, não há dúvidas de que a relação entre Estados Unidos e Rússia poderia ter se mantido muito bem, obrigada, se Joe Biden não tivesse estado na Casa Branca. Nas palavras do recente presidente norte-americano, que passo a citar: "O corrupto Joe Biden colocou-nos numa verdadeira confusão com a Rússia. Milhões de pessoas estão a morrer desnecessariamente e haverá muitas que seguem se não for assinado o cessar-fogo e posteriormente um acordo final com a Rússia". São umas declarações que estão na agência TASS.
Sendo que Donald Trump, Diana, está convicto de que há uma muito boa hipótese de esta guerra chegar finalmente ao fim.
É com essa sensação que fica o presidente norte-americano depois de Steve Witkoff, enviado da Casa Branca, ter se reunido com Vladimir Putin ontem em Moscovo. O presidente dos Estados Unidos qualificou como muito boas e produtivas as conversações tidas na véspera, o que lhe dá confiança de que esta guerra sangrenta e horrível, como diz, possa ser terminada. No entanto, Trump salienta em letras maiúsculas, numa publicação na sua própria rede social, que milhares de tropas ucranianas estão completamente cercadas pelos militares russos e estão, por isso, numa situação muito vulnerável. O líder norte-americano revela ainda que pediu a Putin que as vidas dos militares sejam poupadas. Esta pequena afirmação deixa-nos aqui uma dúvida: será que Trump falou com Putin?
E também o Kremlin, Diana, vê razões para otimismo nas relações entre precisamente os Estados Unidos da América e a Rússia.
É a opinião manifestada esta manhã pelo porta-voz de Putin, Dmitri Peskov. A declaração foi feita depois da reunião entre o presidente russo e o enviado especial de Trump, Steve Witkoff. Agora, o presidente norte-americano afirma que é provável que acabe mesmo por telefonar a Vladimir Putin. Dmitri Peskov diz que a conversa ainda não foi agendada, mas pode acontecer depois de Witkoff transmitir todos os detalhes da conversa que teve em Moscovo ao presidente norte-americano. Existe um consenso entre os dois países, é certo, Rússia e Estados Unidos, de que será necessário que essa conversa ocorra a dada altura, não só por causa da guerra na Ucrânia, mas também por outros interesses. Eles querem falar sobre as oportunidades econômicas que existem para as empresas norte-americanas que queiram regressar à Rússia.
Os países da NATO, Diana, não vão participar da garantia de um cessar-fogo na Ucrânia em caso de acordo de cessar-fogo temporário.
As palavras terão sido de Mark Rutte, citadas pelo Izvestia, que remete o Izvestia para uma entrevista que o secretário-geral da NATO deu à Bloomberg. Mark Rutte terá dito que vai ser difícil para a Aliança Atlântica meter-se no meio deste eventual acordo de cessar-fogo, mas, João, nós aqui na redação estivemos a escavar esta entrevista e não foi bem isso que encontrámos. Encontrámos, sim, outra afirmação do líder da NATO, que também merece a nossa atenção, como, por exemplo, dizer que o Ocidente, a dada altura, vai ter de se reaproximar da Rússia.
A longo prazo, a Rússia está lá. A Rússia não vai fugir. Eu tive muitas negociações com o presidente Putin antes de 2014, nos meus primeiros quatro anos de presidência. E acho que é normal, se a guerra parar, que a Europa e os Estados Unidos, de alguma forma, passo a passo, restaurem as relações normais com os russos. Mas ainda não chegamos lá. Temos de manter a pressão sobre eles para garantir que estão dispostos a envolverem-se em conversas com a administração norte-americana e, claro, também com a da Ucrânia.
Nesta entrevista, Mark Rutte insiste ainda que o investimento da Europa na defesa tem que ser superior aos 3%, o objetivo atual, e que mesmo assim, como sabemos, João, vai ser difícil de alcançar para alguns países, como é o caso de Portugal.
Seguimos com uma sondagem que está em destaque na imprensa russa, Diana. Oitenta e três por cento dos russos confiam em Vladimir Putin.
São dados que decorrem de uma pesquisa realizada pela Public Opinion Foundation, publicada hoje. O mesmo número de russos entrevistados acredita que o chefe de Estado está a fazer bem o trabalho que lhe compete. Além disso, 57% dos participantes nesta pesquisa classificaram o trabalho do governo russo de forma positiva. Outros 59% aprovaram também o desempenho do primeiro-ministro Mikhail Mishustin. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, diz que Putin tem um enorme apoio popular. Também se não for apoiado, já se sabe o que é que acontece. Acrescenta Peskov que os resultados das pesquisas são influenciados pelos sucessos da operação militar especial, que é como quem diz aqui no Ocidente, a guerra na Ucrânia. Diz Peskov que os cidadãos se sentem inspirados por Vladimir Putin. O estudo foi realizado de 7 a 9 de março, precisamente na semana passada. Participaram 1500 entrevistados. É uma notícia que está no Izvestia.
E nós voltamos já a seguir com os destaques da imprensa ucraniana.