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Guerra traduzida na Rádio Observador, espaço em que trazemos os destaques da imprensa ucraniana e da imprensa russa, hoje com o jornalista António José Soares. Boa noite, António.
Boa noite, Hugo.
Começamos pela imprensa russa. O governo russo está a avaliar uma proibição total das exportações de gasóleo.
O objetivo é estabilizar o mercado interno de combustíveis face à crescente escassez e ao aumento dos preços ligados aos ataques de drones ucranianos a refinarias de petróleo e redes de distribuição. O Moscow Times escreve que o vice-primeiro-ministro afirmou que a situação no mercado interno é desafiadora, mas que está sob controle. Alexander Novak também procurou minimizar o número crescente de medidas de racionamento de combustível em todo o país, descrevendo-as como problemas ocasionais de distribuição em certas regiões e em postos de gasolina específicos. Segundo relatos da imprensa independente, quase duas dezenas de regiões impuseram restrições à compra de gasolina e de diesel nas últimas semanas.
Seguimos com a notícia de que engenheiros russos desenvolveram um dispositivo que detecta drones FPV inimigos através de um canal de controle de vídeo.
Segundo o jornal Izvestia, o aparelho recebe imagens através de câmeras integradas, exibe uma imagem que o operador do drone vê através de óculos de realidade virtual, permitindo-lhe determinar a área de operação do drone e tomar contramedidas prontamente. Segundo os engenheiros que desenvolveram o dispositivo, o sistema já está a ser utilizado por unidades russas. O combate a drones é atualmente uma das principais tarefas na zona de operações especiais.
António, uma importante refinaria de petróleo localizada a sul de Moscovo deverá permanecer inativa por pelo menos seis meses após repetidos ataques de drones ucranianos este mês.
Segundo o Moscow Times, Hugo, a instalação operada pela Gazprom Neft foi atacada pela primeira vez a 16 de junho. Uma unidade de destilação responsável por 53% da capacidade da refinaria terá sido danificada. Já num segundo ataque em 18 de junho, terá danificado outra unidade mais moderna, que responde pelos outros 47%. As autoridades russas não se pronunciaram publicamente sobre os danos causados às instalações operadas pela Gazprom Neft. O vice-primeiro-ministro Alexander Novak afirmou que a situação no mercado interno de combustíveis era desafiadora, mas estava sob controle. O preço médio da gasolina na Rússia subiu 6,6% desde o início do ano.
Terminamos a ronda pela imprensa russa com uma notícia da agência TASS, que escreve que o Kremlin agradeceu aos negociadores americanos Steve Witkoff e Jared Kushner pelos seus esforços construtivos para melhorar a situação na Ucrânia.
Uma posição do porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, sublinha que Witkoff e Kushner estão dispostos a ouvir todos os lados, o que atualmente tem muito valor nesta abordagem à situação na Ucrânia. O responsável russo acrescenta que os negociadores norte-americanos estão ocupados com outros assuntos atualmente, mas que em algum momento a agenda deles irá ficar menos apertada e Moscovo espera que os contactos continuem.
As principais notícias dos jornais russos. Voltamos já a seguir com a imprensa ucraniana.