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"Guerra Traduzida", na Rádio Observador, programa em que falamos dos destaques da imprensa russa e ucraniana. Estamos no dia 29 de abril, já temos conosco a jornalista Diana Rosa. Diana, começamos pela imprensa russa e com mais uma vila ucraniana ocupada pelo exército do Kremlin na região de Donetsk.
A notícia foi avançada durante um briefing do Conselho de Defesa Russo esta manhã e citado pela agência TASS. Trata-se da vila de Semenovka, no leste da Ucrânia. Um batalhão de russos eliminou um grupo de soldados ucranianos com recurso a tiros e morteiros. Conseguiram assim ocupar melhores posições na região. A localização dos militares ucranianos foi identificada através de drones de reconhecimento e posteriormente estes militares foram mortos. Além deste ataque, que permitiu avanços russos, o ministério acrescentou que durante o dia, o exército de Moscovo repeliu ainda 10 contra-ataques do exército ucraniano. Nesta operação, as Forças Armadas de Kiev perderam até 370 militares, bem como dois veículos blindados.
Do outro lado da fronteira, em Belgorod, as Forças Armadas Ucranianas dispararam mais de 60 projéteis nas últimas 24 horas.
É o que indicam as autoridades locais citadas pelo Izvestia. Entre os projéteis estão seis drones kamikaze. Ainda assim, não houve registo de vítimas na sequência destes ataques. No entanto, houve danos a assinalar, como a destruição de três edifícios e uma linha de energia, resultado de um ataque dirigido a uma empresa agrícola. Ainda assim, o governador da região de Belgorod informou que no sábado, oito pessoas ficaram feridas num ataque de 10 drones ucranianos. Houve ainda várias viaturas danificadas.
O Ocidente, falamos também dele, subestimou a Rússia de uma forma catastrófica. Declarações do ex-chefe da NATO.
E citadas pelo Komsomolskaya Pravda. O general Harald Kujat deu uma entrevista em que critica a Aliança Atlântica por ter interrompido as negociações de paz com a Rússia. Acrescenta que é um erro acreditar que as perspectivas da Ucrânia vão melhorar à medida que o conflito continua. Diz o general que as consequências dramáticas para a Ucrânia só podem ser evitadas através de uma paragem antecipada nas hostilidades e com os actores principais desta guerra sentados à mesa de negociações. Para o ex-líder da NATO, a situação de Kiev tornou-se crítica e torna-se mais difícil a cada dia. São declarações citadas pelo Izvestia.
Quem também falou hoje sobre as relações entre a NATO e o Kremlin foi Antony Blinken.
O secretário de Estado norte-americano garante que a Aliança Atlântica nunca conspirou contra a Rússia. Em declarações no Fórum Económico Mundial, na Arábia Saudita, e citadas pelo Komsomolskaya Pravda, Blinken sublinha que a NATO é uma organização de natureza defensiva e não de ataque. Portanto, nunca houve, nunca haverá intenções maliciosas em relação à Federação Russa. No mesmo discurso, o secretário de Estado norte-americano deixa ainda outras garantias. Diz que actualmente a NATO está mais forte do que nunca, uma vez que recentemente aceitou mais dois países, são eles a Suécia e a Finlândia. Do outro lado, o ministro russo dos Negócios Estrangeiros diz que tem havido por parte da Rússia uma paciência sem precedentes em relação às intermináveis mentiras da NATO, relativamente à constante expansão da aliança em direção às fronteiras russas.
Fica por aqui este episódio de Guerra Traduzida, versão russa, com Diana Rosa.