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"Guerra Traduzida", vamos falar dos destaques da imprensa da Ucrânia deste dia 12 de junho. Eu sou Miguel Cordeiro, comigo está a jornalista Diana Rosa e começamos com a notícia do Kyiv Independent, onde pode ler-se que a Rússia está a colocar crianças ucranianas raptadas em sites de adoção do governo russo.

Este jornal ucraniano tem como fonte uma investigação divulgada hoje pelo Financial Times. Pelo menos 19500 crianças foram confirmadas como raptadas pela Rússia desde o início do conflito. Dessas, apenas 400 regressaram a casa, isto de acordo com a base de dados do governo ucraniano. A investigação do Financial Times, que utilizou ferramentas de reconhecimento facial, também registos públicos e entrevistas a familiares das crianças raptadas, identificou quatro crianças ucranianas com idades entre os oito e os 15 anos num site de adoção ligado ao governo russo. Os familiares das crianças recusaram-se, no entanto, a comentar publicamente sobre o rapto e o local de adoção, com receio de que essa informação possa impedir o possível regresso a casa.

Numa outra notícia, uma estação russa de comunicações por satélite terá sido destruída por um grupo pró-ucraniano.

Fica na região de Moscovo. A imprensa ucraniana adianta que foi destruída na sequência de um ataque realizado pelo grupo Atesh, é o que indica o Kyiv Independent. O jornal cita uma publicação na rede social Telegram, em que o grupo descreve que um dos seus agentes levou a cabo uma sabotagem, destruindo a estação de comunicações por satélite na cidade de Klin. De acordo com a publicação, todo o sistema de defesa aérea da região de Moscovo ficou afectado.

Seguimos com um compromisso entre a NATO e a Hungria. Viktor Orbán não vai bloquear o reforço do apoio à Ucrânia.

Não se opõe, mas também não vai contribuir com dinheiro, nem com pessoas para ajudar a Ucrânia, nem vai permitir que o território húngaro seja utilizado para ajudar a Ucrânia contra a invasão da Rússia. O acordo foi alcançado hoje entre Orbán e Jens Stoltenberg em Budapeste. O secretário-geral da NATO que procura uma maior união que inclua todos os membros da aliança. A Hungria opõe-se ao envio de militares para a Ucrânia. Diz que essa decisão pode arrastar a NATO para a guerra com a Rússia e também já se recusou a fornecer armas a Kiev. O primeiro-ministro húngaro sugere também que é preciso redefinir a posição da Hungria na aliança para evitar qualquer participação em operações fora do território da NATO.

O presidente da Argentina, Javier Milei, vai apoiar o esforço de guerra na Ucrânia.

Com o envio de cinco caças que foram desativados devido ao embargo do Reino Unido contra a Argentina. O plano do governo de Milei envolve a criação de uma solução alternativa para contornar este embargo e dar à Ucrânia o acesso aos aviões militares actualmente armazenados em Puerto Belgrano. O plano foi elaborado em coordenação entre os ministérios argentinos dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, mas a participação de França, que é fundamental nesta operação, por isso as autoridades argentinas estão a trabalhar há várias semanas em contacto com o Eliseu. Estados Unidos e NATO também vão participar do processo.

Termina assim a "Guerra Traduzida".