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Começa agora a Guerra Traduzida desta terça-feira, dia 13 de agosto. Vamos falar da imprensa russa e da imprensa ucraniana. Conosco está a jornalista Dina Rosa. Sou o Miguel Cordeiro e neste episódio comecemos pelos jornais da Ucrânia. As tropas de Kiev garantem que não encontraram resistência na ofensiva em Kursk.
Avançam rapidamente e sem grande esforço, é o que consta de um artigo no Kyiv Post, que cita uma entrevista de uma brigada ucraniana ao Financial Times. Um dos soldados, Vladimir, relata que ao cruzar a fronteira com a Rússia, os militares ucranianos depararam-se com um complexo militar russo, onde os soldados estavam simplesmente sentados na floresta a tomar café. Foi então que os militares da Ucrânia entraram pelo espaço e mataram vários soldados russos que estavam desarmados. É o que consta deste artigo deste jornal ucraniano. Houve ainda vários russos que se terão rendido depois de entrarem na região de Kursk. De acordo com este soldado, Vladimir, as forças ucranianas começaram a cavar trincheiras para antecipar um contra-ataque. No entanto, em vez de ataques terrestres, os militares russos responderam com bombardeamentos aéreos e ataques de drones. Mesmo assim, este soldado garante que as forças ucranianas não foram impedidas de progredir no terreno. Dizem que avançam entre 5 e 10 km diariamente. Nesta altura, as tropas da Ucrânia dizem que já controlam 1000 km² nesta região russa.
Entretanto, os soldados russos capturados em Kursk imploram a Vladimir Putin por uma troca de prisioneiros com a Ucrânia.
Um apelo que foi divulgado através de um vídeo publicado hoje no X. Neste registo, os militares russos pedem uma troca com os militares do Batalhão Azov.
"Somos recrutas que defendiam a região de Kursk antes de sermos capturados. Imploramos por uma troca com os combatentes do Regimento Azov. Estamos aterrorizados e só queremos voltar para casa, para as nossas famílias".
Um apelo que mereceu eco por parte também dos fuzileiros navais russos que se renderam às forças ucranianas. Embora o número exato de militares russos capturados na região de Kursk não seja ainda claro, os vídeos divulgados sugerem que pode ser dezenas ou até centenas.
A 260 km de Kursk, em Kharkiv, do outro lado da fronteira, do lado ucraniano, foi prolongado o recolher obrigatório de 16 horas por dia.
O toque de recolhimento está agendado entre as 17h e as 9h, em mais de 200 vilas da região. É uma informação avançada pelo governador de Kharkiv. A maioria das regiões ucranianas, como a capital, Kiev, mas também Lviv e Odessa, têm toque de recolher entre a meia-noite e as 5h, devido à imposição da lei marcial. Esta decisão relativamente a Kharkiv foi tomada para garantir a segurança dos militares e permitir que as Forças Armadas ucranianas possam operar de forma eficaz, numa altura em que Kharkiv continua a tentar responder aos ataques russos de uma operação que já começou no dia 10 de maio. Quase 14 mil pessoas, incluindo mil crianças, já foram retiradas da região. É uma notícia do New Voice of Ukraine.
Sendo que a Ucrânia recebeu hoje mais 4.200 milhões de euros da União Europeia.
Uma transferência que acontece no âmbito do programa Ukraine Facility, de acordo com o primeiro-ministro ucraniano, citado aqui pela Ukrinform. Os fundos vão ser usados para projetos sociais e humanitários. O governante assegura que Kiev continua a financiar as despesas militares apenas com os próprios recursos. O primeiro-ministro sublinha ainda que o governo continua a implementar reformas para alcançar sustentabilidade e desenvolvimento na Ucrânia. O executivo ucraniano espera, no entanto, receber outra tranche de assistência europeia até ao final deste ano.
Destaques da imprensa ucraniana.