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Começa agora mais um episódio da "Guerra Traduzida" especial Irão, esta quinta-feira, novamente com o jornalista Carlos Pedro. Boa tarde, Carlos.

Boa tarde, João.

Vamos começar pela imprensa iraniana, que destaca a proibição da passagem de navios militares no Estreito de Ormuz.

Uma garantia deixada hoje pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, na sequência do acordo que está a ser negociado entre Teerão e Omã. A declaração de Kazem Gharibabadi surge depois de diplomatas dos dois países se terem reunido para discutir a gestão do tráfego marítimo na via, que continua, entretanto, em níveis extremamente baixos. Ora, de acordo com o Irão, este acordo com Omã prevê que o tráfego marítimo comercial de entrada no Golfo Pérsico passe por águas iranianas, enquanto a rota de saída seja feita parcialmente por águas iranianas e parcialmente por águas de Omã. A administração norte-americana já avisou Omã que se opõe a partes deste acordo que está a ser negociado entre estes dois países, incluindo a gestão conjunta do tráfego no estreito de Ormuz. Donald Trump ameaçou também já atacar Omã, caso este país se meta no caminho dos Estados Unidos.

E também já esta manhã, a CBS News disse que os ministros dos Negócios Estrangeiros do Irão e do Catar estarão reunidos esta quinta-feira em Teerão.

Os chefes da diplomacia do Irão e do Catar vão estar hoje reunidos em Teerão, numa altura em que Doha procura retomar o diálogo entre Irão e Estados Unidos. Esta visita foi confirmada ontem pelo Ministério Iraniano dos Negócios Estrangeiros, como parte de negociações bilaterais e de negociações sobre a paz no Médio Oriente, refere a CBS News. Do mesmo modo, o porta-voz do Ministério Catar e dos Negócios Estrangeiros, Majid al-Ansari, também confirmou ontem esta visita. Em cima da mesa vai estar o debate sobre as soluções para descalar as tensões e criar as condições que conduzam ao diálogo, assim como à liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.

E Carlos, como dizias há pouco, o tráfego marítimo em Ormuz mantém-se abaixo do normal.

Sim, mas aumentou ligeiramente no último dia. Dez navios atravessaram o canal, de acordo com dados da Kepler, citados pelo "Times of Israel" esta manhã. Dez são mais do que os cinco de quarta-feira ou de ontem, mas ainda assim abaixo dos 15 que correspondia à média dos últimos dias.

Mas Carlos, o Irão também não consegue importar o petróleo.

Sim, e aqui em causa está o bloqueio norte-americano em Ormuz. Foi o que admitiu esta manhã o vice-presidente iraniano. O responsável afirma que o bloqueio norte-americano aos portos do Irão tem impossibilitado a importação de petróleo para o país. Esta produção de petróleo tem sido insuficiente, diz Ghappar Mana, à agência de notícias iraniana IRNA, citado pela Al Jazeera.

E terminamos em Israel com o exército de Tel Aviv a confirmar a morte de um guarda-costas do antigo líder do Hamas.

Sim, foi uma das duas pessoas mortas durante dois ataques em Khan Yunis, na Faixa de Gaza, no domingo e também na segunda-feira. Abu Saama era guarda-costas de Yahya Sinwar, antigo líder do Hamas, morto em 2024. Ambas as pessoas que foram mortas neste duplo ataque israelita teriam participado no ataque de 07 de outubro de 2023. Entretanto, dizer ainda que o "Times of Israel" diz que Tel Aviv está a considerar expulsar representantes britânicos do Centro de Coordenação Internacional para Gaza, apoiado pelos Estados Unidos, isto na cidade israelita de Kiryat Gat, no sul do país.

E fica por aqui mais um episódio da "Guerra Traduzida", especial Irão. Voltamos já amanhã.