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Guerra traduzida. Trazemos todos os dias à Rádio Observador os destaques da imprensa russa e ucraniana. Hoje com a jornalista Maria Miguel Duarte. Boa tarde, Maria Miguel. Hoje, para começar pela imprensa ucraniana, depois da movimentação de tropas da Rússia na fronteira com a Finlândia, o país diz que espera um reforço militar russo depois do fim da guerra na Ucrânia.

O chefe das Forças de Defesa finlandesas diz mesmo que os militares russos já começaram os preparativos moderados perto da fronteira com a Finlândia. É um dos destaques de hoje no Kyiv Independent. Desde o início da guerra com a Ucrânia, que a NATO tem vindo a alertar que Moscovo pode vir a atacar membros da aliança nos próximos anos. Um desses alvos pode vir a ser a Finlândia, que partilha uma vasta fronteira, que é superior a 1000 km, com a Rússia. O chefe das Forças de Defesa da Finlândia diz que já se nota essa aproximação russa a estas fronteiras e afirma que quando a guerra na Ucrânia acabar, espera-se que o exército russo comece a redistribuir as tropas para essa mesma fronteira finlandesa. Sendo que, em dezembro do ano passado, o ministro da Defesa russo afirmou que a Rússia devia estar preparada para um potencial conflito com a NATO durante a próxima década. Por isso, os países da Aliança Atlântica que estão próximos da Rússia intensificaram também estes preparativos para o caso de um possível conflito.

E a imprensa ucraniana dá ainda hoje destaque, Maria Miguel, à morte de Andrey Portnov, ex-político ucraniano.

Portnov pertenceu ao governo do presidente ucraniano Viktor Yanukovych, que era pró-Rússia. Ontem, um homem armado não identificado matou a tiro o ex-político ucraniano à porta da Escola Americana em Madrid. O Kyiv Independent tem em destaque um perfil deste ex-político ucraniano. Apresenta Andrey Portnov como um corrupto conhecido por atacar quem ousasse manifestar-se. É ainda acusado de agir de acordo com os interesses do Kremlin, coisa que sempre negou. Neste artigo diz-se que Portnov acumulou uma lista imensa de inimigos por criar vários conflitos com jornalistas, empresários e políticos. Daí que se suspeite que não vá ser fácil encontrar o autor deste crime.

Noutros temas também. Uma explosão na região de Kherson matou quatro oficiais das Forças Especiais Russas.

Um veículo UAZ Patriot explodiu e matou quatro oficiais da unidade russa Akhmat. Esta informação está a ser avançada pelo jornal Pravda. Não existiram sobreviventes deste ataque, sendo que aconteceu uma segunda explosão devido às munições que estes militares russos transportavam.

E Donald Trump parece estar a afastar-se do papel de mediador entre a Ucrânia e a Rússia.

O presidente dos Estados Unidos recuou na promessa que fez durante a campanha norte-americana de que conseguiria pôr fim à guerra na Ucrânia num prazo de 24 horas. Agora declarou que cabe tanto a Moscovo como a Kiev encontrar uma solução para este conflito. É uma notícia que está em destaque no canal TSN. Depois do terceiro telefonema entre Donald Trump e Vladimir Putin, que aconteceu na passada segunda-feira, o presidente norte-americano não voltou a pronunciar-se sobre as negociações. No entanto, o chefe da Casa Branca já deixou no ar que uma próxima ronda de negociações pode vir a acontecer no Vaticano, sendo que o Papa Leão XIV já mostrou essa disponibilidade e é algo que pode mesmo vir a acontecer.

Fica essa expectativa e terminam assim os destaques da imprensa ucraniana.