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Mais uma edição de Guerra Traduzida, o programa onde analisamos a forma como a imprensa da Rússia e da Ucrânia noticiam a invasão. Vamos primeiro aos jornais da Ucrânia, como sempre, com o jornalista Rui Casanova. Rui, vamos ao primeiro destaque. O Parlamento ucraniano aprovou a extensão da lei marcial e de mobilização.

Por mais três meses, é a décima vez que a lei é prorrogada. A notícia está hoje em destaque em toda a imprensa ucraniana. A lei marcial ucraniana confere às autoridades poderes especiais para impor, por exemplo, o recolher obrigatório noturno, que está em vigor em todo o país desde o início da guerra. Já ao decretar a mobilização, a Ucrânia proíbe que todos os homens em idade militar com menos de três filhos abandonem o país e reserva-se ainda o direito de os chamar se as autoridades considerarem necessário no âmbito desta invasão. A lei marcial foi aprovada nas últimas horas com votos a favor de 335 deputados. Já a mobilização recebeu luz verde de 323 deputados. É uma notícia, como disse, em destaque em toda a imprensa ucraniana desta terça-feira, por exemplo, o jornal RBK.

Entretanto, a Ucrânia diz ter desativado um terço dos navios russos no Mar Negro.

O que corresponde a 24 navios e também um submarino. São dados do Estado-Maior General das Forças Armadas da Ucrânia, que fazem manchete no jornal Pravda. De acordo com estes dados das autoridades ucranianas, quando a guerra começou, em fevereiro de 2022, a frota da Rússia no Mar Negro contava com 74 navios. Ainda recentemente, a Ucrânia disse que afundou um navio de guerra russo no Mar Negro. São notícias frequentes que vão surgindo aqui e ali. Agora, a Ucrânia divulga estes dados. Desde o início da invasão, diz ter desativado um terço dos navios russos da frota da Federação Russa no Mar Negro.

Do mar pra terra, a Ucrânia dá conta de 126 combates na linha da frente só nas últimas 24 horas.

São dados mais uma vez do exército da Ucrânia, desta feita em destaque no portal Ukrinform. Nas últimas 24 horas, as autoridades ucranianas dão conta de 126 combates no terreno. Dizem as autoridades ucranianas que a Rússia lançou ao todo sete mísseis e também 35 ataques aéreos. Várias regiões em toda a Ucrânia foram atacadas. Escreve o portal Ukrinform que os ataques terroristas russos, é esta a expressão utilizada, causaram vários feridos civis. Não é especificado o número certo. Há também registro de vários danos em edifícios e infraestruturas civis. Mais uma vez, não são aqui fornecidos dados concretos, mas fica esta informação: 126 combates no terreno nas últimas 24 horas que causaram vários feridos e também destruíram vários edifícios civis.

Entretanto, o jornal Kyiv Independent faz manchete com a chegada de Josep Borrell à Ucrânia.

O chefe da diplomacia europeia chegou a Kiev esta manhã, nas últimas horas. Um anúncio feito pelo próprio numa publicação nas redes sociais diz que vai à Ucrânia para discutir com os amigos ucranianos, é a expressão utilizada, o apoio inabalável da União Europeia à Ucrânia. É o que diz Josep Borrell. O jornal Kyiv Independent escreve ainda que esta visita do chefe da diplomacia europeia à Ucrânia é importante porque o apoio da União Europeia a Kiev é cada vez mais crucial, agora que 60 bilhões de dólares dos Estados Unidos estão retidos no Congresso devido, é a expressão utilizada pelo Kyiv Independent, a lutas políticas internas. Como sempre, a visita de chefes de Estado e membros da Comissão Europeia à Ucrânia estão sempre em destaque nos jornais ucranianos. Hoje não é exceção. Josep Borrell está em Kiev e essa notícia faz manchete no Kyiv Independent.

Termina assim este episódio da Guerra Traduzida. Já a seguir vamos à imprensa russa.