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Na Guerra Traduzida, traduzimos nos próximos minutos a imprensa ucraniana com a jornalista Diana Rosa e, para começar, a notícia que marca o dia em várias publicações: Zelenskyy está reunido hoje, pela primeira vez, com o presidente das Filipinas.

Depois de ter estado em Cingapura, o presidente ucraniano viajou para Manila para promover a Cimeira da Paz que vai acontecer na próxima semana na Suíça. Esta viagem às Filipinas não foi anunciada oficialmente pelo gabinete de Zelenskyy nem pelas autoridades das Filipinas. Esta manhã, os dois chefes de Estado estiveram reunidos com o presidente das Filipinas a expressar todo o apoio possível para resolver o conflito na Ucrânia. A notícia faz destaque, por exemplo, no Kyiv Independent. Zelenskyy tinha aparecido de surpresa no principal fórum de segurança e defesa da Ásia para pedir apoio aos países asiáticos para a Cimeira Mundial de Paz. Num discurso aos representantes no fórum em Cingapura, Zelenskyy manifestou decepção por alguns países, como a China, não terem confirmado a presença na cimeira e acusou ainda Moscovo de tentar fazer descarrilar os esforços para alcançar a paz.

Entretanto, 107 países já confirmaram que vão participar na Cimeira para a Paz na Suíça.

Uma informação avançada pelo gabinete de Zelenskyy, citada pelo New Voice of Ukraine. Líderes de todo o mundo vão estar presentes a 15 e 16 de junho nessa cimeira, para a qual a Rússia não foi convidada, embora a Ucrânia não tenha descartado a participação russa, simplesmente o convite para o evento de inauguração não se estendeu a Vladimir Putin. Ao mesmo tempo, o ministro suíço dos Negócios Estrangeiros diz que o processo de paz é impensável sem a Rússia sentada à mesa de negociações. Ainda sobre esta cimeira, a Ucrânia diz ter informações de que a Rússia quer causar perturbações no evento, assim como a China, ao tentar impedir que certos países participem. É pelo menos nisso em que a Ucrânia acredita. Quanto aos Estados Unidos, já está mais do que confirmado que vão participar. Não se sabe, no entanto, se Joe Biden vai marcar presença, mas Zelenskyy já fez saber que preferia que os Estados Unidos fossem representados pelo presidente norte-americano.

Apesar das acusações ucranianas, a China nega que tenha exercido qualquer tipo de pressão sobre outros países para não participarem na cimeira de paz.

Uma notícia em destaque no Kyiv Post tem declarações aos jornalistas em Cingapura. A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês diz que utilizar a política da força não é o estilo da diplomacia de Pequim. Acrescenta Mao Ning que a posição da China é aberta e transparente e em nenhum caso é exercida pressão sobre outros países. No entanto, a China afirmou já há dois dias que vai ser difícil participar nesta cimeira se a Rússia não estiver presente.

Passamos para dados avançados pela Ucrânia sobre as baixas de soldados russos no terreno. Maio foi o mês em que a Rússia perdeu mais combatentes.

Os números são do Ministério da Defesa ucraniano, citados pela agência Ukrinform. No mês passado morreram quase 39 mil soldados russos em combate. É o valor mais alto desde a invasão russa e, no total, desde o início da guerra, a Ucrânia diz que Moscovo já perdeu mais de 510 mil soldados. Nas últimas 24 horas, foram mais de 1200. É o que adianta o Estado-Maior General das Forças Armadas da Ucrânia. Além das baixas, diz este artigo da Ukrinform que as forças de Kiev já destruíram mais de 7700 tanques russos, mais de 15 mil veículos blindados de combate e milhares de sistemas de artilharia, lançadores de rockets, mísseis de cruzeiro e por aí fora. De acordo com a Ucrânia, a Rússia perdeu ainda mais de 600 aviões de guerra e helicóptero. A Ucrânia só não fala, como é habitual até agora, do número de perdas do lado, precisamente, de Kiev.

Ponto final na Guerra Traduzida.