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Guerra traduzida na Rádio Observador. Vamos analisar o que está em destaque na imprensa ucraniana. Zelensky está preocupado com a escassez de munições se a guerra no Médio Oriente se prolongar, Diana.
Em causa podem ficar os sistemas de defesa aérea ucranianos, cruciais para neutralizar os ataques russos, caso a guerra no Médio Oriente se prolongue. Diz Zelensky que esta é uma questão que preocupa bastante e é por isso que está em contacto com os parceiros da Ucrânia. Foi uma mensagem que o presidente ucraniano enviou a um grupo de jornalistas. Afirma ainda não ter recebido, de qualquer forma, algum sinal nesse sentido por parte dos europeus ou até dos norte-americanos. Diz que a Ucrânia compreende que uma guerra prolongada, caso isso aconteça, assim como a intensidade das hostilidades, vão afetar a quantidade de defesa aérea disponível para Kiev.
Já o New Voice of Ukraine adianta que com o progresso lento no campo de batalha, a Rússia passa a atacar a Ucrânia com terrorismo e sabotagem.
Ao longo de 48 horas, na semana passada, três explosões que tiveram como alvo polícias ucranianos em diferentes cidades, aumentaram a perspectiva de uma nova e assustadora frente na campanha de terror da Rússia contra civis. Há pouco mais de uma semana, duas explosões atingiram a cidade de Lviv, no oeste do país, perto da fronteira com a Polónia. Isto depois de um polícia responder a uma chamada. Acabou por morrer esse agente de 23 anos e houve ainda 25 pessoas que ficaram feridas. Na noite seguinte a este incidente, uma explosão ocorreu dentro de uma esquadra em Dnipro. Ficou um edifício danificado e mais tarde, na mesma noite, em Mykolaiv, outra explosão teve também como alvo polícias que estavam em patrulha. Sete ficaram feridos. Diz que isto não é uma coincidência. A Polícia Nacional Ucraniana afirma que o inimigo, a Rússia, está deliberadamente a tentar matar polícias ucranianos que estão diariamente a responder às ocorrências em defesa do povo e do Estado da Ucrânia. Zelensky também já falou sobre este tema, diz que os russos pretendem continuar a realizar esses ataques essencialmente contra civis ucranianos.
E temos ainda a notícia, Diana, que a Ucrânia recuperou mais território do que aquele que a Rússia capturou em fevereiro.
Sim, pela primeira vez desde a ofensiva em Kursk, já no verão, vai agora fazer dois anos, as Forças de Defesa da Ucrânia deram um grande avanço nas reconquistas. É o que adianta um artigo do Kyiv Independent. Estão a ser levadas a cabo operações ativas eficazes nas direções de Oleksandrivka e Uliai Pole, é o que afirma Oleksandr Syrskyi. Diz que apesar das repetidas declarações da liderança russa, a Ucrânia está a reforçar o controle também sobre Kupiansk e a reduzir o número de grupos de sabotagem inimigos nessa cidade. Syrskyi acrescenta que as tropas ucranianas estão a conter as forças russas perto de Pokrovsk e Myrnohrad, cidades muito importantes para a defesa da Ucrânia, e há contra-ataques bem-sucedidos também perto da fronteira administrativa entre as regiões de Zaporizhzhia e Dnipropetrovsk. Foi ainda libertada uma cidade que se chama Kosivtyve, na região de Zaporizhzhia, e de acordo com o Instituto para o Estudo da Guerra, há uma razão adicional para que estes planos estejam a ser bem-sucedidos: é o corte de comunicações limitadas às unidades russas, na sequência das interrupções nos serviços Starlink e Telegram. Ainda há pouco mais de uma semana, Volodymyr Zelensky afirmou que as operações da contraofensiva ucraniana libertaram 300 km² no sul do território e nos últimos dias, mais de 400 km² foram recuperados pela Ucrânia no leste do país.
E com esta notícia, fica por aqui a Guerra Traduzida está de regresso amanhã.