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"Guerra Traduzida", olhamos agora para a imprensa ucraniana deste dia 5 de março, num trabalho da jornalista Diana Rosa. Diana, um morador de Zaporizhzhia foi detido por suspeitas de estar a colaborar com a Rússia.
É uma informação que foi avançada pelos serviços de segurança da Ucrânia, que dizem que este residente estava a ajudar a Rússia na preparação de um ataque bombista a um posto de correios. É o que adianta o jornal Pravda. Na altura da detenção, o suspeito foi apanhado a esconder explosivos numa caixa de fruta em casa, explosivos que iam ser enviados para a estação de correios. Quando recebesse a confirmação de que esta encomenda estava entregue, os explosivos seriam ativados através do telefone.
Ainda na justiça, Diana, um tribunal ucraniano confiscou bens de propaganda russa.
Falamos aqui do Tribunal Anticorrupção da Ucrânia, que manteve a decisão do Ministério Público de Kiev para confiscar os bens de Dmitry Kiselyov, descrito como um propagandista favorável ao regime de Vladimir Putin. De acordo com o Kyiv Independent, Kiselyov é um executivo na área da comunicação social, também apresentador de televisão, ele que tem defendido publicamente a ocupação da Crimeia e também das regiões de Donetsk e Luhansk, no leste da Ucrânia. A lista de bens confiscados inclui uma mansão na região da Crimeia, também um terreno, um automóvel e ainda ações de várias empresas.
E seguimos com uma notícia que está em destaque no Kyiv Post. O Partido Comunista da Rússia pede às autoridades que investiguem o envolvimento do Ocidente na morte de Stalin.
E isto até pode parecer um pouco bizarro, Luís, uma vez que o ditador soviético morreu há mais de 70 anos. A ordem para abrir esta investigação foi dada ao Serviço Federal de Segurança da Rússia, também conhecido por FSB, e ao gabinete do Procurador-Geral. Numa entrevista à estatal russa Ria Novosti, o presidente do partido garante que há relatos contemporâneos que falam de possíveis tentativas de envenenamento por parte de agentes ocidentais. De relembrar que a causa oficial da morte de Stalin foi um acidente vascular cerebral, mas permanecem algumas teorias de que lhe tenha sido administrada varfarina, que até tem o efeito contrário, é um anticoagulante, como parte de um golpe. Vamos ver o que é que vai dar esta investigação. Ainda não foram divulgados os métodos que vão ser utilizados para que se chegue a alguma conclusão sobre a morte de Stalin.
E terminamos, Diana, com declarações do presidente francês, que pediu hoje aos aliados da Ucrânia que não sejam cobardes no apoio ao país contra a invasão russa.
Que pode soar aqui a um reafirmar da posição que Macron assumiu na semana passada, quando não descartou a hipótese de enviar militares para combater na Ucrânia. Hoje, o chefe do Eliseu voltou a falar durante uma visita à República Checa. Disse que está a aproximar-se um momento em que a Europa não pode vacilar. Macron acrescenta que a guerra regressou à nossa terra, diga-se, a Europa, e por isso as potências que se recusam a parar contribuem para que a ameaça aumente todos os dias. Pede o presidente francês que se enfrente este momento com bravura. É uma notícia do jornal Pravda.
É com esta notícia que fechamos este episódio de Guerra Traduzida. Estamos de regresso amanhã.