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Segunda parte da "Guerra Traduzida" com a Maria Miguel Duarte e agora olhamos para o que diz a imprensa russa. Hoje, Maria Miguel, em destaque está a troca de prisioneiros entre a Rússia e a Ucrânia.
A imprensa russa diz que Volodymyr Zelensky está a tentar encontrar prisioneiros russos para cumprir esse acordo de troca de reféns. Os dois lados concordaram em trocar mil prisioneiros de guerra, cada um, a maior troca deste gênero desde o início do conflito. Hoje, o jornal "Pravda" avança que a Ucrânia não tem prisioneiros de guerra russos suficientes para prosseguir com esta proposta e por isso a imprensa russa diz também que o presidente ucraniano está desesperadamente a procurar alguém que possa ser adicionado a este grupo de troca de prisioneiros.
Ainda sobre esse tema, a troca de prisioneiros, o Kremlin diz que este processo vai demorar alguns dias.
A Rússia afirma que é difícil realizar esta troca, que é de grande escala, em apenas um dia. Quem o diz é o deputado russo Saraliev. Diz ainda que o processo vai ser dividido em vários dias e que como se tratam de nomes específicos de alguns prisioneiros, demora mais tempo a localizá-los. O deputado russo ainda há uns dias deu conta que a Rússia já estava a começar a elaborar as listas de nomes dos prisioneiros que são pretendidos. No entanto, ainda não existe uma data nem um local exato para esta troca acontecer.
E seguimos com um estudo que está publicado na imprensa russa, que revela que os Estados Unidos já não são o principal inimigo da Rússia.
Agora quem assume esse papel é a França. O jornal "Pravda" publicou este estudo, que dá conta que os russos consideram que França é o país mais hostil. Os entrevistados deste estudo foram questionados sobre quais os países que atualmente mantêm as relações mais tensas com a Rússia. Quarenta e oito por cento mencionam França e, em segundo lugar, o Reino Unido com 42% dos votos das pessoas que participaram neste estudo. Já a Alemanha fica em terceiro neste pódio e a Ucrânia em quarto. Nos anos anteriores, os Estados Unidos mantiveram o título de principal adversário da Rússia, de acordo com a opinião pública. Já em termos de aliados, os russos apontam a China e a Bielorrússia como os mais próximos de Moscovo.
E a imprensa russa dá ainda conta de vários voos atrasados em Moscovo por causa de ataques com drones.
Mais de 160 voos foram atrasados nas últimas horas devido a restrições nos aeroportos de Moscovo. De acordo com o centro aéreo russo, vários drones foram abatidos na região, o que levou a este atraso de centenas de voos. O Ministério da Defesa russo informou que durante a noite passada, as forças de defesa aérea abateram mais de 100 drones ucranianos, 35 dos quais estavam sob a região de Moscovo. Apesar dos alertas e dos atrasos, em comunicado, o Departamento de Defesa Aérea Russo garante que a situação está calma e que não existe, por isso, motivo para alarme.
E é com a situação no aeroporto de Moscovo que termina este episódio da Guerra Traduzida. Estamos de regresso amanhã.