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Esta é a história do dia da Rádio Observador: as surpresas na manga de Donald Trump.

"I don't have to use force. I don't want to use force. I won't use force."

É provavelmente a frase que fica do discurso de Trump no Fórum Económico Mundial de Davos. A frase que fica e a reação que o próprio Donald Trump antecipou.

Okay, now everyone's saying: "Oh, good."

Mas o verdadeiro alívio chegou horas depois, quando o presidente dos Estados Unidos anunciou um princípio de acordo sobre a Gronelândia, na sequência de uma reunião muito produtiva com o secretário-geral da NATO e que, por causa disso, já não vai aplicar tarifas adicionais a alguns países da Europa. Fica a dúvida: paz à vista ou recuo estratégico? Trump, já se sabe, é sensível às indisposições de Wall Street. Wall Street andava nervosa com as ameaças de tarifas e o presidente pode ter arrepiado caminho para acalmar os mercados. Seja qual for a razão, sim.

Now everyone's saying: "Oh, good."

Foi mais ou menos isto que se ouviu Europa afora, a mesma Europa que já equacionava usar uma bazuca econômica contra os Estados Unidos. Eu vou falar sobre isto, sobre estas novidades e sobre que leitura devemos fazer do longo e confuso discurso de Trump em Davos com o jornalista internacional do Observador, o José Carlos Duarte. Eu sou o Pedro Benevides e esta é a história do dia de quinta-feira, 22 de janeiro. José Carlos Duarte, bem-vindo.

Olá.

Já vamos ao discurso de Donald Trump, mas quem estava à espera de suspirar de alívio com aquilo que Trump tivesse pra anunciar na Suíça, acabou por conseguir mesmo fazê-lo, porque foi anunciado um desfecho, pelo menos, que nos dá alguma tranquilidade.

Sim, este Fórum Económico Mundial parece já ter resultado em alguma coisa, que foi a suspensão das tarifas que Donald Trump tinha anunciado a oito países europeus, entre os quais a Dinamarca e países como a Alemanha, Reino Unido, e todos os países nórdicos, parece que foram suspensas. Ele confirma essa informação. Ele diz que chegou-se aqui a uma espécie de um pré-acordo com o secretário-geral da NATO, com o Mark Rutte, para realmente haver aqui uma espécie de cedência da Gronelândia. Não sabem de muitos detalhes, portanto ainda não foram revelados vários detalhes, mas o que é fato é que já houve aqui um avanço e aqui um progresso nas negociações e uma espécie de uma diminuição da tensão entre os dois lados do Atlântico.

Um progresso, um avanço ou um recuo, dependendo da perspectiva, sendo que esse recuo já estava mais ou menos anunciado por Trump durante a tarde. Se estiveste a ouvir esta mais de uma hora de discurso de Donald Trump, fico aqui com a dúvida: os europeus que estavam atentos a ouvi-lo ficaram descansados ou continuam confusos e preocupados?

Eu acho que uma misto dos dois. Acho que por um lado ficaram descansados porque a questão da Gronelândia, a questão de poder haver uma ação militar contra a Gronelândia foi posta de parte e isso era realmente uma grande preocupação dos aliados europeus, principalmente aqueles que são da NATO, porque poderia levar ao fim da aliança.

E foi feito de uma forma bastante clara. Ele disse: "Eu não quero, eu não vou usar força."

Exato, ele foi bastante categórico, foi bastante enfático na forma como disse, disse que podia fazê-lo, que seria algo que poderia destruir realmente a ilha, mas descartou e acho que por aí ficaram mais descansados. Por outro, acho que continua a haver esta questão de anexar a Gronelândia e ele foi bastante insistente nesse tópico, mas também não foi só a Gronelândia.

Já nem foi só a Gronelândia, porque eu há instantes já confundi a Gronelândia com a Islândia, o que também deve ter deixado aqui alguns europeus nervosos. E islandeses.

Exato, houve ali um momento em que ele confundiu, falou de Islândia, de perdas econômicas. Aqueles discursos muito longos de Trump acabam aqui às vezes por não ter...

Não tem guião, não é?

Exato, ele não tem guião, ele muda muito rapidamente de assunto, fala da Gronelândia, depois da Ucrânia, mistura vários assuntos e é bastante complicado. E as singrandes às vezes são naturais, porque ele não para, não raciocina e diz tudo que lhe vier à cabeça. Mas também os europeus não ficaram muito calmos, porque o Trump deixou várias críticas à política europeia, à forma como os europeus estão a fazer política, à questão da imigração, à questão da economia, também à questão da própria política, da forma como estão a organizar isso. E eu acho que por aí percebem que talvez, apesar de o terem tentado cativar ao longo dos últimos meses e desde que regressou à Casa Branca.

Não estão a conseguir.

Sim, eu acho que também é isso, mas Trump não os vê como iguais, ou seja, não são da sua família política, não defendem o mesmo que ele. Isso acaba por trazer aqui algum afastamento e é sempre constrangedor ver este constrangimento entre os dois lados do Atlântico, que costumavam ser grandes aliados. Isso acabou por não acontecer neste discurso.

Ficou claro nesta intervenção em Davos. Efetivamente, ele, aliás, dizia uma frase que era: "Eu amo a Europa, mas a Europa não está a ir na direção certa". E por direção certa, ele está a referir-se àquilo que são políticas, que não são as políticas que ele está a aplicar nos Estados Unidos.

Exatamente, é essa direção certa, a questão é precisamente isso Ele quer um rumo para a Europa que deve ser o mesmo que ele está a tomar nos Estados Unidos, só que a Europa não está a seguir. Ele fala da imigração, a imigração é a grande bandeira dele, é a grande questão dele, é o que o tornou tão importante nos Estados Unidos. E ele fala de uma vaga migratória massiva na Europa e como a Europa patrocinou isso, e como ele é contra isso. Ele diz também no discurso que já nem reconhece alguns lugares da Europa, que eram muito bonitos e agora não são, principalmente pela chegada massiva que ele diz que aconteceu de imigrantes. Portanto, essa questão da imigração está muito presente, mas também a economia. Ele tocou que a economia já não está tão boa na Europa. Falou sobre a ida de indústrias para fora da Europa para a China e também falou sobre a questão da transição energética, a questão de energias verdes. Ele critica muito quem usa turbinas de vento. Ele usou uma expressão de que eram falhados e ele manifesta-se sempre contra estas políticas que ele acha que a Europa defende.

Daí, desse ponto de vista, não houve propriamente surpresas, nem, por exemplo, quando ele falou sobre a NATO e sobre o papel dos Estados Unidos na NATO. Deu aquela versão adocicada, à maneira dele, de que os Estados Unidos só pagaram e só serviram os outros e não tiveram nada em troca.

Sim, ele repetiu bastantes vezes isso, foi bastante categórico na questão de os Estados Unidos estiveram aqui para a Europa e a Europa não nos ajuda. Ele disse que teria dúvidas, e ele já repetiu isso também outras vezes, que se os Estados Unidos precisarem algum dia da NATO, ele tem dúvidas que a Europa esteja lá para eles. E, portanto, ele continua a ver a Europa e principalmente a NATO, com alguma desconfiança. Há aqui uma certa animosidade que ele, apesar de dizer que ama a Europa, não consegue esconder. Há aqui algo que o perturba. E eu acho que ele também referiu isso, que ele é um empresário, ele é magnata, ele teve imensos negócios, ele vê a NATO como uma espécie de forma de gastar dinheiro dos Estados Unidos, em que os Estados Unidos não tiveram qualquer retribuição. Ele disse mesmo isso no discurso.

O que já agora é uma visão errada, não é? Porque até do ponto de vista, se quisermos só de venda de equipamento militar, por exemplo, e não só, até do ponto de vista da defesa no 11 de setembro, a NATO esteve lá para os Estados Unidos.

Exato, que foi encenado o artigo quinto. Mas ele não percebe isso, ele não tem essa percepção da NATO.

Ou não quer perceber, ou não quer reconhecer publicamente.

Ou não quer perceber, ou não quer reconhecer. Acho que também pode ser isso. É simplesmente que a NATO, nas suas intervenções públicas, é uma forma de gastar dinheiro e os Estados Unidos não deviam gastar tanto dinheiro com a NATO. E para ele, é realmente isso que ele vê, apesar de amar a Europa, apesar de ter esta ideia de que a Europa e os Estados Unidos fazem parte de um bloco, porque ele também disse isso no discurso. Ou seja, apesar dos problemas que a Europa tem, ele diz que deve haver aqui um bloco, um Ocidente. Ele fala aqui na ideia de haver um Ocidente coletivo, em que os dois lados do Atlântico têm de se juntar. Mas essa junção, essa aliança, terá de ser, naquilo que eu percebi, nos moldes que Donald Trump quer e não nos moldes que a Europa quer. Ou seja, esta ideia de políticas migratórias mais restritivas, a questão dos combustíveis fósseis, que ele repetiu várias vezes, a questão da economia, de haver aqui uma aliança. Acho que realmente há aqui uma união, mas a união tem que ser segundo as regras do presidente dos Estados Unidos.

José Carlos Duarte, já voltamos a falar, até porque quero perguntar-te sobre a Ucrânia e o encontro com o Zelensky. Quero perguntar também sobre os muitos autoelogios que Trump fez a si próprio e, já agora, sobre a relação com o Canadá, que também deixou ali algumas palavras interessantes neste Fórum Mundial Económico. Estamos de regresso com o jornalista internacional d'O Observador, José Carlos Duarte. José Carlos, uma das questões que supostamente iria ser central neste Fórum Econômico Mundial de Davos era a Ucrânia. Acabou por ficar nas margens por causa desta polêmica com a Gronelândia. No entanto, Donald Trump anunciou que vai mesmo ter um encontro com o Zelensky, embora uma coisa um bocadinho confusa, à maneira de Trump.

Sim, foi bastante confuso, porque para haver aqui algum contexto, Vladimir Zelensky disse que não ia a Davos se não houvesse uma reunião com a delegação norte-americana. Ele estaria em Kiev, onde costuma trabalhar, onde está na Ucrânia. Mas Donald Trump, no discurso, disse que ia ter uma reunião assim imprevisivelmente, não havia qualquer indício.

No próprio dia, ao fim da tarde, embora Zelensky estivesse lá.

Exatamente, seria no próprio dia, embora Zelensky estivesse na Ucrânia. Portanto, seria aqui quase impossível. Mas supostamente vai haver a reunião que está marcada pra quinta-feira, e vai mesmo acontecer. Mas lá está, foi aqui uma situação muito estranha. Ele também recua aqui um pouco na animosidade ao presidente da Ucrânia, porque deu uma entrevista na semana passada em que disse que Zelensky era o bloqueio à paz.

Exatamente.

Era a pessoa que estava a não permitir que as negociações avançassem, que Putin estava, que Putin estava interessado, que estava a colaborar, mas Zelensky não estava. E aqui neste discurso, dá um passo atrás e diz que afinal Zelensky já está disposto a encontrar aqui uma solução, um acordo de paz. E acho que é por isso que ele também concordou com a reunião. Acho que fizeram um bocadinho aqui as pazes nesta troca de acusações.

Que isto tem sido sempre assim, não é? Tem sido sempre um abraço e depois um afastamento.

Exato. Há aqui uma questão, eu acho que ele recuperou aqui um bocadinho a confiança de Zelensky. E também na Ucrânia, a questão que ele repetiu e que está sempre a repetir, é que a guerra não teria começado caso fosse ele presidente em 2022, portanto, foi sempre o argumento. Também a questão do Putin, ele disse que se dava muito bem com Putin e disse uma coisa que eu acho que foi um bocadinho surpreendente e que eu acho que nunca tinha dito, que é ele disse que em 2021, quando saiu da Casa Branca, que previu que isto fosse acontecer, que previu que a Ucrânia seria invadida um ano depois. Ele disse que a Ucrânia era a tentação de Putin, mas não sei até que ponto é que isso realmente-

Como é que isso vai influenciar verdadeiramente a política norte-americana nesta matéria, até porque o encontro com Putin foi anunciado antes até do encontro com Zelensky.

Exato. O encontro com Putin vai ser com Steve Witkoff, que é o enviado especial norte-americano. Mas sim, o anúncio foi antes. Zelensky acho que estava à espera de uma resposta, eu acho que do lado ucraniano Que percebia que eles estavam à espera de uma resposta que não chegou, mas que chegou através deste anúncio em Davos, e Putin realmente houve uma reunião organizada com Itkov e uma coisa que vai acontecer também na quinta-feira.

Sendo que Donald Trump também falou sobre as oito guerras que ele conseguiu acabar. Algumas delas são imaginárias, nunca aconteceram, outras não acabaram verdadeiramente.

E houve aqui uma questão, ele disse mal a palavra Azerbaijão, ele disse Azerbaijão. Uma coisa é Azerbaijão, ele disse Azerbaijão. Ele pronunciou mal a palavra do país do Cáucaso, portanto ele nem sabe bem. Eu acho que é questão de ele ter a ideia que terminou com guerras e que falou com muita gente, mas que depois aquilo não se concretiza em nada. E muitas das guerras que ele diz que acabou, depois retomam, o cessar-fogo não é bem cumprido. Portanto, é sempre uma hipérbole, é um exagero.

Um exagero, que de resto é o que ele faz com muita maestria quando toca a falar dos êxitos da economia americana, que não estará tão saudável quanto, pelos vistos, Donald Trump andou a vendê-la na Suíça.

Sim, ele na Suíça foi bastante convincente, ele gabou-se mesmo dos indicadores incríveis da economia americana, disse que a inflação estava a descer, disse que os americanos estavam com custo de vidas mais baixo. Falou, por exemplo, do preço da gasolina, do preço do gasóleo, que ele disse que está muito mais baixo do que com Joe Biden. Aliás, ele neste discurso volta muito a Joe Biden, é uma coisa que eu achei um pouquinho interessante.

Estranho, não é? Essa necessidade ainda.

Ele repete muitas vezes e dá aquelas alcunhas que dá de dorminhoco, sleepy Joe Biden. Ele repete muitas vezes, até quando faz a questão da política migratória na Europa, ele diz que essa era a política que Joe Biden estava a seguir antes dele. Portanto, ele faz aqui muitas referências.

Quando critica a Europa, diz que a Europa está a seguir a política de Joe Biden.

Exato. Faz aqui várias referências. Mas voltando à economia, Donald Trump faz uma descrição excelente da economia americana, que eles vão crescer, que, aliás, ele diz que eles vão superar as previsões do FMI. Ele tenta vender a imagem como os Estados Unidos uma potência econômica que está cada vez a crescer mais e a realidade é que não é bem assim, não é como Trump apresentou ali em Davos. E outra coisa que ele também falou foi da competição com a China, na parte econômica. Ele disse que a China está bem, ele reconhece que a China, em certos aspectos, até nem está tão atrás dos Estados Unidos, mas ele diz que vai superar a China. Ele diz também uma coisa interessante, que quer que os Estados Unidos se tornem na capital das criptomoedas. Ele demonstra aqui uma ambição e também, ao mesmo tempo, um autoelogio constante, que às vezes não corresponde à realidade, mas que ele tenta vender essa imagem à plateia de Davos.

Ele estaria mesmo a falar pra essa plateia ou estava a falar pra consumo interno? Fica uma dúvida.

Eu acho que em certas partes ele fala pra plateia, porque, por exemplo, na questão da Groenlândia, ele diz: "Ah, eu estou a ouvir que aqui na sala estão todos mais calmos, todas as pessoas ficaram mais tranquilas." Eu acho que pra os dois, eu acho que ele sabe perfeitamente.

Há quem diga, de resto, acho que foi Al Gore que falou também lá em Davos, que essa frase era basicamente para os mercados que já estavam em retração.

Sim, exatamente, eu acho que também é verdade. Eu acho que é para consumo interno daquelas pessoas que estavam ali, mas esse consumo de pessoas que estavam ali na plateia é o Fórum Econômico Mundial, ou seja, tem economistas, tem pessoas que entendem melhor de mercados que ninguém, e lá está, ele sabe perfeitamente que as suas palavras, seja da ação militar na Groenlândia, seja que vai resolver a guerra da Ucrânia, podem ter um impacto nos mercados mundiais. E, portanto, também por aí acaba por ser uma mensagem a pessoas que investem, a investidores, aos mercados, e traz essa mensagem. Mas também acho que é uma mensagem geopolítica de querer aqui mostrar à Europa que os Estados Unidos são uma presença, são aliados, mas que há aqui estas diferenças políticas que os separam e que o Donald Trump gostava de ver separadas.

E se a Europa tem razões de queixa, que diria o Canadá, que está ali mesmo ao lado e que também levou aqui alguns recados pra casa. Li um dos artigos que foi escrito sobre este discurso e sobre estes últimos dias de Davos, e um dos artigos dizia, falando do discurso de Carney, do primeiro-ministro do Canadá, onde se dizia que houve um líder a passar por Davos, mas não foi Donald Trump. Concordas com essa visão?

Sim, o Mark Carney realmente enfrentou aqui Donald Trump, fez um bocadinho a antítese deste discurso, manifestou realmente preocupação pelo direito internacional, algo que Donald Trump não faz.

Assumiu-se como um líder do mundo livre?

Sim, acho que sim, que tentou fazer isso, sabendo também que é primeiro-ministro do Canadá, ou seja, o Canadá não é propriamente uma potência em termos mundiais, mas eu acho que ele tentou fazer aqui o papel de líder, se calhar, da NATO, o papel aqui líder do Ocidente, não tanto do mundo livre, mas talvez do Ocidente, desta união entre a Europa e a América do Norte. Acho que ele tentou fazer precisamente isso. E acho que ele tentou marcar aqui uma antítese entre o que são os comportamentos e as declarações de Donald Trump e o que ele fez. Isso também motivou uma resposta do presidente norte-americano, que no discurso disse que ele era ingrato, disse que ele devia de ter cuidado, porque o Canadá só existe por causa dos Estados Unidos, e portanto ele também aqui já a pressionar o Canadá, porque também há aqui esta questão de os Estados Unidos quererem anexar o Canadá. Portanto, essa questão nunca morreu e há pouco tempo houve um mapa que ele publicou em que estava a bandeira dos Estados Unidos no Canadá e da Groenlândia.

As ambições imperialistas de Donald Trump aqui expostas também no Fórum Mundial Econômico de Davos. José Carlos, muito obrigado.

Obrigado.

O José Carlos Duarte vai continuar a acompanhar no Observador os desenvolvimentos em torno da Groenlândia, no momento em que a tensão reduziu consideravelmente. Ainda assim, os membros do Conselho Europeu marcaram uma reunião informal, a pedido de António Costa, para discutir os desenvolvimentos em torno das pretensões e das ameaças dos Estados Unidos sobre a Groenlândia. Em Davos, Donald Trump tem outro assunto importante em mãos, a guerra da Ucrânia, que acabou por ficar na sombra do encontro. Hoje volta a estar debaixo dos holofotes com a reunião prevista entre o presidente dos Estados Unidos e Volodymyr Zelensky. E como este mundo anda agitado, imprevisível e gerador de ansiedade, termino com uma história mais ligeira, que vai poder acompanhar ao longo do dia. Hoje vão ser anunciadas as nomeações para os Oscars. Quem vai entrar na lista e quem vai ser ignorado pela academia. Esta foi a história do dia. A sonoplastia é da Mariana Sousa Aguiar, a música do genérico do João Ribeiro. Eu sou o Pedro Benevides. Até amanhã.