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Notícias às 19h, na Rádio Observador, com Carla Jorge Carvalho. Terminaram sem acordo as reuniões do governo com Chega e PS sobre habitação. Os partidos mantêm o passa-culpas e não foram marcados mais encontros. Depois do Presidente da República ter apelado ao diálogo, o Primeiro-Ministro recebeu em São Bento os líderes dos maiores partidos da oposição, mas a ronda de encontros terminou sem qualquer avanço ou acordo para resolver a crise na habitação, numa altura em que continuam as acampadas. O Chega admite manter o diálogo com o governo, mas pede a intervenção do Presidente da República. Já o PS, apesar de várias horas de conversa, duas, saiu do encontro sem mais expectativas e fala mesmo de intransigência por parte do Primeiro-Ministro. Miguel Vítor Dias.

Depois de quase duas horas de reunião, José Luís Carneiro foi rápido a dizer que não há nenhum acordo com o governo.

Houve uma intransigência naquilo que era mais essencial e aquilo que é mais essencial é, efetivamente, construir uma nova solução que dê dinamismo ao mercado de arrendamento, que proteja os mais jovens que nos ouvem por este país, proteger as pessoas mais idosas dos despejos.

O secretário-geral do PS critica a intransigência de Montenegro no que toca à lei das rendas e adianta que não há mais conversas previstas.

Não ficou marcada qualquer outra reunião e também se decidiu não haver razão para constituir uma equipa de trabalho.

Ainda em cima da mesa ficam algumas medidas fiscais que vão ser discutidas na especialidade do Orçamento do Estado. Com o encontro bem mais rápido, André Ventura insiste num acordo a três e volta a pedir a intervenção de António José Seguro.

Talvez o Presidente da República, que também é socialista, deva ter aqui alguma intervenção. Eu não tenho esse contacto.

O líder do Chega, que mantém a pressão sobre o PS para não ficar sozinho na fotografia com o governo.

Parece-me francamente inaceitável que um dos grandes responsáveis da crise de habitação em Portugal, chegado o momento de a resolver, diga que não tem nada a ver com isso e espera que o Chega resolva, entre aspas, o problema. Parece-me sinceramente muito estranho e muito hipócrita.

O Chega vai manter reuniões com o Ministério das Finanças para avaliar o impacto das 50 medidas que propõe e a fechar o dia para o anúncio do CDS e Hugo Soares do PSD, garantem que a abertura para negociar existe.

Se não somos nós que estamos a dizer que não há negociação, não somos nós, julgo eu, que estamos a ser intransigentes.

Os três maiores partidos, depois de um dia que devia ser de procura de consensos e que terminou sem quaisquer acordos.

Miguel Vítor Dias, que acompanhou as reuniões de ontem do Luís Montenegro com o PS, o Chega, PSD e CDS. Hoje o governo reúne-se com os restantes partidos com assento parlamentar, já sem o Primeiro-Ministro. Vai ser na Assembleia da República. E vamos falar sobre estas reuniões com o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, no jornal das 20h e depois com o deputado do Chega, Eduardo Teixeira, no jornal das 21h. Entretanto, o movimento Acampada rejeita mudar o local dos protestos, tanto em Lisboa como no Porto, por causa dos mercados de Natal. Em Lisboa, a Câmara propôs três locais alternativos para os protestos, assim como a possibilidade da permanência de uma tenda simbólica no Rossio durante o mercado de Natal. Em comunicado, a Acampada de Lisboa defende que é o mercado que deve ser deslocado para outro local e acusa o executivo de Carlos Moedas de fingir que fala com os manifestantes. Também no Porto, o Movimento pela Habitação manifesta a mesma intenção, a de permanecer na Praça Dom João I, apesar do mercado de Natal. Em mais uma assembleia popular, o movimento recusou abandonar o local para dar lugar a quaisquer eventos natalícios. Entretanto, hoje vão ser ouvidos pelo Ministério Público os 86 manifestantes da Acampada de Lisboa, aqueles que foram detidos por desobediência durante os protestos no Rossio. E continuamos a falar de política. Mário Centeno é o preferido dos portugueses para ser primeiro-ministro. O antigo ministro das Finanças, antigo governador do Banco de Portugal, lidera as preferências, seguido do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro. O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho surge em terceiro lugar, à frente do atual chefe do governo, Luís Montenegro. André Ventura ocupa a última posição. Isto é o que revela uma sondagem do ICS e do ISCTE para a SIC e para o Expresso, que avaliou cinco possíveis nomes para o cargo. Carla, então e como avaliam os inquiridos a atuação do governo? Sobre a atuação do executivo, 52% defendem que é tempo do primeiro-ministro fazer uma remodelação. O ministro da Administração Interna, Luís Neves, é o nome mais apontado para abandonar o governo, com 37% das opiniões. Seguem-se a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, com 34%, e o ministro da Educação, Fernando Alexandre, com 18%. O ministro dos Negócios Estrangeiros reforça que a União Europeia tem que ter um papel importante na reconstrução da Ucrânia. Isto depois de terminada a guerra com a Rússia. Paulo Rangel esteve reunido com a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, ontem em Lisboa. O ministro sublinha que a paz tem de ser obrigatoriamente discutida com os 27.

Por um lado, a Ucrânia tem de ser parte das negociações e isso é um ponto que é absolutamente fundamental. É a Ucrânia que tem a capacidade para, obviamente, olhar para essa agenda de negociações e soberanamente decidir, mas em todas aquelas questões em que a Europa esteja envolvida, a União Europeia tem que ter um papel, os países europeus têm que ter um papel e, portanto, nada disso pode ser decidido sem que a Europa esteja presente.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, depois da reunião com o chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, repete que a Rússia não está interessada na paz e defende a necessidade da Europa manter-se unida na defesa da Ucrânia.

A Rússia não está interessada na paz e por isso é que interessa estarmos unidos. Connosco divididos, a Rússia fica à espera de nos despedaçar. Eu digo que eles não estão interessados na paz, porque hoje a Rússia já matou 45 civis esta semana. Se mostrarmos que estamos de alguma forma divididos e, como a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni disse, falarmos com vozes diferentes, então isso joga a favor da Rússia.

A alta representante da União Europeia, Kaja Kallas, depois da reunião com Paulo Rangel em Lisboa. Entretanto, Donald Trump revela que vai anunciar um grande acordo para a Ucrânia, que pode incluir a Europa. O presidente norte-americano não dá detalhes, mas afirma que todos os envolvidos vão ficar entusiasmados.

Vai haver um acordo, vai ser um grande acordo e vai envolver mais do que a Ucrânia. Eu poderia até dizer que isto pode envolver toda a Europa. Vai ser um grande e belo acordo. Vão ficar todos entusiasmados.

Promessa de Donald Trump na Casa Branca, em declarações aos jornalistas. O envolvimento da Europa num acordo de paz para a Ucrânia tem sido defendido tanto por Kiev como pelos parceiros europeus. E vamos ao desporto. O Benfica venceu o Lech Poznań por 3x1, no Estádio da Luz. Os encarnados somam, assim, quatro vitórias em quatro jogos na fase liga da Liga Europa. Marcaram para o Benfica, Rafa Silva, Prestianni e Sudakov. O treinador Marco Silva fala numa vitória justa de uma equipa que soube controlar o jogo.

Em primeiro lugar, uma vitória totalmente justa. Fomos claramente a melhor equipa, mais três pontos. Quatro jogos, quatro vitórias, jogando competições europeias. A primeira parte teve momentos bons da nossa equipa novamente, a forma como controlámos o jogo, como conseguimos jogar em meio campo ofensivo. E depois, em alguns momentos, o controle é tão grande que perdemos, principalmente após ganharmos bola, a definição entre pensar que podemos atacar rápido o adversário ou ficarmos mais com bola e tornarmos a montar a nossa equipa em meio campo ofensivo. Falta-nos um pouco definir melhor estes momentos, mas a primeira parte muito mais controlada nesse aspecto.

A reação de Marco Silva, a vitória frente ao Lech Poznań. O Torreense também venceu na Liga Europa, o Ararat da Arménia por 3x2. O Braga empatou 0x0 no terreno do Aros para a Liga Conferência. Ainda no futebol e depois da despedida de Cristiano Ronaldo da Seleção Nacional, Jorge Jesus revela hoje os convocados para os próximos jogos de Portugal a contar para a Liga das Nações. Ronaldo estava pré-convocado pelo selecionador nacional, mas ontem anunciou o fim da carreira internacional. Não vai estar, por isso, nos jogos de Portugal com a Dinamarca, em Braga, dia 14 deste mês, e com o País de Gales em Cardiff, dia 17, no fecho do grupo A4. Jorge Jesus divulga a lista de convocados ao meio-dia na Cidade do Futebol, em Oeiras. Convocatória que vamos acompanhar em direto aqui na Rádio Observador. Carla, ainda no rescaldo do anúncio de Cristiano Ronaldo, recordamos agora a carreira e os recordes do jogador ao serviço da Seleção Nacional. E forma muitos ao longo dos últimos 23 anos, dos gols às presenças em Mundiais. Cristiano nunca deixou de tentar superar os limites também por Portugal. Miguel Pina Andrade.

No Euro 2004, em Portugal, Cristiano Ronaldo era já um talento emergente no Manchester United e na estreia em grandes competições, o então camisola 17 marca dois gols. Dez anos depois, em 2014, o Campeonato do Mundo no Brasil fica registrado na carreira como a pior participação de sempre em fases finais, com Portugal a ficar pela fase de grupos num torneio em que o avançado jogou lesionado. Mas dois anos depois, tudo foi diferente. Na campanha em França, no Europeu, Ronaldo fez três gols, igual ao melhor registro em fases finais, e a Seleção Nacional festeja o primeiro e único grande título da história até hoje. No Mundial da Rússia, em 2018, Ronaldo chega pela primeira vez aos quatro gols numa grande competição e no Euro 2020, CR7 fez ainda melhor: marcou cinco vezes. Naquela que era apontada como a última grande competição mundial de 2022, o avançado marca apenas uma vez e dois anos depois, o Euro 2024 foi de pesadelo para Cristiano Ronaldo, que fica a zero em solo germânico. Na última competição com a camisola das quinas, no Mundial deste ano, CR7 festeja por três vezes e bate vários recordes. O português acaba a carreira internacional como o único jogador da história do futebol a festejar um gol ou mais em seis campeonatos do mundo. É o melhor marcador de sempre das fases de qualificação, com 41, e ultrapassou o recorde de Eusébio, nove gols, que durava desde 1966, como o melhor marcador de Portugal numa fase final da prova, chegando aos 11 tentos. A marca de CR7 em europeus é ainda maior e o madeirense despede-se do futebol de seleções com os recordes de mais gols, 14, mais jogos, 30, e mais presenças, seis, em fases finais. Cristiano Ronaldo fez 146 gols em 234 jogos ao serviço de Portugal.

Vai jogar em momentos, olha Portugal! Ronaldo! Ronaldo novamente! O estádio vai cantar cima Cristiano Ronaldo!

Miguel Pina Andrade, com os recordes de Cristiano Ronaldo na Seleção Nacional. O último gol de Ronaldo por Portugal foi contra a Croácia, no Mundial deste ano, já com 41 anos, num percurso que começou com 18. A saída de Cristiano Ronaldo da Seleção é também um tema em destaque no site do Observador a esta hora e é o tema da história do dia, já disponível em podcast. São 07h11, Carla, que outras notícias estão em destaque? O ministro da Agricultura anuncia que o setor terá em 2027 o maior orçamento de sempre. José Manuel Fernandes avança com o número: 1.625 milhões de euros. O governante sublinha que a dotação cresce 10% face a 2026, excluindo as verbas do PRR. O ministro da Agricultura esteve a ser ouvido ontem à noite no Parlamento, a propósito do orçamento do Estado para o próximo ano. Flávio Bolsonaro reapareceu em público na Flórida, Estados Unidos. Foi a primeira vez desde que deixou o Brasil, na sequência das eleições presidenciais, que perdeu para Lula da Silva. Bolsonaro esteve na Conferência de Ação Política Conservadora, em Mar-a-Lago, um evento na propriedade de Donald Trump. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, é hoje distinguido com o título Doutor Honoris Causa pela Universidade de Salamanca. A cerimônia conta com a presença do presidente da República, António Guterres Seguro. A sessão solene assinala também a fase final do mandato de Guterres na liderança da ONU, que termina no final deste ano. O Papa Leão XIV dá hoje início no Uruguai a uma viagem pela América do Sul, que vai também incluir passagens pela Argentina e Peru. Esta viagem manteve-se, apesar do líder da Igreja Católica, de 71 anos, ter sido submetido em outubro a uma cirurgia para remover um tumor pulmonar. E vamos agora ouvir U2. Por quê? Estávamos à espera do Bono, que é o cantador. Aí vem ele. Vai lá. Aí está. Isso mesmo. Foi anunciada a segunda data dos U2 em Portugal, porque houve uma corrida à compra de bilhetes. A promotora do espetáculo fez este anúncio agora. Portanto, eles vão atuar a 27 de maio, no Estádio da Luz. Agora foi anunciado que também vão atuar a 28 de maio. Exatamente. É uma espécie de primeira mão, segunda mão. Vêm para apresentar o álbum novo, com um título a pensar em nós, "Carnaval de Luz", em português, assim mesmo, que está quase a sair. Sai dia 13 de novembro. Os bilhetes para esta nova data ficam disponíveis a partir das 10h da manhã. É pôr o nariz no que isto sai a correr. Vão voar. Não é em bilheteira. Não, é online. É tudo online. Não é em bilheteira. Queria ir para a fila. Queria a chuvinha. Levantar early para a cama, estar ali na fila boas horas. Eu tenho saudades dos bilhetes. É isso. Não é, fisicamente. És guardade dos bilhetes. Sim, algumas. Eu tenho alguns também. Isso é que era giro. Agora são todos iguais. Esta gente com esta idade.