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Eu acho que a sua questão é muito importante.
Eu não lhe vou responder essa pergunta, porque não me apetece.
Ficará eventualmente a pergunta no ar.
É uma boa pergunta essa.
É isso, está no ar o Ainda Bem Que Faz Essa Pergunta, sempre com o Paulo Ferreira. Esta quarta-feira falamos de política no tribunal, do oito ao 80, mas Paulo, começamos a pôr automóveis na ordem.
É isso mesmo. Nós ou alguém por nós. Será que é desta que encontramos uma solução para acabar com o estacionamento abusivo nas nossas cidades?
Olha, no Porto vão começar a ser utilizados carros-patrulha com câmaras.
É isso, é a solução mais recente que vai para o terreno. Vamos ver como é que funciona. Em vez de carros-patrulha com dois agentes, que obviamente param, que saem do carro, passam a multa, seguem, e depois quando chegam à esquadra, ainda têm muito trabalho burocrático para fazer com aquelas multas. O que é que vai acontecer agora? Vão ser instaladas nos tejadilhos de pelo menos dois carros-câmaras, carros de serviço, que depois essas câmeras vão poder multar o estacionamento abusivo de uma forma mais rápida. E basta, de facto, um agente para operacionalizar esta solução, que vai ser posta no terreno no Porto. A notícia estava ontem no Jornal de Notícias. Depois, os dados relativos a cada multa são transmitidos diretamente para o sistema utilizado pela Polícia Municipal, evitando que no final do dia alguém tenha que reproduzir toda a informação registrada nas cadernetas de papel para um computador. Portanto, é uma tentativa para pôr alguma ordem no estacionamento abusivo, em segundas, terceiras filas, em cima dos passeios, outras formas que atrapalham o trânsito e a vida dos peões. Nós sabemos que é uma autêntica praga nas nossas cidades, isto à parte também da confusão das cargas e descargas com poucas regras e a qualquer hora do dia, e não se entende bem, de facto, porque as autoridades não conseguem controlar esta praga.
E na China, Paulo, as preocupações são outras.
São outras. Depois do excesso de população, a China está agora preocupada com população a menos.
Há alguns anos que vinham lançando medidas para travar o declínio da população.
É, e ontem foi conhecida mais uma dessas medidas na região de Shangshan.
Eu vi logo que era disso.
Shangshan. Parece que estou com problemas na garganta, mas não, é a mesma região.
Beba água.
No leste da China, vai ser dado um subsídio a todas as jovens que se casem até aos 25 anos. O objetivo é óbvio, se casarem mais cedo, a probabilidade do casal ter um ou mais filhos é maior. O apoio é de 101 yuans, são cerca de 127 euros. Portanto, longe já vão os tempos da política do filho único, em que qualquer casal podia ter apenas um filho. Isto vigorou entre 1980 e 2015. Depois, em 2016, a lei passou a permitir até dois filhos, em 2021 já três filhos, mas mesmo assim os nascimentos continuaram a diminuir nos últimos cinco anos na China. Entretanto, já foram instituídos, ao longo deste tempo, subsídios e licenças de maternidade. Portanto, vamos ver se é desta que a China começa a recuperar população. Nos últimos anos, o país deixou de ser o mais populoso do mundo, do planeta, agora é a Índia.
Paulo, e nos Estados Unidos, a política e a justiça cruzam-se cada vez mais.
É verdade, as primárias do Partido Republicano americano vão realizar-se nas urnas ou nas salas de tribunal.
Pelo menos Trump começa a ter a agenda preenchida por julgamentos.
Muito preenchida.
Vai deixar um buraquinho para a campanha.
Vai sobrar pouco tempo pra campanha. É que são vários os casos e acusações que já recaem sobre o ex-presidente americano: o assalto ao Capitólio em janeiro de 2021, o sobro de uma atriz pornográfica, a retenção ilegal de material ultrassecreto ou a tentativa de manipulação da contagem de votos, isto após as eleições de novembro de 2020. Trump já tem os dias 4 e 25 de março ocupados, e 4 de maio também já estão reservados para ir ao tribunal. Portanto, vamos tomando nota também.
Na agenda.
Na agenda. Sua equipa de advogados de defesa sempre tentou adiar para 2026 estes encontros de Trump com a Justiça. Sabendo que as primárias vão estar ao rubro precisamente no início do próximo ano, Trump não vai ter a vida fácil. Não deixa de ser estranho, de qualquer maneira, que ele continue a ser o favorito para a nomeação republicana. Qualquer sondagem entre os republicanos o coloca muito à frente dos concorrentes. E ele certamente que fará destes problemas judiciais um forte argumento político, apresentando-se certamente como vítima. Aliás, é o que tem acontecido. E quem sabe, isso até pode mesmo favorecê-lo. De facto, olhando pra estas coisas, ficamos com a ideia de que o mundo é um lugar muito estranho.
Exato.
Paulo Ferreira com as perguntas que marcam esta manhã de quarta-feira. Amanhã, a nova edição sempre a seguir ao Jornal das 7.
A questão é difícil. Eu acho que a sua questão é muito importante.
Eu não lhe vou responder essa pergunta, porque não me apetece.
Ficará eventualmente a pergunta no ar.
É uma boa pergunta essa.