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Sejam bem-vindos ao "Aveiro 360", é o podcast semanal da Câmara Municipal de Aveiro, com notícias da cidade dos canais. Esta semana: o pacote fiscal para o próximo ano, a inscrição do barco moliceiro na lista de património imaterial em necessidade de salvaguarda urgente da UNESCO e a terceira semana do programa Boas Festas. Está aprovado pelo Executivo Municipal o pacote fiscal para o próximo ano. Mantêm-se as taxas em vigor e há uma redução. A taxa de participação no IRS vai descer de 5% para 4,75. Uma boa notícia para os aveirenses, sustenta o presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Luís Souto Miranda.
Acho que é uma boa notícia e, sobretudo, um sinal de compromisso e de uma estratégia de alívio da carga fiscal em que a própria Câmara Municipal está empenhada no médio prazo.
Foi ainda aprovado o chamado IMI Familiar, nos 0,35%, e que se traduz numa redução deste imposto para 6 mil famílias. A redução fixa-se assim em € 30, no caso de um dependente a cargo, € 70 para famílias com dois dependentes e € 140 para agregados familiares com três ou mais dependentes. Quanto ao IMI para prédios devolutos, mantém-se agravado em 30%. Olhando para outros impostos e taxas, a chamada derrama, que incide sobre as empresas, mantém-se em 1,5%. A taxa municipal de direito de passagem mantém-se inalterada nos 0,25%. Por fim, o Executivo Municipal decidiu ainda atualizar, de acordo com o valor oficial da inflação, os valores das taxas previstas para o Regulamento Municipal de Taxas e Outras Receitas, 2,43%, e do Regulamento Urbanístico do Município de Aveiro, em 2,34%. Todos estes valores seguem para apreciação e votação da Assembleia Municipal. Fica a certeza, os aveirenses não vão pagar mais impostos em 2026. Barcos moliceiros, imagem de marca do município e região de Aveiro. A arte de construção deste tipo de embarcação está em perigo e acaba de ser inscrita na lista de património cultural imaterial em necessidade de salvaguarda urgente da UNESCO. A candidatura foi promovida pela Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro, CIRA.
Esta medida de classificação tem a ver com a urgência de salvaguardar este património. Um património que passa a ser um património reconhecido internacionalmente. Portanto, há muito poucas pessoas que constroem moliceiros, tem a urgência esta medida de classificação. E agora temos que todos estes municípios e as várias entidades públicas e privadas, tomarmos ações concretas para que haja uma valorização do moliceiro. Se o moliceiro for valorizado, com certeza que haverá mais gente interessada em também os produzir.
Neste momento, há apenas seis pessoas envolvidas na construção de moliceiros, cinco mestres e um pintor dos singulares painéis na proa dos moliceiros. Em 2022, também por iniciativa da CIRA, os moliceiros já tinham sido inscritos no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial. Estes barcos típicos da ria de Aveiro receberam um novo impulso há 20 anos com a utilização para fins turísticos. Hoje são uma marca da região que é urgente preservar.
Quando olhamos para o moliceiro, olhamos sob diferentes pontos de vista. Desde logo, a perspectiva do turismo e da economia, obviamente, mas também há manifestações culturais. A riqueza de ornamentação dos próprios moliceiros são aspetos culturais, uma cultura popular que nós também devemos respeitar. Há aqui a dimensão de tudo que tem a ver com o artesanato e uma vertente também de educação que, a nosso ver, deve acompanhar este esforço de classificação do moliceiro.
É um pedaço da história da ria de Aveiro que não pode cair no esquecimento. Chama-se Hugo Simões, é professor e é o vencedor da quinta edição das residências artísticas STEAM, promovidas pelo Aveiro Tech City, com o objetivo de aproximar o setor criativo e cultural da estratégia de educação STEAM da Câmara Municipal de Aveiro. O professor Hugo Simões venceu com o projeto STEAM Opera Lab, que será implementado na Escola Básica 2/3 de Cacia. Até ao final do ano letivo, os alunos vão escrever um libreto, a música e os cenários de uma ópera, cruzando a ciência, a tecnologia, engenharia, artes e matemática.
Vamos utilizar robôs e um aplicativo, que é o Makey Makey, que serve para controlar sons midis que eles vão manipular durante o concerto. Vamos também, eventualmente, utilizar alguns sensores e luzes no cenário. A parte da arte é a mais fácil. A própria ópera, a música, o desenho, a escrita criativa, o teatro.
O processo de escrita criativa já começou e até já foi descoberto um talento vocal. Hugo Simões é licenciado em música. Atualmente é professor de guitarra na Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Aveiro. Com este projeto, Hugo Simões pretende dotar os alunos de Cacia de novas competências.
Eu acho que a mais-valia para os alunos, a nível pedagógico, é o desenvolver de algumas competências que são essenciais para o seu desenvolvimento pessoal E para a sua vida no futuro, o trabalho em equipa, a criatividade.
Mãos à obra. O tempo passa a voar. Estamos todos à espera do espetáculo em junho. O Natal continua a espalhar magia em Aveiro. O programa Boas Festas entra na terceira semana. Tome nota de algumas sugestões. Esta sexta-feira, às 22h30, a animação do Natal vai ao Hospital de Aveiro. O artista Ícaro Neri leva sons de bossa nova para aquecer corações. Às 14h30, a escola Palco Central apresenta no estabelecimento prisional de Aveiro o concerto de bolso. Guitarra a solo de Paco Navarro apresenta música clássica, o jazz e temas internacionais. No sábado, há dois concertos que não vai poder perder. Às 17h, na Igreja das Carmelitas, concerto de Natal pelo ensemble de guitarras da Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Aveiro. Um concerto de Natal inteiramente dedicado à magia da sétima arte. Às 21h30, na Igreja de Vera Cruz, concerto Missa em Ré, de Antonín Dvořák, pelo ensemble Arte Amoris. É uma das obras sacras mais populares e será apresentada numa das versões até então menos exploradas, com violoncelo, contrabaixo e harmónio. No dia seguinte, domingo, às 17h, na Igreja da Misericórdia, Sons de Natal ao Cais da Noite, com Nuno Alexandrino e Maria Guimarães, e o som do órgão histórico da Igreja da Misericórdia. Também no domingo, mas de manhã, no espaço Red Cloud Marionetas, espetáculo para os mais novos com A Menina que Vendia Fósforos, pela Red Cloud Teatro de Marionetas. História a partir do conto de Hans Christian Andersen. O Natal está a ser vivido com muita intensidade em Aveiro, na Oficina do Pai Natal, instalada no Mercado do Peixe, não falta animação. Nas ruas também não falta cor debaixo da iluminação natalícia e muita animação na pista de gelo. Fica por aqui o Aveiro 360. Regressamos no dia 22 de dezembro. Boas festas e até lá.