Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Está no ar a Boa Moeda, má moeda, sempre com o Paulo Ferreira. O que temos hoje? Black Friday. É hoje?

É hoje.

É hoje?

E vocês estão aqui.

Black Friday, Black Weekend, Black Monday.

Eu imaginei que nem viessem de manhã.

Eu até embaralhei. Já nem sabia qual era a Black Friday.

Claro, eu também confesso que se não fosse isto, também não sabia.

Estamos tanto a ser invadidos de e-mail há tanto tempo.

Há muito tempo já perdemos a noção de qual é o dia mesmo.

Exatamente. Black Week.

É verdade. Mas eu fazia-vos hoje, às 04:00 da manhã, em vez de virem pra cá, iam logo pra fila de uma grande superfície.

Que bom, que sonho. Nem às 04:00 da tarde, hoje não me apanham lá.

Não foi o caso, mas é hoje a Black Friday, de facto. E se não planearam, o melhor é não irem gastar dinheiro. A menos que encontrem aquilo que estavam mesmo a precisar. Mas também, para o meio da confusão, hoje não sei. Há quem goste, quem vá, quem poupe dinheiro com isso. Os descontos hoje estão em todo lado, de facto, e há muito tempo anunciados, vocês sabem. E vai ser prolongado também, já vamos falar disso. Até nos supermercados, até os supermercados já aderiram à Black Friday. Não nas frutas e legumes, mas noutro tipo de produtos. Portanto, vejam bem se está tudo mesmo com desconto e tentem perceber qual era o preço anterior. E atenção, quem falha hoje a Black Friday, tem na segunda-feira a Cyber Monday. Já ficas: "Ufa!"

Essa é mais para o Juca. Cyber Monday é mais pra ele.

Exato. Online, comércio eletrônico, por aí fora. É dedicado a isso, de facto, compras através do site.

Lá estarei.

Pronto, foi provocado, aparece, estão a ver?

Não precisas de testar, basta teres um computador à tua frente.

Essa resposta agora fez-me lembrar há muitos anos.

O Juca é muito nerd, estou a imaginá-lo com aqueles headphones em frente a um computador. Com vários computadores.

Computadores à frente.

Vários ecrãs.

Essa tua resposta, Júlia, fez-me lembrar há muitos anos de um cantautor português. Acho que é público. Quando lhe perguntaram se ele estava disponível pra ir cantar na internet.

Não sei.

Ele disse: "Se ela me convidar, lá irei." Isso vocês encontram aí nas redes sociais, certamente. Segunda-feira é dia de Cyber Monday. Basicamente, que é a transposição desta Black Friday para o comércio eletrônico. Já agora, essa Cyber Monday foi criada em 2005, nos Estados Unidos, portanto estávamos ali no final dos primórdios, mas estávamos ainda com a internet a ganhar fôlego. E pra marcar a segunda-feira de regresso ao trabalho dos americanos depois do Dia de Ação de Graças, que é uma espécie de Natal pra eles. Há ali uma folga de quatro dias, não são muitas nos Estados Unidos, não há muitos feriados, muito menos pontes. É aquele período em que eles se reúnem com as famílias. E esta segunda-feira significava que a população voltava a ter acesso à internet logo no início, porque regressavam ao trabalho e não havia assim tantas casas com internet em casa, sobretudo com condições boas de navegabilidade.

Isto em 2005.

2005. Estavam todo fim de semana fora, sem acesso à internet, e nessa altura foi criada esta Cyber Monday para estimular ainda mais o consumo no país, que já consome muito. Mas não se esqueçam, hoje é Black Friday, não façam muitos disparates.

Depois há o Black Weekend e depois a Cyber Monday, a Cyber Week.

E depois vem o Natal. Depois tu fazes anos e depois o Natal. Vamos lá fixar as datas importantes.

As datas que devem ser. Juca, ias dizer?

Eu?

Sim.

Não, eu estava aqui muito caladinho a ouvir e muito atento, que eu já estou em Black Friday.

Claro. O Júlio já está a abrir o browser pra fazer a pesquisa.

Já está louco ali a fazer compras. Lá vai ter errado mais do que uma torradeira. É a quarta torradeira este ano.

E já vi aqui umas meias, cinco pares de meias.

A 0,99 €?

A 0,99 €, a cinco.

A cinco? Bem, pois, aproveita. Encomenda pro Paulo também.

Eu peço muitas vezes.

Paulo, entretanto, coisas que importam. Começam a aparecer resultados dos testes da semana de quatro dias.

É verdade. Há um ano começaram algumas empresas cá em Portugal a pôr em prática essa medida e agora começam a ser feitos os balanços. Uma dessas empresas foi a 360 Imprimir, aquela empresa que no fundo personaliza uma série de coisas, cartões de visita, canecas, tudo, que cresceu muito nos últimos anos. E esta empresa, que está num regime de quatro dias de trabalho por semana, há um ano, fala em resultados muito positivos desta experiência. O resultado que é mais destacado pela empresa é a taxa de absentismo, que caiu 50%, caiu pra metade. A capacidade para reter trabalhadores também aumentou, isto é, as pessoas sentem-se melhor ali. A tendência para haver saídas da empresa é menor. E a maioria das chefias diz não ter notado uma quebra no desempenho das equipes. A taxa de absentismo, que é a mais destacada, caiu para metade, de 0,43%, isto é o número de dias ou de horas totais na empresa em que as pessoas não vão por vários motivos, e caiu para 0,22%, portanto, para metade. E a produtividade por hora, que esta empresa mediu, caiu ligeiramente, caiu 1,3%. É um número que a empresa interpreta como uma estabilidade no indicador, portanto não tiram nenhuma relação disto. Por outro lado, 18% dos trabalhadores dizem que não conseguem usufruir sempre daquele dia extra, depende também, obviamente, do volume de trabalho que têm. No caso das chefias, é cerca de um quarto, 24%, que não conseguem tirar aquele terceiro dia off. O terceiro, porque os outros dois são fim de semana, ainda que sejam deslocados muitas vezes na semana, dependendo das profissões. Ainda assim, os dados continuam a mostrar que implementar a semana de quatro dias continua a ser mais difícil para as chefias. Percebe-se.

Claro que sim.

Estão mais ligados, têm mais coisas pra resolver fora de horas.

Respondem diretamente a mais pessoas.

Exato. São mais responsáveis, também são mais bem pagos por isso. Esta empresa, a 360 Imprimir, implementou um modelo de 36 horas de trabalho semanal, divididas por quatro dias por semana, portanto, no fundo, são nove horas por dia em quatro dias, ou seja, não há uma redução direta das horas referentes àquele dia. E a maioria dos trabalhadores abrangidos, uma larga maioria, 78%, tem o dia extra de descanso fixo, portanto, sabe qual é o terceiro dia em que para. E 22% deles, áreas operacionais, atendimento ao cliente, vão alternando para garantir que há sempre alguém disponível. Isto acontecerá em muitos setores, obviamente, em que se trabalha ou sete dias por semana, ou então seis dias por semana, ou então em horários desfasados. A maioria das chefias está satisfeita com este modelo. 92% dos chefes desta empresa disseram estar agradados, muito ou parcialmente agradados com o desempenho da equipe, com a experiência. É um exemplo entre vários que vão surgindo, certamente, mas há aqui essa nota: menos absentismo, muito menos absentismo, o que é normal, porque as pessoas, se tiverem um dia livre, sobretudo durante o dia de semana, para tratar de certas coisas, dispõem desse dia, não precisam de faltar para, muitas vezes, tratar de papeladas, essas coisas todas. Não é que Portugal seja um país burocrático.

Não, não é por isso, é só porque às vezes as pessoas são esquisitas.

É isso mesmo.