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Começa agora mais uma boa moeda, má moeda, sempre com o Paulo Ferreira. Vamos aos saldos, Paulo?

Vamos lá.

Vamos lá. 150 mil viagens de autocarro.

Preços baratinhos. O anúncio é da FlixBus, aquela empresa que veio, de alguma forma, revolucionar, trazer muita concorrência.

Veio revolucionar os comboios.

150 mil.

É muita viagem.

São muitas viagens em Portugal, claramente, válidas entre 23 de fevereiro, começou ontem, e 29 de março, ainda há aqui um mesinho pra aproveitar. No fundo, a FlixBus anuncia isto dizendo que é para apoiar a mobilidade e a recuperação após a depressão natalícia das pessoas que têm que se deslocar. As reservas destas viagens já estão disponíveis desde sexta-feira passada, podem ser feitas até à meia-noite do dia 1 de março. A reserva é que tem que ser mais rápida para aquele período até final de março, até domingo. E os preços destas 150 mil viagens variam entre €1,99 e €2,99. Aqui números redondos entre €2 e €3. O número de lugares a estes preços reduzidos é limitado, isto é, não são os autocarros inteiros que têm estas viagens.

Todas as pessoas.

Sim, e a empresa provavelmente teria um rombo nas contas, de alguma maneira. Há aqui um efeito também de otimização, que é normal. É limitado esse número e é expectável, obviamente, que os percursos mais procurados esgotem rapidamente. Quem precisar ou quiser fazer essas viagens, é ir rapidamente. A medida abrange todas as ligações domésticas em Portugal, de norte a sul do continente, através de viagens diretas ou de ligações, se quisermos, de conexões, e os preços variam neste intervalo entre os 1,99 e 2,99, de acordo com a distância. Os bilhetes estão disponíveis online, é ir a flixbus.pt, na app, na bilheteira da Estação Oriente em Lisboa, nos pontos de venda Paga Aqui e nas agências de viagens parceiras da FlixBus, no fundo, nos pontos de venda habituais de bilhetes da FlixBus.

Até domingo.

A reserva é até domingo, as viagens podem ser feitas depois, marcadas até o dia 29, cá está, em função ainda da disponibilidade. Quem precisar ou quiser, faça.

Paulo, entretanto, o número de desempregados caiu no mês de janeiro.

Caiu 11% em termos homólogos, comparando com janeiro do ano anterior, o que significa que é mais um bom sinal do mercado de emprego, que está pujante, de alguma maneira. Estamos naquela situação, ou próximos daquela situação a que os economistas chamam de pleno emprego. O pleno emprego nunca significa que está toda a gente com emprego, significa que o desemprego é relativamente residual. Quando comparamos com dezembro, no entanto, o número de desempregados inscritos subiu 3,8%. Há aqui um efeito de sazonalidade. Em dezembro há muitos empregos ligados com o Natal, com o excesso de atividade das lojas, do comércio, de setores como restauração, pastelaria e por aí fora. Há empregos temporários para aquele período, que acabam depois no final do ano e daí também haver um aumento do número de pessoas inscritas. Aqui estamos a falar dos desempregados inscritos no Instituto de Emprego e Formação Profissional. Feitas as contas, são cerca de 310 mil pessoas e quando olhamos aqui para grupos profissionais que têm mais pessoas inscritas no centro de desemprego, olhamos aqui e vemos trabalhadores não qualificados, de uma forma genérica, depois trabalhadores de serviços pessoais, de proteção e segurança, vendedores, especialistas das atividades intelectuais e científicas ou pessoal administrativo. São estes os setores mais afetados, de alguma forma, alguns serviços assim não tão qualificados.