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Este é o som da comissão de inquérito das manhãs 360, em que desafiamos os nossos políticos a responderem a cinco perguntas sobre a atualidade. Hoje, é nosso convidado, João Almeida, deputado do CDS. Bem-vindo. Obrigada por ter aceitado o convite.
Obrigado o convite. Bom dia.
As regras são do mais simples que há. Temos cinco perguntas para lhe fazer. Por cada resposta certa, recebe cinco pontos. Se pedir ajuda, a nossa, não tem ajuda do público, nem pode telefonar pra casa, só tem direito a dois pontos e se der uma resposta errada, não pontua. Só pra ter uma ideia do atual ranking, na terça-feira, o António Mendonça Mendes fez 15 pontos. Ontem, Isabel Mendes Lopes fez o mesmo, 15 pontos. Vamos ver se consegue bater este.
Consegue bater.
Vamos lá começar. Além de político, jurista, já teve outros cargos, um deles ligado ao futebol, foi presidente dos benfiquenses.
Sim.
Em que ano é que o Estádio do Restelo esgotou pela primeiríssima vez?
Pela primeira vez?
Primeira vez na sua longa história.
Na história do clube, não da sua história.
Não, na história do clube, que faz este ano 105 anos.
O estádio, num jogo de futebol.
Sim.
Vale dizer que jogo é que foi ou não?
Vale dizer, mas não, é o ano, eu quero o ano.
Foi contra o Sporting.
Não foi.
Não?
Não. Mas como não é essa a pergunta, não conta ainda.
Exatamente, foi só pra ver se estava com atenção.
Primeiro, já zero pontos.
Não, pra ver se estava com atenção.
Quer ajuda?
Estou a tentar.
Está a tentar. Não quer ajuda?
Pode ser ajuda.
Então vá.
Eu não sei.
Vamos lá. 1959, 1969 ou 1979.
Sessenta e nove. Cinquenta e nove.
Foi no jogo com o Benfica.
Pois.
O Benfica. E sabe qual foi a receita de bilheteira nessa altura? 566 contos. Deve ser uma fortuna.
Imaginem a época.
Sim.
Eu tinha jurado que me iam perguntar em que ano é que o Belenenses tinha sido campeão.
Essa era fácil. Vinha preparado pra essa.
E em que ano foi inaugurado o estádio?
O estádio.
Por isso é que eu dei essa.
Mas essa não é pra ranking.
Não, esta é só uma curiosidade.
Esta já falhou.
Essa já falhei, portanto, cinquenta e seis.
56.
É. Só foram os sons para o animar.
Esta era mais difícil.
Esta era mais difícil que a anterior. Aliás, recomendo a leitura de um excelente artigo que foi publicado quando o Estádio do Restelo fez os 60 anos. Está n'O Observador, o autor fui eu.
Excelente artigo.
Está com excelente qualidade. É por isso que eu me lembro.
O clube faz este ano 105 anos. Impressionante. João Almeida, qual dos candidatos às europeias tem falhado mais pênaltis na campanha eleitoral?
Eu acho que a Marta Temido. Eu não vi ontem, que estava em viagem, mas disseram-me que ontem falhou vários também numa entrevista. Acho que tem, obviamente que a minha opinião é parcial, mas tem feito uma campanha muito tensa, um pouco até inesperado que assim fosse. E acho que o Sebastião Bugalho tem conseguido fazer uma campanha bastante mais à vontade, mais natural, mais espontânea. E pronto, depois cada um dos outros candidatos também a tentar ir atrás do seu objetivo. Mas diria talvez que a Marta Temido e, sinceramente, tem-me surpreendido também, até porque o conheço, a campanha de João Oliveira, que esperava que pudesse-
No bom sentido? Tem surpreendido em que sentido?
No mau sentido, não da campanha, mas do efeito. Eu acho que se o PCP tinha alguma hipótese de inverter a tendência decrescente que tem neste momento, seria com o João Oliveira, e não me parece que isso esteja a acontecer. Tentando analisar de uma forma independente a campanha, o que é difícil, obviamente, diria que se calhar estes dois dados: a tensão da Marta Temido e a incapacidade do João Oliveira de inverter a tendência descendente do PCP.
E Sebastião Bugalho está a corresponder às expectativas que a AD tinha quando fez o convite?
Que a AD tinha, não sei. Conheço o Sebastião antes desta escolha e não estive envolvido na escolha.
Todos nesta bolha conhecemos de alguma forma o Sebastião Bugalho há alguns anos.
Claro, mas a questão é: não estive envolvido na escolha e na ponderação que foi feita. E relativamente às expectativas, imagino que sim, mas não estive. Relativamente àquilo que eu salientei há pouco, é que o Sebastião acho que está a ser autêntico na campanha, e isso é muito importante. Quando na política se abre espaço a independentes, e é sempre uma discussão que se faz, se é bom, se é mau abrir a independentes, eu acho que a melhor coisa que pode haver é quando os independentes vêm pra política, não queiram, de repente, vestir as vestes de políticos e deixarem de ser aquilo que eram antes e que foi a razão de ser da política se abrir, porque a política ganha com os independentes.
Bem que o Luís Montenegro quer que o Sebastião Bugalho seja militante do PSD.
Sim, está bem. Já o disse. Mas eu não diria tanto por aí. Eu acho é que é esta a questão: é bom, e isso refresca a política, que apareçam pessoas que mantenham não tanto a sua independência de ficha, porque isso não conta nada, mas a sua independência de espírito. Isso é que é o mais relevante. E acho que o Sebastião tem conseguido manter isso. Ainda ontem também vi uma declaração que tentaram pô-lo mais ligado àquilo que é a governação. Ele disse que não era comentador ou defensor da governação, e conseguiu. Isso não é fácil.
Tem conseguido fazer isso.
Para um candidato que é representante de uma coligação que está no governo, ainda por cima sem maioria no Parlamento, com as questões que se colocaram durante a campanha, ele está a conseguir fazer uma campanha que é muito mais campanha de europeias e dele do que campanha da força política do governo, da coligação do governo e da defesa do primeiro-ministro ou do governo, e não do projeto.
Portanto, temos aqui um ponto de lança. Vamos à segunda pergunta, João Almeida. Paulo Portas foi o presidente do CDS que mais tempo esteve na liderança do partido. Foi entre 1998 e 2016, com o intervalo ali da presidência de Ribeiro e Castro. A pergunta é: onde foi o congresso que elegeu Paulo Portas pela primeira vez?
Braga.
Ah! Esta eu disse que ela foi buscar lá. Estava lá. Paulo Portas ainda tem futuro político, João Almeida?
Futuro político tem certamente. Acho que o Paulo Portas será sempre uma das principais vozes, cabeças da política portuguesa e da política para além.
Activa?
O activo dependerá da vontade dele. Perguntam-me isso muitas vezes: "Mas o Paulo Portas ainda vai?". Acho que nem ele sabe. Acho que nem ele sabe, porque sem algum momento, acho mesmo. Acho que se em algum momento se colocar a hipótese, vai ponderar e decidir. Não é uma coisa se dizer assim: "Tem planeado e está a fazer as coisas para..." Não. Aí a resposta é evidente. Não.
Se bem que há cargos e funções que dependem sobretudo da vontade própria. Presidente da República, por exemplo.
Claro. Neste momento, qualquer que possa ser um cargo ou uma função que o Paulo Portas venha a desempenhar, depende dele.
E qual é que é o momento para se começar a decidir?
Nunca seria num contexto partidário, não faz sentido já, acho que isso foi um ciclo que terminou, essa lógica. Portanto, seria sempre num cargo diferente e com uma componente muito grande de vontade pessoal.
Qual é que é o momento para se decidir as próximas presidenciais? Até porque politicamente o calendário está muito intenso.
Por isso, acho que mesmo esta instabilidade que existe, não vale a pena negá-lo, em termos parlamentares condiciona um pouco isso, porque, por exemplo, se o presidente da República atual tiver ainda de decidir sobre questões que tenham a ver com dissolução da Assembleia da República ou não, e se adiará com certeza, nenhum candidato presidencial vai querer pôr-se a jeito, desculpem a expressão, para ter de estar já a comentar aquilo que não vai ser decisão sua. E dizer: "Se já fosse presidente, decidia assim ou decidia assado". E portanto, acho que isso tenderá até a adiar. E eu ouvi, por exemplo, aqui o António Mendonça Mendes falar do outro lado do espectro político e também nem à esquerda, onde seria mais normal que aparecesse mais depressa, se calhar, um candidato. A esquerda não elege um presidente da República desde 2001, que aparecesse e também não apareceu. Portanto, acho que vai ser mais tarde do que se calhar é costume.
Mas há outros nomes na área partidária da direita como bons possíveis candidatos a presidente da República?
Acho que confirmando a tendência que tem existido nos últimos anos, há mais nomes à direita que à esquerda, curiosamente. E é interessante isso, porque a esquerda tem governado muito mais tempo o país, mas chegando às presidenciais, o que tem acontecido é que a direita tem tido mais personalidades com essa capacidade.
A direita não se importava de trocar, de inverter essa tendência.
Não, pelo menos eu não, de maneira nenhuma. Preferia mil vezes governar, ter a direita a governar o país do que na presidência da República. O nosso regime, obviamente, aponta para aí o poder estar concentrado na Assembleia da República e no Governo, como é evidente.
Mas Paulo Portas podia ser um nome da direita para unir e uniria o PSD ou CDS, neste caso?
Temos de esperar até à altura e analisar. Depende de quem mais se pudesse apresentar. Acho que hoje em dia é evidente que o Paulo Portas fez um percurso, quer na política ativa, quer pós política ativa, que abre essa possibilidade, mas não será o único e nunca o será se a vontade dele não for essa.
Não quiser. E João Almeida, muito rapidamente, que avaliação é que faz, sobretudo deste segundo mandato do Marcelo Rebelo de Sousa?
Não há. Isso não posso dizer de outra maneira. Acho que tem sido um mandato em que a função presidencial tem estado exposta muito mais do que o que seria necessário por responsabilidade do presidente da República, porque em muitos momentos e em muitos assuntos se expôs, e com isso expôs a função presidencial, nos comentários que faz muitas vezes, mas também nalgumas decisões e, portanto, não só nos comentários e depois pela instabilidade política, que aí é provavelmente a maior diferença. Se este primeiro ponto já tinha sido visível, embora não com tanta intensidade no primeiro mandato, o da instabilidade política é claramente uma diferença em relação ao primeiro mandato. No primeiro mandato de Marcelo Rebelo de Sousa, com críticas até da minha área política.
Sim, porque era acusado de uma excessiva cumplicidade com o governo.
Exatamente, com críticas da minha área política, e eu acho que algumas vezes com razão, fez tudo para privilegiar.
Mas é com maioria absoluta que Marcelo se torna.
Não, o primeiro não.
Não, exatamente, estou a dizer agora neste segundo mandato com maioria absoluta.
Exatamente.
Vamos avançar?
Sim, e agora temos uma pergunta.
Tem cinco pontos.
Temos aqui uma pergunta sobre eleições europeias, sobre as primeiras eleições europeias, e a pergunta é: quantos eurodeputados o CDS elegeu nessas primeiras eleições europeias em 1987?
Ora bem, em 87.
Portanto, era quase o João Almeida, ainda era nascido.
Não votei. Portanto, o cabeça de lista era o Francisco Lucas Pires, vou começar.
Está correto. Não dá pontos, mas está correto.
O CDS teve uma boa tática.
É para ver se nós dizemos pronto, essa também vale.
Teve qualquer coisa como 15%, à volta disso.
Teve 15%.
Agora só falta acertar neste.
Francisco Lucas Pires, 15%, como diria o engenheiro Terres, agora é fazer as contas, saber quantos deputados tínhamos na altura e quanto é que corresponde 15%.
Eram 24.
Foram três.
Foram quatro.
Eu estava na dúvida entre os três e os quatro. Era essa a dúvida.
João Almeida, alguma vez vamos voltar a ter o CDS conseguir estes resultados e sozinho, o grande teste à sobrevivência do CDS é quando voltar a apresentar sozinho em eleições
O CDS já se apresentou sozinho a eleições depois da eleição para a Assembleia da República na Madeira. E se calhar para fora não é tão evidente como teste, para nós foi importante. Para nós foi muito importante esta eleição na Madeira por uma razão que eu acho que é compreensível. Nós também tínhamos estado muito tempo no governo da Madeira, saímos de uma coligação e íamos a votos numa eleição difícil e elegemos dois deputados. E portanto, acho que naturalmente esse teste existirá.
Mas é difícil às vezes transpor isso para a realidade nacional.
Não estou a dizer na lógica de transpor, estou a dizer é possível um partido que esteve no governo, as circunstâncias na Madeira até eram mais difíceis, se calhar do que em termos nacionais, porque havia um JPP que capitalizava a oposição ao governo. Portanto, um partido que decide sair de uma coligação de governo, tinha muito pouco espaço para se poder afirmar e portanto, acho que não é para transpor, mas foi para nós interessante ver esse movimento. Acho sinceramente que o que aconteceu ao CDS em 2022 foi excecional, condicionou para futuro. Não conseguimos voltar ao ponto em que estávamos antes automaticamente, mas eu acho que vamos voltar a ter esse resultado e que vamos voltar a eleger grupos parlamentares do CDS sozinhos.
Tem cinco pontos, precisa acertar nas próximas duas. Eu vou facilitar-lhe a vida de alguma maneira. Esta é muito fácil. É muito fácil. Quem disse e para quem disse: "Um esquadrão de cavalaria desfilada na sua cabeça não esbarra contra uma ideia."
Para o André Ventura.
Essa foi de caras.
Esta era muito fácil.
Foi uma asinha. O CDS tem perdido votos para o Chega.
Claro, não vale a pena negar a realidade. Acho que não tem perdido, se calhar, tantos votos para o Chega como o PS ou o PCP, que têm perdido mais votos para o Chega e chegaremos ao momento em que isso se analisará. E acho que, por exemplo, a votação de ontem do Chega não é indiferente.
A votação de ontem, estamos a falar do IRS no Parlamento.
Eu estranho não se discutir isso, porque eu acho que o Chega o que fez foi uma votação muito mais ideológica do que tática. O Chega sabe que tem muito voto de esquerda na sua base eleitoral e, portanto, este discurso de que o que interessa é baixar, claro que estes discursos são muito simplificados e não há nada pior do que discutir IRS em Portugal, as pessoas não fazem ideia sequer como é que funciona o sistema.
É complexo.
Por isso mesmo, devia ser muito mais simples, com menos escalões. Mas mesmo a questão da progressividade, das taxas marginais, as pessoas não sabem e, portanto, discutem de uma maneira que muitas vezes não tem nada a ver com a realidade. Mas este discurso de que é preciso baixar os impostos a quem ganha menos, o que ninguém contesta, a proposta da AD também os baixava, tem muito a ver com essa preocupação que o Chega tem em conservar um eleitorado, que é um eleitorado que tradicionalmente votava à esquerda e que votou agora no Chega.
Mas na altura desse debate de 2022, vê quase uma mudança ideológica do Chega, em que na altura o confronto era muito mais com o CDS e agora está muito mais no espaço político de esquerda.
É natural, a partir do momento em que elege 50 deputados, obviamente que não os elegeu todos à direita, e que tenha essa preocupação. Agora, isso tem de ser claro. Isso tem de ser claro e, portanto, tem de haver um debate. Eu acho que é preciso haver um debate mais profundo e a discussão sobre o extremismo beneficia o Chega, porque depois não permite, por exemplo, colocar ao Chega uma questão muito importante, quer dizer, um eleitor de direita, vamos voltar isso, um eleitor de direita que votou no Chega à espera de uma mudança porque está farto do socialismo, com a votação de ontem do IRS, está satisfeito com o voto que deu ao Chega? Acho que isso é que é uma questão que é importante. Quem achou que durante estes oito anos o país esteve nivelado por baixo, que não se teve a capacidade de dizer: "Nós temos que incentivar quem possa efetivamente progredir socialmente, quem possa ganhar mais, para que as pessoas vejam uma vantagem em estar em Portugal e não irem para outros países." Agora, se olharem e dizerem assim, nós já sabemos que mesmo quando o Partido Socialista perdeu as eleições, quando se olha para o sistema fiscal, continuamos com os mesmos complexos e a não valorizar quem possa efetivamente ter uma progressão na carreira, as pessoas vão se sentir desincentivadas. E desta vez é impossível que não se aponte ao Chega grande parte desta culpa e quem à direita votou no Chega à espera de mudança, ontem em vez de ter mais mudança, teve mais socialismo.
Luís Montenegro, por isso fez bem em seguir a política do não é não?
Acho que isso é evidente. O não é não foi clarificador.
É porque temos uma maioria muito significativa de direita no Parlamento.
Mas a direita também quando a esquerda fez a geringonça, disse que não valia tudo. E, portanto, está a ser coerente com isso. Manteve uma postura de princípio e não abdica dos seus princípios em função de uma conjuntura que poderia levar a isso, fazendo uma coisa, que é não ficando a queixar-se das circunstâncias. O governo, naquilo que depende apenas de si, tem governado. É indiscutível que em todas as áreas da governação em que o governo não precisa do Parlamento, tem havido avanços. E, portanto, neste momento, não se poderá nunca apontar ao Luís Montenegro, à Aliança Democrática e ao governo, qualquer limitação no exercício daquilo que foi a sua proposta eleitoral, porque isso está a acontecer.
Claro, mas as condições de governabilidade não são boas. Última pergunta precisamente sobre isso, senhor Almeida: quantos deputados tem neste momento a esquerda no Parlamento, incluindo aqui o PAN?
78 do PS, cinco do Bloco, 83, quatro do PCP, 87, quatro do Livre, 91, um do PAN, 92.
Muito bem.
Este devia valer 10 pontos.
Com parciais e tudo.
Eu acho que sim.
Com parciais e tudo.
E eu ainda estou mal nas duas. Não nas europeias, do CDS, nas do Lourenço. Fantástico. De facto, esta composição parlamentar leva-nos a perguntar várias vezes quem é que governa, afinal. E ontem tivemos mais uma prova disso, agora independentemente do Chega votar sim ou assado.
Naturalmente.
Como é que isso vai ser, posteriormente?
E por isso eu acho que à direita, e concretamente na AD, deve haver uma reflexão, e é importante haver uma reflexão sobre estas condições de governabilidade. E os deputados que estiveram envolvidos neste processo têm-no dito, que houve tentativas, que houve um esforço no sentido de conciliar as propostas.
Só que o PS diz que não.
Sim, mas o Chega não diz que não. E o PS diz que não foi suficiente. Eu ouvi o António Mendonça Mendes aqui, diz que não foi suficiente. Mas acho que devemos ser humildes e pensar se estamos a fazer tudo da forma certa nessa negociação, porque o primeiro esforço é nosso. E acho que devemos, no Parlamento, procurar ao máximo ter essas condições e ir ao encontro de uma negociação, que só é possível com quem queira negociar também e não esteja a servir-se disto para uma estratégia, supostamente eleitoral.
E se tivesse neste momento que fazer um prognóstico sobre a aprovação ou não do Orçamento do Estado para 2025, isto não é uma pergunta, é um contra. O que é que diria? Que vai ser aprovado ou que vai ser chumbado?
Vai ser aprovado. Eu acho que o avanço da governação vai ser de tal maneira relevante à data da discussão do orçamento, que o prejuízo para quem queira impedir esse orçamento de ser aprovado e muitas das soluções que se estão a construir neste momento de serem concretizadas, será maior do que o eventual benefício eleitoral que podem ter de umas eleições antecipadas.
E o resultado das europeias pode também pesar nessa conjuntura?
Não, nós vamos achar durante 15 dias ou três semanas que sim, e depois vamos virar e vamos nos esquecer disso. Hoje em dia, a realidade é muito dinâmica e tudo aquilo que parece importantíssimo. Eu lembro-me que o Chega, quando fez aquele número todo do Presidente da República, achava que isso ia ter impacto nas eleições europeias. Já pouca gente se lembra. Hoje em dia, a realidade evolui muito depressa e, portanto, acho que quando chegarmos ao orçamento, já ninguém se vai lembrar do resultado das europeias e não vai ser esse o principal fator, seja qual for o resultado.
Vamos às contas finais. Temos 15 pontos.
15.
Tudo a 15.
Eu quase estava tentado a dar dois pontos extra por causa daquela resposta.
O João Almeida respondeu a 10 perguntas. Todas certas.
Sai daqui com 17 pontos. Fica em primeiro no ranking. Sai daqui com 17 pontos. João Almeida, deputado do CDS. Muito obrigada por aceitar o nosso convite. Foi um gosto.
Muito obrigado