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Nos próximos minutos passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional, hoje com a edição do jornalista Ricardo Lopes. Bom dia, Ricardo.
Ora viva, Miguel.
Começamos esta edição da conferência de imprensa com atenções viradas para o Jornal de Negócios, que dá conta que depois de falhado o negócio com a espanhola Mueve, a Galp continua disponível para novas parcerias estratégicas.
É um dos principais destaques na manchete do jornal econômico, que ouviu os dois presidentes executivos da petrolífera portuguesa. A operação previa a integração de vários negócios das duas empresas, acabou por não avançar por falta de acordo sobre as condições comerciais. Ainda assim, a Galp não fecha a porta a uma operação semelhante no futuro. Maria João Carioca, uma das líderes da empresa, garante que os benefícios estratégicos do negócio continuam a fazer sentido, embora não exista qualquer prazo para novas negociações. Dar nota que o mercado reagiu mal a este desfecho deste negócio. As ações da Galp caíram quase 11% na Bolsa de Lisboa esta passada segunda-feira. Um dos pontos mais sensíveis desta negociação era a refinaria de Sines, a única em funcionamento em Portugal, que passaria a ser controlada majoritariamente pela empresa espanhola. O governo reagiu através da ministra do Ambiente, Maria Graça Carvalho, admite que havia receio de Portugal perder o controle da refinaria. Já a petrolífera ressalva que estas preocupações do governo não tiveram influência no fim das negociações.
Seguimos, Ricardo, para o Diário de Notícias, que revela esta manhã que uma observadora da Amnistia Internacional está entre os feridos da intervenção policial da madrugada de domingo, no Rossio, em Lisboa.
Sim, uma mulher que terá sido atingida com uma bastonada no braço e precisou de receber assistência hospitalar. O caso ganha outros contornos, porque estes observadores, Miguel, da Amnistia Internacional, são elementos identificados com coletes amarelos, acompanham manifestações para monitorizar e avaliar também o respeito pelos direitos humanos, documentam e reportam eventuais abusos. Além disso, a PSP é previamente informada da presença destas equipas. Segundo este artigo, estavam quatro observadores no Rossio na madrugada de domingo. E outro dado importante é que vários manifestantes denunciam ter sido atingidos com bastões na cabeça. A cabeça é considerada uma área vermelha, são zonas onde os impactos podem provocar lesões graves e, no limite, a morte de quem sofre esse golpe. A utilização do bastão nestas áreas só é admitida em situações extremas de legítima defesa, cenário que, como vimos, não se verificou. O jornal recolhe testemunhos de vários feridos, incluído dois homens que dizem ter sido atingidos repetidamente na cabeça. A Inspeção-Geral da Administração Interna já abriu um processo para apurar as circunstâncias das intervenções policiais, tanto em Lisboa como no Porto.
E com o inverno à porta, o Jornal de Notícias fez as contas para avisar que aquecer a casa pode fazer disparar a conta da luz em quase 80 € por mês.
É o destaque que está na quarta página do jornal, que compara, faz o exercício de comparar os custos de diferentes equipamentos de aquecimento e há diferenças significativas. Segundo os cálculos apresentados, um aquecedor a óleo, por exemplo, utilizado durante cinco horas por dia, pode acrescentar cerca de 50 € à fatura mensal. Já um termoventilador representa um aumento de quase 30 €, mas é o ar-condicionado que se torna mais dispendioso, é o valor mais elevado nesta comparação. Falamos de um acréscimo que pode chegar aos 79 € mensais, o valor que refere o título deste artigo assinado pela jornalista Edile Ribeiro. Frisar que estes valores são calculados com base em simulações feitas para uma família de quatro pessoas. Os especialistas deixam alguns conselhos para evitar grandes surpresas na conta da luz, melhorar o isolamento da casa, aproveitar a luz solar e regular a temperatura, são algumas destas recomendações.
De Portugal, seguimos para o Brasil. O Folha de São Paulo dá conta de uma queda de quase 14% na Bolsa de São Paulo, na sequência da reeleição de Lula da Silva.
A maior queda num só dia desde março de 2020, no início da pandemia. O cenário foi de tal forma negativo que a bolsa chegou mesmo a suspender as negociações durante meia hora. Foi acionado o chamado circuit breaker, basicamente, um mecanismo de segurança que interrompe temporariamente as transações, isto quando os mercados registam quedas muito acentuadas. Foi a primeira vez que tal aconteceu desde 2020, mas não foi só a bolsa a reagir negativamente. O dólar valorizou mais de 8% face à moeda brasileira, naquele que foi o maior aumento desde 1999. O que explica esta reação dos mercados? Perguntas tu, Miguel. Segundo este artigo da Folha de São Paulo, muitos investidores apostavam numa vitória de Flávio Bolsonaro, que, como sabemos, acabou derrotado. Então a reeleição de Lula apanhou parte do mercado de surpresa, aumentou os receios quanto à evolução da despesa pública e também da dívida brasileira.
Do Brasil, vamos até Israel, Ricardo, porque na última hora, são esta hora, 06:00, abriram as urnas para as eleições legislativas e o jornal israelita The Times of Israel dá conta precisamente dos 7 milhões de eleitores que são chamados hoje a votar.
Sim, nestas que são as primeiras eleições desde os ataques do Hamas em outubro de 2023, os israelitas vão às urnas pela primeira vez desde esse ataque, que mudou drasticamente a vida política do país, e as sondagens apontam para um confronto renhido. De um lado, o atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, do outro, o antigo chefe das Forças Armadas. As sondagens dão, neste momento, um empate técnico. Nenhum dos blocos políticos tem, para já, uma maioria garantida. São necessários pelo menos 61 dos 120 lugares do Parlamento israelita para formar governo. As urnas encerram às 8 da noite, hora de Portugal continental, altura em que deverão ser conhecidas as primeiras sondagens à boca das urnas. E aqui na Rádio Observador vamos acompanhar tudo a par e passo.
É isso mesmo, Ricardo. Conferência de imprensa hoje com o Ricardo Lopes.