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Começa agora mais uma Comissão de Inquérito das manhãs 360. Hoje, é nosso convidado Miguel Thirret, ator e encenador brasileiro. Olá, bom dia, bem-vindo.
Bom dia a todos, muito obrigado pelo convite.
Então, essa noite .
Estamos aqui para falar.
Tantos sonhos.
Nossa, muitas. Tinha muita coisa em jogo. Aqui não está nem uma questão de um partidarismo, de uma defesa, de um lugar específico, de um petismo ao longo de uma vida. Não é isso. É porque o que estava em jogo do outro lado, um possível domínio total e absoluto do Bolsonaro com a Amazônia na mão.
Já vamos falar sobre isso tudo.
Vamos lá.
Antes de mais, já ouviu a Comissão de Inquérito? Tem uma ideia do que o espera?
Não.
Ótimo. Assim é que nós gostamos.
Olha, eu quase menti, mas resolvi não mentir.
Dizer a verdade, é assim mesmo. São cinco perguntas.
Gosto de surpresas. Isso eu já sabia.
Cada resposta certa vale cinco pontos. Se pedir a nossa ajuda, damos-lhe escolha múltipla e se acertar, recebe dois. Portanto, no máximo são 25. Vamos a isto?
Vamos a isso. Ai, que desespero.
Começamos por uma das maiores paixões culturais que une Portugal e Brasil, as telenovelas. Que famosa novela brasileira dos anos 70 parou literalmente o país e deixou as ruas de Portugal vazias na hora do episódio final?
Gabriela?
Claro.
Tchererê, tchererê. Sempre ouvi falar. Foi a Gabriela que nos fez isso.
O Parlamento nesse dia fechou mais cedo.
Mentira.
É verdade, para os deputados irem para casa ver o fim.
Todos atrás de Sônia Braga.
Os horários do teatro foram adaptados.
Miguel Thirret, Lula da Silva voltou a ser reeleito numa reviravolta histórica, apesar de estar já há alguns anos em Portugal, Miguel, que Brasil nasce hoje depois deste resultado?
Acho que o Brasil que nasce é um Brasil que acredita na força da união do povo, das ruas, porque tinha muita coisa em jogo. Como eu estava arranhando dizer aqui, o Senado e a Câmara já são de grande esmagadora maioria do partido de extrema-direita, do PL. E se o presidente eleito fosse também, era um teor de poder, que é o que nós vivemos na América. Era um tipo de poder e um tipo de força de caneta de um grupo que foi lá aos Estados Unidos e falou: "É tudo vosso". Então isso era muito assustador, muito perigoso. Eu acho que isso é que fez uma grande mobilização e uma diferença. Ou seja, a margem foi até muito menor do que o que se imaginava. Eu acho que teve uma mobilização, pessoas levando a voz, você tem que votar, você tem que ir, porque tinha muita coisa em jogo. Continua tendo muita coisa em jogo e é um movimento mundial, e não é sobre direita e esquerda só, é sobre um tipo de pensamento de como se relacionar com o planeta, que me assusta muito.
Miguel, ia contar-nos como é que festejou quando soube da vitória de Lula?
Pois é, foi muito curioso, porque eu estava muito cansado ontem, mas muito cansado, que eu faço um espetáculo, daqui a pouco eu quero falar sobre ele, porque tem tudo a ver com essas eleições também, que se chama "O Algoritmo".
Vamos lá.
Muito cansado e tenho dois filhos muito pequenos e tudo mais. E de repente eu falei: "Eu me lembro de como eu recebi a última eleição do Trump", que eu estava torcendo muito. No meio da madrugada eu olhei aquilo, falei: "Ah!" E não consegui dormir mais.
Falamos convir o que aconteceu.
Será que eu consigo dormir? Encostei na cama para ver e Pumba! Quando foi 06h00 hoje eu acordei, fui sozinho para a sala, desesperado, abri, eu estava com muito medo e comecei a chorar, chorar, chorar, um lugar de alívio, que até é capaz de me voltar agora. Fico emocionado porque era muito perigoso o que estava em jogo.
E o que explica esta reviravolta, na sua opinião?
Eu acho que é isso, eu acho que a mobilização, estava falando um pouco do efeito Brexit, ao contrário, quer dizer, assim, acho que na primeira ronda, muita gente de esquerda achava que, a certeza de que haveria segundo turno, achava que talvez até o Lula ganhasse no primeiro. E aquilo deu um susto, e a Câmara e o Senado já eleitos, deram um susto tão grande, a possibilidade, o perigo era tão grande, que houve uma mobilização e uma compreensão de que quem manda no mundo hoje é o algoritmo. Então a mobilização foi muito maior nas redes do que nas ruas. Claro que foram para as ruas, mas entenderam que hoje em dia é a dinâmica das redes sociais, é como você consegue comunicar, como você consegue atravessar. E uma coisa que foi muito assustadora, que aconteceu, é que a própria Meta estava boicotando a campanha da esquerda. Foi uma mobilização mundial muito forte mesmo. E esse espetáculo que eu gostaria também de poder falar dele, que é "O Algoritmo".
Vai haver uma pergunta relacionada com isso.
O algoritmo justamente questiona, e mais do que só você assistir, você vai e vive a experiência, que é relacionada com a manifestação do algoritmo. Quer fazer a pergunta?
Vamos já, Miguel. Segunda questão, então. De que país é originária a rede social TikTok?
China.
Acertou mesmo.
Vamos então falar dessa peça, "O Algoritmo", que criou, escreveu, que é uma experiência de teatro imersivo, isso que o público deixa de ser apenas espectador para se tornar parte ativa da narrativa. É isso? Nós com as redes sociais somos atores sem saber?
Sim. Atores ou peças de manobra. A grande questão, isso não somos nós que dizemos, já está amplamente pesquisado. A grande questão das redes sociais é que nós não somos o consumidor, nós somos o produto. Quando estamos ali dentro, os nossos dados são o grande produto ali dentro. Então a grande lógica dessa primeira inteligência artificial que mexe tanto nas nossas vidas antes daí a chegar, que é a lógica algorítmica, que é uma máquina programada para organizar coisas, para executar tarefas. O algoritmo das redes sociais é feito para te manter lá, e a maneira de te manter lá, uma das mais eficientes, é a indignação Enfim, tudo isso é tratado no espetáculo Algoritmo, não como uma coisa que você assiste, mas como uma coisa que você participa. Nós transformamos o público numa espécie de máquina humana que age, interage, troca, e que a gente brinca com essa dinâmica de manipulação e que a gente vê acontecer em todas as esferas, inclusive na esfera política, que é o que a gente está falando agora. Como a extrema-direita se move tão bem ali dentro, inclusive porque a indignação é o que mais comove, é o que mais gera clique.
Essa interação faz com que os espetáculos sejam todos diferentes um do outro?
Absolutamente diferentes. A manifestação do público.
Muito improviso.
Muito. Eu treino uma técnica de improviso chamada jogos de escuta e é através daí que o espetáculo não só é criado, como é replicado todos os dias. O texto não é exatamente cravado, a gente tem noção, e a participação ativa do público é o que mais nos alimenta. Então o público está convidado. A primeira coisa que acontece quando o público chega lá, nós explicamos: "Vocês não vieram assistir, vocês vieram participar".
E têm que deixar os telemóveis à parte. E o público aceita bem isso?
Olha, a grande maioria, sim. Muitas pessoas arregalam o olho de desespero e você vê o tamanho da independência que nós temos. Nós todos. Nós atores ou criadores, eu e Michel Simeão, que criou isso comigo, que é um grande criador de teatro imersivo também, eu convidei, falei: "Michel, temos dois meses pra criar uma coisa, se junte a nós". Todos nós, o próprio Michel, todos nós os atores, todos nós somos dependentes. Nós não estamos aqui falando por cima, como por favor. Não, todos nós somos envolvidos por todas as esferas. Eu não sou tanto de redes sociais. Se você considerar WhatsApp de redes sociais, eu sou. Mas Instagram, TikTok eu nunca tive, por exemplo. Instagram tenho, mas às vezes é melhor não ter, porque se alguém me manda uma mensagem por direct, eu demoro oito meses pra ver.
Pra conseguir abrir.
As pessoas ficam ofendidas.
Só falta saber onde é que podemos ver o espetáculo.
Está muito próximo, na Avenida da Liberdade, a Rua da Fé. Os bilhetes estão à venda na Ticketline, eles lotam com muita rapidez, porque são poucos lugares. Temos já o mês de novembro todo aberto.
Todos esgotados.
Não, todos esgotados, não. O mês de outubro já está esgotado, mas novembro as vendas acabaram de ser abertas também. Estamos muito felizes, porque não só é um grande sucesso, mas porque essa máquina humana, desculpe, essa máquina humana no final do espetáculo promove uma reintrodução de humanidade, uma escuta e uma troca que é muito bonita. As pessoas saem de lá muito comovidas.
Miguel, já falamos de teatro, já falamos de novela, de televisão, vamos agora até ao cinema, falar cinema brasileiro. O Agente Secreto recebeu quatro nomeações para os Oscars em 2026, agora, este ano. Igualou um outro filme brasileiro também com o mesmo número de nomeações. Que filme foi esse?
Cidade de Deus.
Grande, Cidade de Deus.
Estava à espera.
E vão com 15. Aquela pausinha. Cidade de Deus, que é um filme fabuloso, que fala do mundo das favelas, das desigualdades, do crime organizado. O Brasil ainda é isto?
Muito, claro que sim, muito.
Isso não é um falhanço, por exemplo, do Lula?
Por exemplo, do Lula, isso é um sistema endêmico brasileiro de gerações e gerações. Eu acho que o que a esquerda conseguiu fazer em algum momento foi tentar dar um pouco de dignidade a uma série de condições de pobreza, mas o sistema de pobreza brasileiro é endêmico, a maneira como a coisa foi construída, a estruturação de sistema de colônia, o processo de endocolonização que continua querendo acontecer, eu acho que ele é sistemático. Ao mesmo tempo, a beleza do brasileiro é a força, a garra e a inventividade que sai de tudo isso. Mas eu cresci numa cidade em que você tem, com 500 metros de distância, a qualidade de vida da Noruega e a qualidade de vida da Namíbia. Você tem um apartamento de 15 milhões de reais no São Conrado olhando pra uma casa na Rocinha, um barraco que não tem nem sanita. É muito assustador. A diferença é muito grande, endêmica, muito longa e muito profunda.
Miguel, e é também por isso que não tem желание tão depressa, pelo menos, regressar ao Brasil?
Não exatamente por isso, não só por isso, mas vim pra cá.
Há dez anos já?
Já há mais de 10 anos, estava muito ligado a um pouco de uma irritação de como o Rio de Janeiro estava muito à véspera de Olimpíadas, estava muito nervoso, muito explosivo e mistura de questões pessoais. Eu queria experimentar e gostei muito, sempre fui muito bem recebido aqui em Portugal, tenho uma ótima relação, gosto hoje em dia, filhos, casamento, vida e construção de espetáculo e gosto muito da vida aqui. Ao mesmo tempo, tem um lado brasileiro, Flamengo, voltou a chamar minha atenção. Passei anos sem prestar atenção no Flamengo, hoje em dia, ai, meu Deus, olha lá, não consigo parar de assistir o Flamengo. Então fico nessa vida dupla mesmo, um pouco, mas com o pé muito fincado aqui, tentando cada vez mais me tornar um português, que eu ainda não sou.
Assentamos.
Muito bem. Por falar nisso, Miguel.
Já vai com 15 pontos.
Já vai com 15. Está a fazer o pleno até agora.
Ok.
E por falar em língua e nesse sotaque português que está a tentar imitar. Em que década é que foi assinado o acordo ortográfico da língua portuguesa entre os países que falam a língua portuguesa, claro. A década.
Eu estou em dúvida entre duas. Acho que essa que eu vou errar.
Pode falar alto.
Pensa alto.
Sem se vincular.
Está bom. Pensar alto, pra mim, é uma coisa relativamente recente, ou anos 90 ou entre 2000 e 2010. Eu vou botar Entre 2000 e 2010?
Diria que, se calhar, foi um bocadinho antes.
Era 90.
Era 90.
Era 90. Não!
O AO 90, não é? Acordo ortográfico de 90. Esta coisa de haver um mercado da língua portuguesa pra cultura é verdade ou é uma conversa de político?
Mercado? Olha, sim.
O Miguel está cá, obviamente, se não falasse português era difícil exercer cá em Portugal, não é?
Com certeza, absolutamente. Existe uma facilidade de um eixo que não é tão fácil do outro, isso é uma realidade. A entrada das novelas, falamos aqui da Gabriela, novela, música, não sei o quê, outras entradas culturais do Brasil pra cá, faz com que exista uma assimilação de termos, de coisas. Eu tenho uma história curiosa minha, que foi quando eu cheguei aqui, eu cheguei e fiz uma telenovela, já cheguei fazendo uma telenovela em 2016. E o meu personagem era um brasileiro que tinha acabado de chegar. E eu, logo no início, cheguei, comecei a prestar atenção e a tentar fazer o sotaque. E dentro da própria novela, eles disseram: "Não, você é um brasileiro, tem que fazer brasileiro". Mas com o passar dos meses ali, eu comecei a tentar construir pelo menos a estrutura da frase, pelo menos usar termos e tal. Até que teve um dia, não sei por quê, que de repente, eu numa cena, num ensaio de uma cena, eu brinquei de ser muito carioca. E aquilo teve um lugar de destaque. Riram muito de mim. Parecia que eles estavam vendo Porta dos Fundos. Falaram: "Meu irmão, não acredito, jura por Deus que está fazendo isso?" Está vendo? A reação foi essa. E aí eu vi esse lugar assim, eu falei: não, eu acho que eu quero participar da vida ativa, social, cultural de Lisboa, de Portugal, mas ao mesmo tempo migrar pra um sotaque não me faria sentido. Agora, não quero deixar de responder sua pergunta. Acho que existe, sim, de um mercado português pra chegar no mercado brasileiro, é uma conquista que está se ganhando mais recentemente. Acho que Portugal entrou nos últimos 10 anos, oito anos, pelo menos, numa espécie de moda no Brasil, mas se você levar um espetáculo de língua portuguesa e pôr lá no mercado aberto, existem, claro, várias instituições que levam. Estou falando de teatro, só porque eu sou do teatro, já teve novelas portuguesas que foram pra lá e foram dobradas. Isso me dá uma dó, isso me dá uma pena, isso me enlouquece.
Mas é mais difícil para os brasileiros entenderem o sotaque português do que o contrário, não é?
Exato. Porque eu também acho que é por falta de prática, também.
Claro, nós habituamo-nos.
Você pode falar de uma questão de fonética, de quem fecha, de quem abre. Tá, mas eu acho que é-
Não é invulgar um português ir ao Brasil, no dia a dia, turista, e perguntarem se somos italianos.
Ou argentinos. "Mas que língua vocês falam?" "Falamos português." "Não, mas sério, que língua?" Já ouvi isso muitas vezes.
Vamos continuar a falar aqui destas pequenas diferenças, Miguel. No Brasil, qual é a maior comunidade imigrante?
Italiana? Não, espera aí. A pergunta é quem mais imigrou?
Quem mais imigrou para o Brasil.
Maior comunidade de estrangeiros no Brasil.
Que está a viver no Brasil.
Nesse momento, está a viver.
Neste momento, sim.
Porque antes de responder, se for puxar no passado, comunidade italiana foi muito forte, a japonesa foi muito forte, mas a questão é agora.
Agora, neste momento.
A pergunta é de agora.
Pode pedir ajuda.
Posso pedir ajuda?
Sim. Ganha 300 pontos.
Então vou pedir ajuda. Quem que me ajuda?
Venezuelana, portuguesa ou haitiana.
Portuguesa.
Venezuelana.
Venezuelana.
Neste momento, sim.
Com a invasão da Venezuela.
Exatamente.
Principalmente no norte, olha, não fazia ideia.
Com aqueles grandes movimentos, que tornou-se, de fato, na maior comunidade estrangeira imigrante a viver no Brasil, sim. Isso vai mudando. Em Portugal, a maior comunidade imigrante é a brasileira. Já nos disse que se sente muito bem cá, mas se calhar é um privilegiado. Como é que acha que a comunidade brasileira é recebida em Portugal? Somos, de fato, bons hospitaleiros?
O povo português é muito hospitaleiro, sim. Eu costumo dizer que pra uma condição de imigrante, sou muito favorecido, como eu acho que um londrino é favorecido em Nova York, nessa mesma dimensão. Ou seja, como um carioca em Lisboa, acho que existe muita identificação. Acho que pra mim é muito mais fácil, por ser um ator já conhecido. Quando eu chego aqui, as pessoas lembram de mim de "Malhação", de outras telenovelas e de coisas, então isso já abre portas. Sinto que precisei romper bolhas, que existe uma coisa que o português não é tão meritocrata, prefere trabalhar com quem conhece do que com currículo melhor, isso é típico. Mas a partir do momento em que você entra, que você ganha confiança de um e que a coisa se propaga, ou seja, eu conheço muitos brasileiros muito bem-sucedidos aqui, que estão aqui há muitos anos. Aí você ouve, sim. Estamos aqui pra falar de tudo isso, você ouve, sim, muitos depoimentos de xenofobia, muitos depoimentos de pessoas que são maltratadas. Olha, eu posso dizer da minha experiência, eu entendo e eu sinto isso, eu entendo essa, entender é uma palavra complicada. Mas eu reconheço e vejo essa possibilidade. Eu não a sinto com frequência, esse lugar, preciso dizer, da minha experiência. Ouço falar disso, sim. Não sei se é uma questão assim. Posso te responder? Não sei, porque eu acho que eu posso ficar mesmo de um lugar muito privilegiado aqui falando. Eu não sei como é que é pra alguém de uma classe baixa que chega aqui, começa a trabalhar como empregado de mesa, que não sei o quê. Como é que é tratado. Se tem o mesmo desrespeito e xenofobia que alguns asiáticos, orientais ou de outras origens têm, não sei.
É uma ótima resposta. É uma ótima resposta, pelo menos honesta.
Acho que a gente está muito na era da opinião. Muita gente emitindo opinião sobre coisas que muitas vezes não sabem. O algoritmo tem muito a ver com isso também. Eu tenho sempre muito receio de emitir opinião sobre coisas que eu posso falar da minha experiência, posso falar da experiência do pouco que eu vejo ao redor. Agora, não sei, não conheço um brasileiro profundo, num Portugal profundo, que vive uma dimensão, não sei.
Miguel Thiré, peça de teatro "Algoritmo". Bilhetes à venda em Ticketline.
Bilhetes à venda na Ticketline. As pessoas saem de lá muito comovidas. Sim, você vai ter que deixar o seu telefone na porta, você vai usar.
E é tão bom ficar sem telefone por umas horas. Obrigada por ter vindo à "Comissão de Inquérito", Miguel Thiré.
Eu é que agradeço. Quantos eu acertei?
15.
Não, acertou três.
Acertou três.
Acertei três de cinco.
É bom.
Errei as duas. Eu estava indo tão bem.
Tem que voltar.
Muito obrigado.
Obrigada. Até uma próxima.