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Conferência de imprensa, espaço onde passamos em revista algumas das notícias em destaque na imprensa nacional e internacional. Eu sou a Nadine Soares, comigo está o jornalista Miguel Gato. Bom dia.

Bom dia, Nadine.

Começamos com a capa do jornal Público. Destaque para a morte de Odair Moniz. O julgamento arranca amanhã no Tribunal de Sintra.

Odair Moniz, que morreu precisamente há um ano, depois de ter sido atingido a tiro por um agente da PSP. O Público escreve que os vídeos do incidente mostram que o punhal utilizado por Odair Moniz aparece 27 minutos após ter levado o tiro. É um dos temas em destaque na edição de hoje, que escreve também, o jornal Público, sobre a falta de professores no primeiro ciclo escolar, que afeta os alunos e inquieta os pais.

No jornal Notícias, uma reportagem sobre como está o bairro do Zambujal, um ano depois da morte de Odair Moniz.

Os moradores desesperam por justiça, é o que escreve hoje o JN. O agente da PSP que atingiu Odair Moniz a tiro está acusado de homicídio simples. Noutras notícias em destaque, dezenas de autarcas e gestores foram condenados por lesarem o Estado em milhões de euros. Desde 2019, foram mais de 60 os decisores políticos condenados pelo Tribunal de Contas por infrações financeiras no exercício dos respectivos cargos.

E o Correio da Manhã tem como manchete a tragédia do Elevador da Glória.

O cabo sem certificado para transporte de passageiros, travões de emergência que nunca foram testados e o técnico que inspecionou as cabines em dois minutos. O jornal fala num relatório arrasador e de um elevador que não tinha condições para circular. Noutras notícias, o Correio da Manhã destaca a mulher de José Sócrates, que vai hoje a tribunal no âmbito da Operação Marquês.

E o Diário de Notícias olha para o aeroporto de Lisboa.

Escreve: "caos no aeroporto. A Ryanair pede reforços na fronteira e intervenção do Governo", é um dos destaques do DN esta manhã, assim como a tentativa de homicídio da qual José Manuel Anes foi alvo. A filha é a principal suspeita e já foi detida pela Polícia Judiciária.

E no Jornal de Negócios, destaque para uma entrevista a Pedro Machado, membro do Conselho de Supervisão do Banco Central Europeu.

Que diz que a venda do Novo Banco ao grupo francês BPCE foi rentável e virtuosa. Pedro Machado fala numa venda muito positiva, que permite ao banco português ser integrado num dos maiores grupos europeus. Noutras notícias em destaque no Jornal de Negócios esta manhã, a ANA Aeroportos está aberta à venda dos terrenos da Portela para reduzir o custo do novo aeroporto.

Olhamos para os destaques aqui no Observador. Miguel, Espanha quer passar a não mudar a hora. O que diz o governo português sobre este assunto?

Ainda não o discutiu. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, diz que Portugal não tem posição assumida sobre esta urgência espanhola, que tem de ser discutida em Conselho de Ministros. Entre a comunidade científica não há consenso, tal como entre os países da União Europeia. É um tema em destaque no site do Observador, que tem também em destaque o quarto episódio da "Eleição Mais Louca de Sempre", o podcast Plus sobre as presidenciais de 1986, disputadas entre Mário Soares e Diogo Freitas do Amaral.

Passamos agora às histórias que marcam a atualidade internacional. A atualidade em França é hoje marcada pela detenção do antigo presidente do país, Nicolas Sarkozy.

Vai se tornar no primeiro ex-chefe de Estado de um país da União Europeia a ser preso. Nicolas Sarkozy foi condenado a cinco anos de prisão por conspiração criminosa, num caso relacionado com o alegado financiamento líbio de uma campanha eleitoral. O jornal Le Monde tem em grande plano hoje as declarações de Emmanuel Macron, que recebeu Sarkozy no campus do Eliseu na passada sexta-feira, algo que o presidente francês considera normal e humano. O ministro francês da Justiça, Gérald Darmanin, anunciou que vai visitar Sarkozy à prisão, preocupado com as condições de segurança durante a detenção do ex-presidente gaulês.

Nos Estados Unidos, Donald Trump recebeu luz verde para enviar tropas da Guarda Nacional pra cidade de Portland.

A decisão foi tomada pelo Tribunal Federal, que suspendeu uma ordem anterior que bloqueava a mobilização dos militares por parte do poder central. A administração Trump argumenta que a medida é necessária para proteger edifícios e instalações federais face a possíveis ameaças. As autoridades locais do estado do Oregon contestam a decisão, acusam a Casa Branca de fabricar uma crise para justificar a presença militar e desafiar a soberania estatal. A polêmica, que faz manchete hoje no Washington Post, surge num clima político cada vez mais tenso nos Estados Unidos. A administração Trump tem apostado no reforço da autoridade federal sobre estados que o Partido Democrata governa.

São alguns dos destaques da imprensa nacional e internacional com o jornalista Miguel Gato. A conferência de imprensa está de regresso amanhã.