Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Conferência de imprensa da Rádio Observador. Passamos em revista os destaques de imprensa nacional e internacional. Eu sou o Carlos Pedro, a edição de hoje é com a jornalista Rita Lourenço. Muito bom dia, Rita.
Bom dia, Carlos.
Vamos começar com o Diário de Notícias, que destaca a aprovação, na generalidade, do Orçamento do Estado para 2027.
Antes da votação de ontem, o governo avisa a oposição de que a estrada é estreita para mudanças na especialidade. Na intervenção, que encerrou dois dias e mais de 10 horas de debate, o ministro da Presidência, Leitão Amaro, expôs que na especialidade, quem propuser mais despesa tem que dizer qual vai eliminar e que quem abdicar da receita vai ter que explicar que impostos vai então aumentar. Com os protestos resultantes da alteração na legislação do arrendamento e com a crise da habitação a marcar o debate e a atualidade, apesar de não estar diretamente relacionada com o Orçamento do Estado, André Ventura diz que o Chega fez o que o PS não teve coragem de fazer ao votar contra o Orçamento do Estado para 2027, sendo que a aprovação do documento foi pautada pelo apelo de José Luís Carneiro para o governo deixar cair a lei das rendas e pela expectativa de ver aprovadas soluções para o custo de vida.
Seguimos agora com o jornal Público, que fala em doentes à espera de cirurgia há mais tempo do que o recomendado.
São quase 87 mil, Carlos. Em julho de 2026, o número de utentes inscritos na lista para cirurgia ascendia a mais de 280 mil, sendo que mais de 30% destes estavam fora dos tempos máximos de resposta garantidos no SNS. Nos primeiros sete meses do ano, com quase menos 5% de cirurgias do que em 2025, o jornal destaca que o programa do governo de combate à lista de espera do SNS é cada vez mais uma meta auspiciosa. O bastonário da Ordem dos Médicos mostra-se indignado com estes dados. Carlos Cortes reforça que se trata de vidas e não hesita em dizer que o número é demasiado alto, porém vai continuar. Relembra ao Público os alertas que fez no passado de que o combate ao desperdício não pode ser feito à custa de doentes. O Público questionou a direção executiva do SNS sobre estes números, mas não obteve resposta.
Tempo ainda para olharmos para o Jornal de Negócios, que avança que o BCP quer financiar mais habitação a custo moderado.
O banco liderado por Miguel Maia promete colocar o foco no crédito a projetos de construção de casas, garantindo que não há soluções simples para a crise na habitação, mas reforça ainda que nada fazer também não é o caminho. Isto aconteceu na apresentação de resultados dos primeiros nove meses do ano. O CEO do banco garante que já utilizou 88% da cota na garantia do Estado de apoio aos jovens no crédito à habitação.
Seguimos agora com a imprensa internacional, com o espanhol "El País" a olhar para o trágico acidente entre dois comboios em Toledo.
Um acidente ferroviário que ocorreu na quarta-feira de manhã, ontem, onde morreram pelo menos 68 pessoas. O jornal avança que um total de 53 feridos continua ainda a receber cuidados em hospitais de Castela-La Mancha, enquanto 56 já receberam alta. Com um erro humano apontado como o início dos problemas que levou à tragédia, o primeiro-ministro espanhol afirma que a investigação irá até ao fim e que, se houver, de facto, negligências humanas, serão apuradas. Pedro Sánchez sublinhou ainda que não é aceitável para um país como Espanha sofrer dois acidentes graves na rede de alta velocidade em menos de um ano. Já o ministro dos Transportes, Óscar Puente, classificou o acidente como absolutamente improvável e inexplicável.
Vamos fechar, Rita, com o "Times of Israel", que destaca precisamente as eleições legislativas do país.
O jornal israelita aponta que, com 90% dos votos apurados, o bloco de Netanyahu conta com 53 assentos parlamentares e o de Eisenkot com 48. Destaca ainda que os partidos árabes sobem para uns históricos 15 assentos no Parlamento, sendo que o número mais alto registado anteriormente tinha sido de 15. Aguardam-se, porém, novas atualizações para hoje, uma vez que a Comissão Eleitoral Central está a concentrar a sua atenção nos boletins de voto com envelope duplo e nos boletins de voto normais, que requerem uma supervisão adicional. O jornal israelita avança ainda que ambos os blocos estão longe da maioria de 61 assentos parlamentares e, por isso, o país encontra-se ainda num impasse.
Os destaques da imprensa nacional e internacional, hoje com a jornalista Rita Lourenço. A conferência de imprensa está de regresso amanhã.