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Abrimos agora a conferência de imprensa, espaço onde passamos em revista algumas das notícias em destaque na imprensa nacional e internacional. Eu sou o Miguel Gato, comigo está o João Costa Campos. Bom dia, João.

Olá, Miguel.

Começamos hoje pelo jornal Público, com a Operação Influencer.

Dois anos depois, há três arguidos da Operação Influencer que ainda não foram ouvidos. Para além deste atraso com os arguidos, há ainda, 24 meses depois das buscas no inquérito que levou à demissão de António Costa, o ex-primeiro-ministro, vários computadores e telemóveis que ainda não foram devolvidos e e-mails de arguidos por abrir. A Procuradoria-Geral da República justifica-se com o recurso que foi interposto.

Olhamos agora para o Jornal de Notícias, que escreve esta manhã sobre o poder de compra, que é muito diferente pelo país fora.

O poder de compra em Portugal continua altamente concentrado nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, enquanto o interior norte do país apresenta o pior desempenho nesse indicador. O Jornal de Notícias traz-nos dados do Instituto Nacional de Estatística que mostram que em 2023, grande parte dos conselhos do interior, especialmente em regiões como o Alto Tâmega, Barroso e o Douro, têm um poder de compra per capita três vezes inferior à média nacional. Entre os 10 municípios portugueses com menor poder de compra em todo o país, nove deles estão no norte.

Já no Diário de Notícias, destaque para um projeto inovador no Alentejo que envolve elefantes, João.

Os concelhos de Vila Viçosa e Landroal, no Alentejo, vão receber o primeiro grande santuário para elefantes da Europa. A chegada dos primeiros animais está prevista para 2026. Em causa está um terreno de 402 hectares, onde vai ser instalado um refúgio para estes animais. Os animais que vão ser instalados no Alentejo são elefantes reabilitados de jardins zoológicos e circos, e que vão encontrar neste santuário no Alentejo, um espaço muito semelhante ao habitat natural.

Passamos agora à imprensa internacional. Começamos com o Washington Post. Donald Trump vai ser obrigado a distribuir os apoios sociais que estava a bloquear.

Ordem que vem de um juiz federal de Rhode Island. Ordenou que o governo Trump avance imediatamente com o pagamento integral dos benefícios de assistência à alimentação. O juiz John McConnell diz que o governo Trump está a criar obstáculos administrativos para dificultar o acesso aos apoios sociais e alerta que a situação vai causar danos irreparáveis na sociedade norte-americana e que há pessoas que vão começar a passar fome. Esta decisão surge a meio do impasse causado pelo encerramento parcial do governo norte-americano, que suspendeu temporariamente parte dos recursos. Neste momento, há milhares de funcionários públicos norte-americanos sem receber qualquer remuneração.

Em Espanha, o El Mundo escreve sobre o impasse no governo de Pedro Sánchez.

O governo socialista enfrenta um bloqueio político que ameaça o pagamento de mais 90 mil milhões de euros de fundos europeus. O partido Junts está a impedir a aprovação de seis leis fundamentais exigidas pela Comissão Europeia. As leis da indústria, das famílias, da equidade, do Sistema Nacional de Saúde, da pesca marítima e dos lobbies e defesa do cliente. Ora, sem estas reformas, Bruxelas pode mesmo suspender os novos pagamentos a Espanha.

E a fechar, João, vamos até ao Reino Unido, à boleia do The Guardian, que fala sobre um caso de espionagem no Catar que envolve empresas britânicas.

Empresas de recolha de informações, uma espécie de espionagem privada contratadas pelo Catar. São empresas britânicas que realizaram uma operação secreta para recolher dados pessoais e tentar prejudicar a reputação de uma funcionária do Tribunal Penal Internacional. Funcionária esta que denunciou o procurador Karim Khan por abuso sexual. A empresa Highgate admitiu ter atuado junto do Tribunal Penal Internacional, mas negou qualquer ação direta contra pessoas específicas ou uma relação oficial com o governo do Catar. Karim Khan, procurador-geral do Tribunal Penal Internacional, é acusado de assédio sexual por pelo menos duas mulheres que trabalharam sob sua supervisão. O caso aumenta as tensões no tribunal devido à investigação do alegado abuso por parte do procurador Khan, que está suspenso até ao fim do mandato do inquérito da ONU, que rejeita ter conhecimento destas investigações contra o Tribunal Penal Internacional.

São alguns dos destaques da imprensa nacional e internacional, aqui trazidos pelo jornalista João Costa Campos. A conferência de imprensa está de regresso na próxima semana.