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Conferência de imprensa da Rádio Observador. Passamos em revista o que dizem os jornais de Portugal e do mundo. Eu sou o Carlos Pedro, a edição de hoje é da jornalista Teresa Ferreira. Bom dia, Teresa.

Bom dia, Carlos.

Vamos começar com a manchete do jornal Público: as famílias portuguesas gastam mais do dobro da média da União Europeia com o ensino superior.

É uma das principais conclusões de um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, hoje divulgado. As famílias portuguesas suportam 30% dos custos com o ensino superior, um esforço que corresponde a mais do dobro da média da União Europeia. No que diz respeito ao vencimento médio, Portugal é dos países onde o retorno financeiro do investimento em educação mais compensa. As tecnologias de informação e comunicação são a área mais bem remunerada, seguida pela matemática e estatística e pela engenharia.

No Jornal de Notícias, em destaque, o caso de uma família acusada de burlas no valor de € 100 mil a dezenas de vítimas de todo o país.

Um grupo de perto de 40 pessoas, quase todos familiares entre si e residentes em Campo Maior e em Elvas, conseguiu burlar pelo menos 84 pessoas em todo o país. Através do esquema MBA, os arguidos terão lucrado dezenas de milhares de euros em apenas seis meses. São agora acusados pelo Ministério Público de Évora de vários crimes de falsidade informática, burla informática e acesso ilegítimo.

Já o destaque do Diário de Notícias vai para as celebrações do 13 de Maio no Santuário de Fátima.

Este ano assinalaram-se os 109 anos de peregrinações a Fátima. O jornal destaca as palavras dos devotos e os pedidos de paz no mundo. Já o bispo de Leiria-Fátima confirmou o convite ao Papa Leão XIV para uma visita no próximo ano. Este ano, de acordo com as contas do Santuário de Fátima, 250 mil peregrinos acompanharam a procissão das velas no dia 12.

E o Jornal de Negócios dá destaque à guerra do Irão, porque já penaliza a dívida pública portuguesa.

Desde 2014 que o país não pagava tanto para se financiar a 10 anos. Por toda a Europa, há agravamentos das yields, que poderão avançar mais se os bancos centrais tiverem de subir juros para travar a escalada da inflação. Por outro lado, os aumentos poderão ser revertidos se a tensão geopolítica global se dissipar.

Os destaques desta manhã na imprensa nacional. Vamos agora passar em revista a imprensa internacional. O The New York Times olha para a visita oficial de Donald Trump à China para dizer que não era bem assim que o presidente norte-americano queria chegar a Pequim.

Quando adiou a viagem por seis semanas, Donald Trump apostou que chegaria a Pequim já com a liderança iraniana abalada. Dessa forma, a mensagem para o presidente Xi Jinping seria clara: as declarações chinesas sobre o declínio de uma superpotência não fariam sentido. No entanto, o presidente norte-americano chegou com muitos na China a questionarem-se como está na situação em que está, sem dominar o conflito que iniciou com o Irão. O Estreito de Ormuz, por onde a China obtém mais de 30% do seu petróleo e um pouco menos do seu gás natural, permanece fechado, sem qualquer plano óbvio para reabrir.

E o The Guardian dá destaque ao ministro da Saúde britânico, que poderá estar prestes a demitir-se para se lançar à corrida na liderança do partido.

A reunião de apenas 16 minutos com o primeiro-ministro britânico ontem fez disparar a especulação de que o ministro da Saúde, Wes Streeting, está a preparar-se para se demitir e desafiar Keir Starmer, lançando-se na corrida à liderança do Partido Trabalhista e, consequentemente, do governo do Reino Unido, algo que poderá ocorrer já esta quinta-feira, uma vez que não aconteceu ontem, na quarta-feira, alegadamente por causa do discurso do rei, no qual o monarca estipulou as prioridades legislativas do Executivo, prioridades que, se Streeting avançar, podem cair por terra.

Ficam os destaques da imprensa nacional e internacional com a jornalista Teresa Ferreira. A conferência de imprensa regressa amanhã.