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Conferência de imprensa da Rádio Observador. Vamos saber o que contam os jornais de Portugal e do mundo. Eu sou a Nadine Soares. A edição de hoje é com a jornalista Matilde Malva Sabino. Bom dia.

Bom dia, Nadine.

Começamos a olhar para o semanário Expresso. Em manchete: a chegada às farmácias de 16 novos medicamentos para emagrecer.

Estão prontos para sair dos laboratórios para aprovação da Autoridade Europeia do Medicamento e muitos mais estão ainda em estudo, com a promessa de acabar com a maior epidemia do século XXI, a obesidade. Tratam-se de moléculas com mais benefícios que aceleram a perda de peso. A concorrência ao Ozempic vai multiplicar-se a partir de 2026. Com mais medicamentos disponíveis a chegar ao mercado, é expectável que os preços baixem e o acesso suba, como recomendou esta semana a Organização Mundial da Saúde.

E seguimos para a manchete do Diário de Notícias, que também se focou na saúde: os hospitais e os centros de saúde estão a dificultar acesso dos utentes a cuidados médicos.

O Diário de Notícias teve acesso à última avaliação da Entidade Reguladora da Saúde, que ainda não foi publicada, sobre o funcionamento do programa que é hoje a porta de entrada do SNS. A entidade diz que há unidades a violar a Constituição, uma vez que nenhum utente pode ficar sem assistência, mesmo não estando referenciado. Na avaliação também constam críticas aos profissionais de saúde por desconhecerem deste programa e tomarem decisões inadequadas.

E o jornal Público destaca a educação. As escolas pedem a mudança na lei e mais apoios para travar a indisciplina e a violência.

A perceção de insegurança tem aumentado no meio escolar em Portugal. São vários os casos que nas últimas semanas puseram o tema em cima da mesa: uma criança com dedos mutilados, uma aluna a quem o colega partiu o braço e um rapaz de 10 anos atingido por um retardo na perna. No entanto, dados provisórios da PSP e da GNR apontam que no ano letivo 2024/2025 registou-se menos 600 ocorrências reportadas face ao ano letivo anterior. Ainda assim, a Federação Nacional de Educação emitiu um comunicado a pedir ao Ministério da Educação, às autarquias e às forças de segurança medidas urgentes para escolas onde a disciplina está fora de controle.

E olhamos ainda para a manchete do Jornal de Notícias: os transportes podem ser gratuitos no Porto em 2026.

Com apenas um mês de mandato, Pedro Duarte afirma que o processo tecnológico está em curso para a gratuitidade dos transportes públicos em todos os municípios, prevista para 2027. O autarca está confiante de que se vai concretizar antes. No balanço sobre as primeiras semanas como presidente da Câmara do Porto, considera que não foi um mês de lançamento de grandes projetos, mas de resolução de problemas emergentes, entre os quais a mobilidade.

E passamos ainda em revista a imprensa internacional. A imprensa norte-americana dá destaque nas edições de hoje ao ataque a um barco no Pacífico.

A CNN Internacional e o The New York Times noticiam que as Forças Armadas dos Estados Unidos mataram quatro homens num novo ataque esta quinta-feira a um barco no Pacífico. O anúncio foi feito inicialmente pelo Pentágono, numa publicação na rede social X. Enquanto aumentam as dúvidas sobre a legalidade dos ataques, Washington alega que o barco era usado por narcotraficantes. O SOUTHCOM, o comando americano para a América Latina e as Caraíbas, alega que o navio transportava drogas ilícitas e transitava por uma rota conhecida pelo tráfico de drogas no Pacífico Oriental.

E pelo segundo dia consecutivo, as polémicas na saúde estão em destaque na edição do El País.

O Hospital de Torrejón, em Madrid, ordenou a reutilização de material descartável. A denúncia foi feita pelos gestores demitidos do hospital à Linha Direta de Ética. Alegam que o objetivo era aumentar os lucros. Os ex-gestores explicam que eram obrigados a esterilizar cateteres descartáveis e afirmam que, além de ilegal, é uma prática de negligência profissional que poderia comprometer a saúde dos pacientes. O grupo Ribera Salud, que administra o hospital, nega que esta prática ocorra. No entanto, o El País obteve documentação que confirma a ordem.

E seguimos para o britânico The Guardian, que tem como manchete os quatro países que boicotam o Eurovisão 2026, após Israel ser autorizado a participar.

Irlanda, Espanha, Eslovénia e Países Baixos desistem do concurso depois de se ter decidido não realizar uma votação sobre a participação de Israel no concurso. Portugal já confirmou que vai participar no Festival da Eurovisão em 2026, que se vai realizar em Viena, na Áustria, entre 12 e 16 de maio.

Alguns destaques na imprensa nacional e internacional. A edição de hoje esteve a cargo da jornalista Matilde Malva Sabino. A conferência de imprensa está de regresso amanhã.