Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Já vamos recuperar a reação da PSP à decisão judicial sobre as manifestações, mas importa a esta hora olhar para o ataque informático a vários supermercados na Europa. Em Portugal, o Grupo Mosqueteiros confirma sete estabelecimentos afetados.

O Grupo Mosqueteiros, que detém o Intermarché, confirma à Rádio Observador que foram identificadas ocorrências relacionadas com o ataque informático em sete lojas Intermarché em Portugal. A cadeia de abastecimento não foi afetada e estão asseguradas todas as condições de higiene e segurança alimentares, é o que adianta o grupo em comunicado. O alvo do ataque foi o prestador de serviços externo responsável pela gestão dos sistemas de refrigeração. Isto depois de hoje terem acontecido ataques semelhantes em vários países da Europa. Os frigoríficos e congeladores de dezenas de supermercados foram alvo de um ataque informático durante a noite em países como a Bélgica, Luxemburgo ou também na Suécia. Ataques que acontecem depois do mês passado, os sistemas de frio de dezenas de supermercados em França terem também sido atacados. Em direto conosco ao telefone está Gonçalo Lopes Xavier, é diretor-geral da Associação das Empresas de Distribuição. Boa tarde, Gonçalo. Sei que tem estado em contato com os vários supermercados e hipermercados do país. Que informações é que nos pode dar a esta hora relativamente ao que se passa no nosso país neste ataque informático?

Boa tarde. Nós confirmamos que apenas e só o nosso associado Intermarché, como aliás foi público e como veio no comunicado que foi divulgado, só o Intermarché é que foi alvo deste ataque informático. Mais nenhum operador em Portugal registou qualquer tipo de problema e mesmo destes sete estabelecimentos da rede Intermarché, quatro não tiveram qualquer tipo de dano em termos de mercadoria. Outros três, sim, em que se registaram perda de mercadoria, perda total de mercadoria, porque o ataque foi feito durante a madrugada. Nos outros quatro não houve qualquer dano.

E que resposta é que esses supermercados estão a dar depois do que aconteceu?

É preciso perceber que nós estamos todos sujeitos, diariamente, todas as empresas, sejam ou não do nosso setor, estão sujeitas a ataques deste tipo. O que estamos aqui a assistir é uma rede organizada que está a fazê-lo usando a mesma tecnologia e a mesma forma de trabalhar. E aqui, no caso português, foram afetados estes sete estabelecimentos, porque o que foi afetado foi o prestador de serviços, não é apenas na área da refrigeração, é porque há um sistema informático alocado a este sistema de refrigeração e foi esse sistema que foi dinamitado. E, portanto, foi muito circunscrito, até porque a maioria, enfim, aqui é um caso muito específico, o Intermarché tem um modelo de negócio dos seus associados muito específico e aqui, neste caso, não é muito replicável, porque todos os outros sistemas, mesmo dentro da própria rede, têm outra infraestrutura por trás deste sistema. Portanto, há aqui uma questão técnica muito específica e que justificou este ataque.

O que nos explica é que, Gonçalo, outras cadeias de supermercados não estão tão vulneráveis como estava, neste caso, este prestador de serviço externo, o que acabou por levar a que fossem os supermercados a ser afetados e os restantes, à partida, não estão tão vulneráveis a isso. É isso?

Sim, visto que podemos estar a ser um bocadinho injustos para o prestador de serviço, que não temos qualquer dúvida da sua qualidade, mas de fato, a infraestrutura que a maioria e que dentro do próprio universo Intermarché que existe, é menos permeável a estas situações. E por isso, aqui foi circunscrito a estes sete. O que é preciso e importante é acautelar as medidas de segurança que existem.

E vão ser reforçadas?

Eu diria que, neste caso específico, é uma questão da gestão destas sete lojas, com certeza que irão ser reforçadas e que é preciso tentar perceber onde é que foi a fragilidade. Mas de fato, como se vê um pouco por toda a Europa, por muito investimento que faça, há sempre um risco. A verdade é que é preciso mitigar esse risco e o que nós temos verificado, mesmo até em operadores de menor dimensão, é que as regras de cibersegurança têm que ser cada vez mais reforçadas e é uma responsabilidade individual de todos os colaboradores para que não aconteçam estes casos. Eu queria só terminar dizendo que nós temos estado em contato, quer o Intermarché, quer a própria APED, com as autoridades e com as autoridades competentes para facilitar toda a informação necessária para evitar e para ajudar a resolver este caso, quer do ponto de vista da segurança alimentar, muito importante, em contato direto com a ASAE. Todo o protocolo que é habitual nestas matérias foi acionado, portanto, não há qualquer risco em nenhuma das lojas do ponto de vista do consumidor.

Gonçalo Lopes Xavier, muito obrigado por ter estado em direto conosco, diretor-geral da APED, a ajudar-nos a olhar para o impacto deste ataque informático que afetou sete lojas Intermarché em Portugal.

A PSP considera que a decisão judicial que deu hoje razão ao protesto de Renata Câmara vai ao encontro do que tem sido a atuação da polícia.

A reação à decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa, que deu razão à manifestante e reconheceu a legitimidade da utilização de tendas nas acampadas como símbolo de protesto. Em declarações aos jornalistas, o porta-voz da PSP, Sérgio Soares, diz que foi dado aos manifestantes a possibilidade de manter tendas de forma simbólica nas praças, nas várias manifestações.

Relativamente Mesmo à questão de estruturas de acampamento ou estruturas colocadas nas duas praças, quer em Lisboa, quer no Porto, já em diversas negociações, mediação, diálogo, comunicação que foram encetadas com os promotores, tínhamos dado a possibilidade de, de forma simbólica, ficar um número razoável e simbólico, passe o pleonasmo, de estruturas de acampamento, já mesmo depois da 00:30. Era algo que, para nós, era negociável, que foi sugerido. Todavia, nunca foi acatado pelos promotores e pelos restantes manifestantes.

Sérgio Soares diz que os promotores das manifestações não deram concordância a essa hipótese e dá como exemplo o que aconteceu ontem no Porto.

Desde que não haja outros direitos fundamentais em conflito, a PSP aceitou sempre negociar, mediar. Chegámos, inclusivamente, ontem, durante a madrugada, negociar e mediar com os promotores que ficasse um número simbólico de tendas na Praça do Pedro IV. Que número é esse? Número simbólico. Quantas tendas é que poderão ficar então? É um número simbólico que não viole outros direitos fundamentais que aqui possam estar em conflito.

Sérgio Soares não concretizou esse número. A PSP, no entanto, garante que vai cumprir a decisão do tribunal relativa aos protestos pela habitação.

Com os protestos em pano de fundo, a decisão judicial conhecida hoje está reunido a esta hora o Conselho de Estado. António José Seguro promete não desistir do diálogo e do bom senso.

António José Seguro ouve os conselheiros numa altura de protestos que têm levado a cargas policiais em Lisboa e no Porto. Imagens que o presidente já disse que não gostou de ver. Antes da reunião, que decorre a esta hora, houve também um almoço entre o presidente da República e o primeiro-ministro. Uma reunião, Vasco Maldonado Correia, que já dura há três horas e que tem até algumas ausências.

Quatro ausências no total. Podemos avançar a razão para, no mínimo, uma delas. O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco, está na Eslováquia. Foi hoje condecorado em Bratislava e, por isso, não marca presença. Além disso, estão também ausentes o antigo presidente da República Ramalho Eanes, Maria do Carmo Fonseca, uma das cinco nomeadas para este órgão pelo Presidente da República, e também o presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro. Entretanto, há cerca de meia hora, abandonou a reunião também o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque. O que quer dizer que, neste momento, há cinco cadeiras vazias, mas há também duas caras novas, o presidente do Tribunal Constitucional, João Carlos Loureiro, e a Provedora de Justiça, Luísa Neto, que tomaram posse ao início da tarde como membros do Conselho de Estado, estão desde as 15h a debater a coesão social e, claro, como pano de fundo, políticas para resolver a crise da habitação, mas também uma maneira de pôr fim ou resolver de forma tranquila a crescente tensão entre polícia e manifestantes, que tem gerado tantos episódios de violência e momentos que têm preocupado, e muito, o presidente da República, como vem ficando também bastante claro pelas declarações de António José Seguro ao longo da última semana.

Vasco Maldonado Correia, em direto do Palácio de Belém, a acompanhar esta reunião do Conselho de Estado.

Passam agora 12 minutos das 18h, hora de atualizarmos outras notícias.

O preço do petróleo tem estado em forte queda, depois do Irão ter feito saber que está a ponderar a implementação de um plano para reabrir o estreito de Ormuz em dois dias, caso os Estados Unidos concordem com as exigências. Também com a informação de que Donald Trump poderá dar mais tempo a Teerão para alcançar um acordo de paz. Esta tarde, o branche de referência para a Europa estava a cotar abaixo dos US$105 por barril, com a queda de cerca de 8%. Paul Fonseca já anunciou à equipa do Lyon que está de saída do clube ao fim de duas épocas e meia. A imprensa francesa adianta que esta manhã quem treina o Lyon já foi o adjunto, o Jorge Maciel. O técnico português de 53 anos deverá assumir o comando do Sporting, marcando o regresso a Portugal passados 10 anos.

Luís Soares regressa para atualizar as notícias quando forem 18h30.