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Começa agora a conferência de imprensa da Rádio Observador. Eu sou o Miguel Gata, a edição de hoje é com a jornalista Marta Caramelo Nobre. Marta, começamos com a manchete do Diário de Notícias, que diz que o Chega e o Partido Socialista acusam o governo de falta de transparência num negócio de praticamente 4 mil milhões de euros.
Em causa a compra de três fragatas italianas, um dos maiores investimentos do Estado português e que corresponde a dois terços dos quase 6 mil milhões de euros que vão ser investidos em defesa nacional. A entrada das fragatas só deverá acontecer em 2029 e o acordo prevê que a empresa italiana responsável faça as manutenções ao longo de 30 anos. Ora, em declarações ao DN, os dois principais partidos da oposição revelam que vão pedir ao executivo esclarecimentos. O presidente do Chega, André Ventura, diz que vai chamar o ministro da Defesa, Nuno Melo, ao Parlamento no sentido de perceber se vai ou não haver intermediários neste negócio. Já o deputado socialista Luís Dias afirma que o partido pediu uma comissão de acompanhamento à compra do material, que foi chumbada pela Aliança Democrática e pelo Chega.
Olhamos agora para a manchete do jornal Público, Marta, que diz que o FBI associou uma empresa portuguesa a uma rede de venda de helicópteros para o Irão.
Em causa, uma sociedade portuguesa, a Business United, apontada pela Polícia Federal norte-americana, o FBI, como intermediária num esquema internacional para contornar as sanções norte-americanas a Teerão. A investigação reconstruiu operações e pagamentos que passaram por seis países, a partir da tentativa de compra de um motor de helicóptero avaliado em praticamente €200 mil. Ao jornal, o antigo secretário de Estado e ex-presidente da TAP, Miguel Frasquilho, que foi conselheiro estratégico informal da empresa a partir de 2023, garante que nunca teve capital nem qualquer intervenção nestes negócios aeronáuticos.
Passamos agora à manchete do Jornal de Notícias. O JN afirma que os trabalhadores e os atendimentos presenciais das finanças são cada vez mais reduzidos.
Pela primeira vez desde que a Autoridade Tributária foi criada, o número de trabalhadores ficou abaixo dos 10 mil. Os dados são referentes ao ano passado. A descida tem sido constante nos últimos 10 anos. Ainda assim, o número de dirigentes da AT aumentou. De acordo com o JN, o fenómeno incide sobretudo no atendimento ao público e explica a nova redução nos atendimentos presenciais. O jornal revela ainda que aumentou praticamente 300% a procura do assistente virtual da AT e foram ainda registadas quase 4 milhões de pedidos no balcão eletrónico das finanças.
E Marta, vamos ainda à imprensa internacional. O britânico The Guardian diz que o novo governo britânico quer uma relação mais estreita com a União Europeia.
O novo ministro do Reino Unido, encarregue da pasta do pós-Brexit, Hamish Falconer, garante que o novo executivo de Andy Burhan pretende novas negociações com Bruxelas. Em entrevista exclusiva ao jornal, o governante britânico promete procurar acordos nos serviços, mas garante que vai manter as linhas vermelhas do Partido Trabalhista sem reabrir o debate, por exemplo, ao mercado único europeu. Hamish Falconer, que assumiu o cargo após a demissão do anterior primeiro-ministro, defende uma cooperação mais estreita em áreas como a defesa, a tecnologia e o combate às alterações climáticas.
E fechamos com o norte-americano The New York Times, que traz novos dados sobre as negociações para reabrir o Estreito de Ormuz.
O jornal lembra que o Irão e Omã já estão a desenhar os novos mapas de navegação e que a parte técnica para voltar a deixar passar os navios no Estreito de Ormuz está praticamente fechada. Ainda assim, Teerão recusa dar luz verde e até já subiu a fasquia. Para além de querer o fim do bloqueio das sanções ao petróleo, o regime iraniano exige agora que os Estados Unidos paguem indenizações de guerra. No fundo, o New York Times explica que o Irão não confia em Donald Trump, tem medo que, assim que a abertura do Estreito de Ormuz for feita, a Casa Branca volte atrás no acordo de junho e abandone as negociações.
Estão feitos os destaques da imprensa nacional e internacional, hoje com a jornalista Marta Caramelo Nobre.