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Conferência de imprensa na Rádio Observador. Nos próximos minutos passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou a Teresa Ferreira e a edição de hoje é do jornalista Hugo Fortunato de Oliveira. Bom dia, Hugo.
Bom dia, Teresa.
A marca esta manhã está a ser a morte de Jorge Palma. O músico morreu durante a noite, já depois dos fechos dos jornais. Por isso a notícia não aparece nas capas desta manhã de terça-feira. Começamos a ronda pela imprensa nacional por olhar para o "Diário de Notícias": a Ordem dos Médicos propõe grupo de trabalho para resolver problemas nas urgências da Grande Lisboa.
O bastonário Carlos Cortes diz que a situação exige uma resposta imediata e atribui os tempos de espera, sobretudo, à falta de médicos e a problemas na organização dos hospitais. Esta segunda-feira, a região registava a maior média de espera do país para doentes urgentes, cerca de três horas e um quarto. Já no Amadora-Sintra, a espera chegou a rondar as nove horas e meia. Para a Ordem dos Médicos, é necessária uma reforma na contratação de profissionais e na gestão dos recursos humanos. O bastonário considera ainda que as urgências são apenas a ponta do iceberg dos problemas que afetam o Serviço Nacional de Saúde.
No "Jornal de Negócios", grande destaque para uma entrevista a Leonor Beleza. A antiga ministra da Saúde diz que o país precisou e precisa de medidas difíceis.
Mas sublinha também que é preciso saber explicá-las e fazê-las compreender. Em entrevista ao "Negócios", Leonor Beleza critica a aposta nos médicos tarefeiros, diz que são atalhos e não uma boa solução. A ministra da Saúde, Cavaco Silva, defende que os hospitais precisam de profissionais dedicados e ligados às instituições onde trabalham. Sobre o Serviço Nacional de Saúde, Leonor Beleza reconhece que há problemas, mas diz que se fala mais nas dificuldades do que propriamente nas soluções. Pede, por isso, uma maior abertura a diferentes modelos de gestão na saúde, incluindo as parcerias público-privadas, desde que garantam melhores cuidados e com forte controle do Estado.
Seguimos com o "Jornal Público", que escreve que os militares da nova Brigada de Trânsito da GNR vão rodar funções para prevenir casos de corrupção.
O anúncio da reativação da Brigada de Trânsito foi feito em abril pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, com pompa e circunstância. Mas cinco meses depois, ainda não há data para o arranque efetivo da nova Brigada de Trânsito, nem está definido como se vai organizar ou funcionar. O Ministério da Administração Interna garante, no entanto, que a rotação de funções será uma das medidas para reforçar a integridade e prevenir novos casos de corrupção, que estiveram entre as razões para a extinção desta unidade em 2009. A GNR ainda aguarda orientações do governo para avançar com a reestruturação e a reativação da unidade ainda neste ano, como pretendia o comandante-geral, parece cada vez mais difícil, já que será necessário alterar a lei orgânica da GNR.
Passamos agora aos títulos internacionais. O "Washington Post" faz manchete com a estratégia de Donald Trump para deportar migrantes para países que não são os de origem.
A investigação do jornal revela uma rede de acordos com dezenas de países, sobretudo em África e na América Latina, para receber pessoas deportadas dos Estados Unidos. Para estes acordos estão previstos pelo menos € 410 milhões, dos quais cerca de 81 milhões destinam-se diretamente a governos estrangeiros. A operação é coordenada pelo novo escritório de reemigração do Departamento de Estado. As condições variam de país para país. Alguns aceitam apenas determinadas nacionalidades, outros impõem restrições consoante os crimes pelos quais os deportados foram condenados. Segundo o "Washington Post", mais de 25 mil pessoas já foram deportadas para pelo menos 28 países terceiros pelos Estados Unidos.
Seguimos com o jornal "Le Monde". Os deputados franceses estão a analisar uma proposta de lei abrangente contra os crimes de violência sexual.
O texto tem 69 artigos e prevê medidas nas áreas da justiça, saúde, família, trabalho e ainda na prevenção, incluindo a criação de estruturas judiciais especializadas e um percurso gratuito de cuidados para as vítimas de trauma psicológico. A proposta foi elaborada por associações feministas e de proteção da infância e começou a ser constituída ainda em 2024, com 140 reivindicações que acabaram transformadas no atual projeto de lei. A votação da nova lei em plenário está prevista para outubro. Por agora, está a ser analisada pelos deputados franceses.
Estão vistos os destaques da imprensa nacional e internacional, hoje com o jornalista Hugo Fortunato de Oliveira. A conferência de imprensa está de regresso amanhã.