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Temos agora em direto neste Jornal das Nove, precisamente o deputado do Chega, Eduardo Teixeira, que cumprimento e agradeço a presença neste jornal. Muito bom dia, Eduardo Teixeira. Explique-nos o que vai acontecer à Lei do Arrendamento.

Bom dia. Obrigado por convite para falarmos sobre o tema. A Lei do Arrendamento foi aprovada apenas com os votos do Partido Social-Democrata. O Partido Chega teve como votos a abstenção, a comissão para deslocar a especialidade, que é o que irá decorrer. É apenas isso. Não há aqui mais nada em relação a esta matéria.

Há agora uma negociação que vai decorrer na especialidade.

Uma negociação.

Sim.

Sim.

E qual é a posição do Chega nesta altura? Vai impor, de fato, alterações na Lei do Arrendamento para que possa depois aprová-la?

Claro que sim. O Chega já disse que se não forem contempladas as propostas que fará, e ontem entregou algumas, entregou até em relação não só à Lei do Arrendamento, mas ao processo habitacional e, portanto, a todo o nosso parque habitacional. São 50 propostas que o partido traz à diferença. Portanto, se as propostas não forem contempladas e se o Chega não se revir nesta lei, é uma lei que claramente votaremos contra. Isso foi dito claramente. A abstenção não é um voto favorável à proposta que entrou. É só apenas a comissão para que haja uma discussão séria sobre o tema que o Partido Socialista deveria ter, e este será um consenso que deveria existir de todos os partidos em relação a esta matéria. É um tema importante e determinante para todos os portugueses que envolvem isso, e que o Partido Socialista me parece que está a quer fugir esse debate.

E se o Partido Socialista não entrar num consenso e num processo de negociação com o governo, o Chega também se afasta por não haver o Partido Socialista ou admite continuar a negociar e a procurar soluções para a habitação só com o governo?

A questão não é essa. Parece que há aqui um jogo muito prático do Partido Socialista. O Partido Socialista é o grande responsável por estarmos no atual momento difícil. E, de facto, essa matéria da habitação deveria obter o máximo consenso possível. O Partido Socialista tem que decidir o que quer.

Se o Partido Socialista não quiser alinhar nisto...

Voltem ai àquela coisa da abstendência, não é?

Por isso, nesse sentido, Eduardo Teixeira, lhe pergunto se o Chega e o governo devem, os dois, encontrar uma solução para a habitação, não tendo contributos do Partido Socialista.

Pois, era desejável que o Partido Socialista entrasse nesse jogo.

Se não entrar, o Chega mantém-se em campo?

Não, o Chega ontem apresentou as 50 propostas que nos parecem importantes para a vida dos portugueses no atual momento difícil. Nós temos uma situação muito complicada, e algumas propostas que o Partido Socialista até tem falado, nós até podemos concordar. Vamos dar exemplo. A questão do crédito de habitação e os jovens. É uma questão que nós também temos nessas 50 medidas. Nós estamos de acordo.

E o governo também está?

Estamos de acordo.

E o governo também está?

Veremos. Nós deixamos de ficar propostas para ficarmos e dizer alguma coisa. Portanto, há diálogo que existe dentro das especialidades.

E que se pode construir. Eduardo Teixeira, admite que o Chega e o PS possam votar no mesmo sentido na especialidade algumas propostas de âmbito fiscal, mesmo contra a vontade do governo?

Está a falar de habitação?

Sim, estou a falar de habitação. Há muitas propostas na área da fiscalidade.

O que é desejável é que três partidos, é o momento de exceção. Portugal vive num momento de exceção, de necessitar de... As contas que se fazem são cerca de 300 mil fogos. Atualmente, no mercado, é necessário. Nós temos uma pressão imensa e, portanto, tem que se fazer algo para que esses 300 mil fogos estejam no mercado e sejam para habitação dos portugueses. Portanto, nós faremos estes esforços que achamos que deveria ser dos três maiores partidos. É uma matéria absolutamente determinante para o futuro dos portugueses, nomeadamente os nossos jovens