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Já está aqui comigo em estúdio o Ricardo Lopes, que nos vai dar hoje os destaques da imprensa nacional e internacional. Muito bom dia, Ricardo.

Bom dia, Miguel.

Prestamos primeiro atenção à capa do jornal Público desta manhã. Explica que os serviços de segurança da Assembleia da República propuseram mais videovigilância no Parlamento, mas os partidos discordaram.

É uma notícia que surge naturalmente depois de várias dúvidas terem sido levantadas sobre a segurança no Parlamento, na sequência do alegado roubo de documentos no gabinete de André Ventura. Foi o rastilho para acender esta discussão, como refere a jornalista Maria Lopes, que assina esta notícia. Esta proposta, que fala o Público, foi apresentada por um grupo de trabalho com elementos da GNR e PSP. O jornal explica que este grupo propôs já há alguns meses que fosse feito um reforço da videovigilância no interior dos dois edifícios da Assembleia. Houve ainda outra proposta para serem colocadas câmaras junto aos elevadores, também não foi aceito. De acordo com o Público, os partidos justificam a recusa destas medidas com argumentos da privacidade e liberdade dos deputados. Até, Miguel, a colocação de torniquetes com cartão digital no acesso a algumas zonas foi considerada excessivamente restritiva. A notícia refere também que com a atual secretária-geral do Parlamento, Anabela Cabral Ferreira, houve efetivamente um reforço das medidas de segurança. São dados exemplos de mais polícias nos corredores e também regras mais apertadas para a cobertura de eventos, por exemplo, para a comunicação social.

Olhamos agora para a capa do Jornal de Notícias, Ricardo, que dá conta que as garrafas e latas sem o símbolo do sistema volta ainda vão poder continuar à venda.

Para evitar desperdícios e prejuízos. Isto porque embora o período de transição termine já este domingo, dia 10, uma data limite que foi definida pela Agência Portuguesa do Ambiente, que agora dá o braço a torcer, isto porque há ainda vários estabelecimentos que têm embalagens antigas. Portanto, a APA volta atrás. Supermercados, cafés e restaurantes podem, por enquanto, continuar a vender esses produtos. Esta alteração é aplaudida também pela Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo, que dá conta de vários casos de estabelecimentos com estoques por escoar sem o símbolo volta. Também a Deco reconhece que é preciso mais tempo de adaptação a este sistema. Já os produtores ficam proibidos de vender, Miguel, ou doar, até não podem doar para o mercado nacional produtos de bebidas sem o sistema volta. Se ainda tiverem inventário destes produtos, a sugestão da APA é que sejam consumidos internamente ou exportados para fora de Portugal.

Já o Diário de Notícias tem um aviso hoje na manchete: Portugal não está preparado para responder a cenários extremos como uma guerra ou uma grande crise geopolítica.

É um alerta deixado pelo general Luís Valença Pinto, antigo chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, que coordenou um novo estudo desenvolvido pela Eurodefense Portugal, que projeta até 2035 a capacidade das Forças Armadas e também a economia de defesa. Este estudo salienta que Portugal carece de uma resposta articulada e de orientações concretas para a população em caso de cenários extremos. Adverte também para a urgência de abandonar aquilo que considera ser uma mentalidade passiva de tempo de paz, para estarmos efetivamente preparados para um ambiente geopolítico de confrontação permanente. É também criticado neste estudo o fato de Portugal ter abandonado os planos de preparação que existiam nas décadas de 50 e 60. O estudo defende a criação de um manual do cidadão com orientações concretas sobre como agir em caso de guerra, cortes de energia ou falta de combustível.

Alguns dos destaques da imprensa nacional. Viajamos agora até a Espanha para ler o "El País" e inevitavelmente Ceuta continua a marcar a agenda midiática espanhola, e não só. Um artigo em destaque na edição de hoje deste "El País" dá conta do aparecimento de patrulhas de cidadãos nas ruas que estão a perseguir e intimidar migrantes em Ceuta.

É um fenômeno organizado de violência. O "El País" teve acesso a grupos do WhatsApp onde são combinadas autênticas caças a migrantes. Os grupos fazem rondas noturnas, partilham localizações, usam linguagem de ódio, definem, por exemplo, os estrangeiros como baratas. É um discurso identificado nos grupos do WhatsApp que o "El País" teve acesso. É aconselhado aos participantes nestes grupos que escondam a identidade. Há relatos de vários migrantes agredidos, espancados, que já evitam certas zonas da cidade. A polícia acabou por travar algumas destas ações, mas não efetuou qualquer detenção. Há também o receio por parte da população migrante de denunciar estas agressões por medo de expulsão. O artigo faz a salvaguarda de que a maioria da população de Ceuta rejeita estes episódios de violência.

Fechamos no The Guardian, no Reino Unido. Este jornal dá destaque ao drone com explosivos que foi encontrado no aeroporto de Leipzig. O ministro do Interior alemão diz que este episódio representa um novo nível de perigo.

Aconteceu na madrugada desta quarta-feira, numa zona de carga de acesso restrito. A polícia alemã enviou um robô de desativação de engenhos explosivos, retirou-lhe o detonador e procedeu mais tarde a uma detonação controlada. O ministro alemão da Administração Interna marcou também uma reunião de emergência com a liderança dos serviços de segurança. No final, falou de um cenário de uma nova dimensão de ameaça e também de uma ameaça híbrida e profissional. Segundo o The Guardian, vários voos tiveram de ser desviados. O episódio já não é assim tão incomum. Nos últimos tempos, várias aeronaves não tripuladas voaram nestes últimos meses sobre bases militares, infraestruturas de energia e portos na Alemanha. A Polícia Federal admite que algumas destas ações possam ter sido organizadas por agentes russos, algo que Moscovo, logicamente, nega.

Ricardo Lopes e a conferência de imprensa desta manhã.