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Conferência de imprensa da Rádio Observador. Vamos já saber o que contam os jornais de Portugal e do mundo. Eu sou o Carlos Pedro, a edição hoje é com o João Gama. Bom dia, João.
Bom dia, Carlos.
Começamos pela imprensa nacional. Por destacar a manchete do Público: o governo impõe um teto à contratação de novos profissionais para o Serviço Nacional de Saúde.
Escreve o jornal que esse novo limite foi publicado ontem em Diário da República, um despacho que aprova o quadro global de referência do SNS para 2025 e que, ao comparar com os dados de 2024, revê várias metas em baixa, não só na contratação de novos profissionais, como também nas cirurgias, consultas médicas e na percentagem de utentes com médico de família. No ano passado, o limite para a contratação de profissionais era de 5%, agora encolhe para 1,9%.
O Público que traz estes dados em manchete, mas tem também na primeira página um artigo de opinião de Pedro Nuno Santos.
Com o título "2015: 10 anos depois", o antigo ministro, secretário de Estado e antigo secretário-geral do Partido Socialista passa em revista as conquistas da Geringonça, mas também admite que não correu tudo bem, que foram cometidos erros e insuficiências que devem, escreve Pedro Nuno, servir de reflexão para toda a esquerda. Alguns dos erros apontados pelo então secretário de Estado, que escreve que a Geringonça deveria ter ido além da Troika e acabou por não ir e que devia ter feito mais na habitação para intervir e regular no mercado. Falhou também nas políticas de imigração. Aqui, Pedro Nuno Santos admite ter uma opinião diferente da maioria da esquerda nas alterações que foram feitas à lei dos estrangeiros.
Mudamos de jornal. O Jornal de Notícias revela quem vai ser o nome que vai liderar a unidade de combate à fraude no SNS.
O juiz desembargador Carlos Alexandre. Foi o nome escolhido pelo governo. O JN conta que vai ter um mandato de três anos e um salário de €6.100 por mês. O magistrado vai analisar desperdícios e ilícitos financeiros e criminais no SNS. O objetivo é poupar ao Estado 800 milhões de euros. Esta equipa de Carlos Alexandre vai contar com membros das finanças e também com inspetores da Polícia Judiciária.
E o DN escreve que os médicos estão a esgotar vagas de especialidades em que ganham mais e fogem da medicina familiar e interna.
Vagas essas, Carlos, como dermatologia e oftalmologia. A Ordem dos Médicos reconhece que o fator econômico é decisivo para estas escolhas. No início da semana, dos 2.375 candidatos aos internatos, 1.376 ainda não tinha escolhido uma especialidade, sendo que as especialidades essenciais para os centros de saúde e os hospitais, como medicina familiar e medicina interna, tinham ainda centenas de vagas por preencher. A nova especialidade de medicina de urgência, já essa tinha apenas cinco candidatos.
Atenção dos principais jornais virada para a saúde. Já o Correio da Manhã lembra uma das histórias que marcou esta terça-feira: 11 bombeiros do Fundão foram detidos por violarem um colega de 19 anos.
Detidos pela Polícia Judiciária, suspeitos de terem praticado crimes de violação e de coação sexual contra um outro bombeiro, como dizias, com 19 anos. É o grande destaque do Correio da Manhã, que escreve que as câmaras de videovigilância captaram estes abusos e que os agressores acabaram por sair todos em liberdade.
Olhamos agora para os destaques da imprensa internacional. Começamos nos Estados Unidos. O Washington Post adianta que o FBI quer investigar entrevistas a democratas que Donald Trump chamou de traidores.
Congressistas do Partido Democrata que aparecem num vídeo partilhado na semana passada, no qual pedem a militares americanos que não obedeçam a ordens que considerem ilegais. O objetivo é intensificar a campanha da administração de Trump para punir alguns dos seus críticos mais ferrangos no Capitólio. É o que escreve o Washington Post, que o FBI acabou por solicitar estas entrevistas. É um pedido que coincide com a diretiva do secretário de Defesa para que seja analisada a conduta potencialmente ilegal de um dos senadores que participa neste mesmo vídeo.
O Guardian mantém as atenções viradas para a Casa Branca. Isto porque João Steve Witkoff, enviado de Trump para a guerra na Ucrânia, terá dado conselhos ao Kremlin.
A propósito do mais recente acordo de paz, Steve Witkoff conversou com Yuri Ushakov e disse que alcançar a paz na Ucrânia exigiria que a Rússia assumisse o controle de Donetsk e, potencialmente, que houvesse uma troca territorial separada. Sugeriu, inclusive, este alto funcionário do Kremlin que desse os parabéns a Donald Trump e que se abordassem as negociações com Kiev e Washington de forma mais otimista. É o que mostra uma gravação de áudio obtida pela Bloomberg, que está em manchete no The Guardian.
Alguns dos destaques da imprensa nacional e internacional, como sempre, logo a seguir ao Jornal das Seis da Manhã. Edição de hoje esteve a cabo do jornalista João Gama. Até amanhã.